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Boa Vista - Roraima



Boa Vista é a capital e o município mais populoso do estado brasileiro de Roraima. Concentrando cerca de dois terços dos roraimenses, situa-se na margem direita do rio Branco. Sede da Região Metropolitana de Boa Vista, é a única capital brasileira localizada totalmente ao norte da linha do Equador.

Moderna, a cidade destaca-se entre as capitais da Amazônia pelo traçado urbano organizado de forma radial, planejado no período entre 1944 e 1946 pelo engenheiro civil Darcy Aleixo Derenusson, lembrando um leque, em alusão às ruas de Paris, na França. Foi construído no governo do capitão Ene Garcez, o primeiro governador do então Território Federal do Rio Branco. As principais avenidas do Centro da cidade convergem para a Praça do Centro Cívico Joaquim Nabuco, onde se concentram as sedes dos três poderes — Legislativo, Judiciário e Executivo. Além de pontos culturais (teatros e palácios), hotéis, bancos, correios e catedrais religiosas.

É uma cidade tipicamente administrativa e concentra todos os serviços estaduais.

História da cidade de Boa Vista

Datam de 1670 ou 1671 as primeiras explorações na bacia do Rio Branco. Cinquenta anos mais tarde, por volta de 1725, missionários da Ordem dos Carmelitas se fixaram na região e deram início a catequese dos indígenas.

Um decênio após, os produtos locais já contribuíam para enriquecer o comércio de mercados do Pará.

A partir de princípios do século XVIII, a região foi percorrida em vários sentidos por expedições movidas por interesse científico ou atraídas pelas notícias de riquezas fabulosas.

Em 1740, expedição de Francisco Xavier de Andrada aumenta os conhecimentos que se tinham sobre os terrenos marginais ao Rio Branco, sobe o curso deste e penetra em águas do Uraricoera.

Um ano mais tarde, fascinado pelas narrativas lendárias sobre riquezas existentes no Lago Dourado, ou Parimé, Nicolau Hortsman partindo da Guiana Inglêsa, atinge o curso do Rio Branco, alcança o Negro, depois o Amazonas, até o Pará.

Em virtude das incursões levadas a efeito por inglêses e holandeses, desde 1725, e pelos espanhóis, a partir de 1760, os portugueses tomam providências para garantir a posse e o controle da região, erguendo na foz do Tacutu, em 1765, a fortaleza de São Joaquim e criando dois postos militares na zona do Uraricoera.

Entre os nomes dos estudiosos que contribuíram para um conhecimento mais real e objetivo da bacia do Rio Branco, destaca-se o do coronel Manoel da Gama Lobo D′Almeida, geógrafo lusitano, chefe da Comissão Portuguêsa de Limites, que, em 1787, explorou o curso do Rio Branco, subindo o Uraricoera até a foz do Araricapará.

O início da colonização e a incorporação efetiva da bacia do Rio Branco à nação datam de 1858, ano em que se faz referência aquela região na legislação da Província amazonense. Por ato oficial daquele ano, são relacionadas as freguesias do Amazonas, e estabelecido que a sede da freguesia do Carmo seria "acima das cachoeiras do Rio Branco, no lugar denominado Boa Vista".

Somente a partir de 1872 se vem a cogitar da demarcação de fronteiras na região.

Em 1890, considerando-se sua especial situação geográfica na zona limítrofe nacional, é criado o município que eleva à Vila a Freguesia de Nossa Senhora do Carmo, pertencente ao Estado do Amazonas.

Em 1943, finalmente, é instituído o Território Federal do Rio Branco (atual Roraima), com áreas desmembradas do Estado do Amazonas (de Boa Vista, Moura e Barcelos), sendo o Município de Boa Vista escolhido para capital, por apresentar melhores condições.

Em 1988 o território é transformado em Estado e Boa Vista confirmado como capital.

Gentílico: boa-vistense

Formação Administrativa

Fonte: IBGE

Código do Município

1400100

Gentílico

boa-vistense

Prefeito

MARIA TERESA SAENZ SURITA GUIMARÃES

População
População estimada [2018]375.374 pessoas  
População no último censo [2010]284.313 pessoas  
Densidade demográfica [2010]49,99 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]3,4 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]93.053 pessoas  
População ocupada [2016]28,5 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]35,5 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]96,6 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5,5  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]3,8  
Matrículas no ensino fundamental [2017]54.405 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]15.249 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]2.708 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]972 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]167 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]50 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]24.852,52 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]78,8 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,752  
Total de receitas realizadas [2017]1.224.794,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]1.049.568,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]13,77 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]1 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]71 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]5.687,037 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]54,1 %  
Arborização de vias públicas [2010]47,5 %  
Urbanização de vias públicas [2010]4,3 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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