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Barra do Bugres - Mato Grosso



Barra do Bugres faz parte do estado de Mato Grosso. Encontra-se a 15º04′21" de latitude sul e a 57º10′52" de longitude oeste e está a 171 m de altitude. Possui uma área de 7.186,78km² e sua população estimada em 2007 é de 32.479 habitantes.

Situa-se a 150 quilometros da capital Cuiabá, no encontro entre o rio Bugres e o rio Paraguai e seu nome deriva da barra formada pelo rio Bugres ao desaguar no rio Paraguai. O mais importante evento da cidade é o Festival Regional de Pesca de Barra do Bugres (Festbugres), e que em 2011 se transforma em FIP - Festival Internacional de Pesca, atraindo turistas de outros estados e de outros países como Estados Unidos, Colômbia, Peru, entre outros. No município está localizado o Campus Universitário Deputado Renê Barbour, da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), que conta com cinco cursos de graduação (Arquitetura e Urbanismo, Ciência da Computação, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Produção Agroindustrial e Matemática). Possui também uma turma especial de Direito e ainda conta com o Projeto 3º Grau Indígena Primeiro da América Latina: Formação Superior de Professores Indígenas.

História da cidade de BARRA DO BUGRES

ESTADO DE MATO GROSSO

BARRA DO BUGRES MT

Antigo distrito de Cáceres , a história do povoamento de Barra do Bugres está intimamente ligado à aquele município , que teve inicio com as penetrações levadas a efeito no rio Paraguai pelas primeiras bandeiras que subiram o grande rio até suas cabeceiras e posteriormente ,a fundação de Vila Maria , que iniciou efetivamente o povoado da extensa zona que compreendia aquela parte da capitania de Mato Grosso e Cuiabá.

Se Caceres evoluiu freneticamente , graças aos cuidados que lhe dispensou o Capitão General Luiz de Albuquerque de Melo Pereira e Caceres 4º Governador da Capitania de Mato Grosso e Cuiabá , o mesmo não aconteceu com a região que hoje compreende o município de Barra do Bugres, que ficou isolada , sem mesmo ter as vantagens que decorriam da estrada pioneira Vila Bela da Santíssima Trindade .

Somente em 1.878 , chegaram os primeiros povoadores da zona onde se plantariam os fundamentos da atual cidade de Barra do Bugres . Naquele ano chegou ali PEDRO TORQUATO LEITE ROCHA procedente de Cuiabá acompanhado de familiares . Ergueu rancho , iniciou o cultivo de produtos de subsistência , e cuidou de explorar as cercanias do local em busca da preciosa poaia com resultados satisfatórios. Um ano depois precisamente em 1.879 , chegavam ali PACOAL DE OLIVEIRA CABRAL, que como seu predecessor trazia consigo, camaradas e poaieiros .E assim continuou o povoamento de Barra do Bugres , engrossando ainda mais com a chegada de : NICOLAU GOMES DA CRUZ , MAJOR JOSé CASSIANO CORREA , CAPITãO TIBURCIO VALERIANO DE FIGUEIREDO ( EX Comandante da Guerra do Paraguai, terminada em 1.870 ) , MANOEL DE CAMPOS BORGES e vários outros . Apoiaram-se na Barra onde há o cruzamento da águas do Rio do s Bugres com a correnteza turvosa do Rio Paraguai, cuja forma (V) da vitória reflete a beleza da natureza num reboliço de cores de águas se misturando , da relva verde dos montes escuros e do céu azul. Nesse lugar acamparam se protegendo-se das intempéries e dificuldades e dos possíveis ataques das tribos da região pertencentes aos UMUTINAS OU BARBADOS . Mais tarde outros exploradores adentraram a região e descobriram outras potencialidades que aqui existiam além da ipecacuanha , como madeiras de lei , borracha nativa , diamante e ouro.

Em 8 de abril de 1.896 , é criada a Paroquia de Santa Cruz de Barra do Bugres , sob a Lei n º 145, o nome foi escolhido pelos povoadores , com jurisdição em São Luiz de Cáceres , fortalecendo então o já existente núcleo populacional.

Grandes eram as festas de Espirito Santo e de Santa Cruz. Uma cavalaria passava de casa em casa com o programa da festa . O pessoal da cavalaria iam mascarados , menos um , José de Campos Borges que lia os programas da festa . Os cavalos também iam fantasiados . Nestas festas bem organizadas haviam leilões , quermesses e quadrilhas .

Em 1.910 o Governo do Estado através da Assembléia Legislativa , desapropriou das terras de Manoel de Campos Borges 2.000 hectares de terra para a formação do patrimônio e povoamento de Barra do Bugres (Lei n.º 541)

A intensa procura da poaia transformou em pouco tempo o vilarejo em adensado urbano sempre acrescido por novos forasteiros que ali vinham buscar fixação .com a desvalorização dos preços da ipeca ,e borracha , decai a produção e segue um novo ciclo caracterizado na extração de madeiras .

Em 1.926 , os revoltosos da coluna Prestes escreveu aquela que seria uma triste página na história do município . Pelo menos quinze homens perderam a vida em Batalha as margens do Rio Paraguai , tentando defender a cidade ; não conseguiram e a vila foi saqueada e incendiada .

O povoamento passa ser um centro comercial e industrial com base na exploração e processamento de madeiras , principalmente o cedro e a peroba , o crescente resultado na exploração das riquezas vegetais do Distrito ficou efetivada através de decreto em dezembro de 1.940com a criação de uma Coletoria de Rendas Estaduais , comprovando o volume de bens ali gerados .

Em 31/12 /43 a Lei 545 criava o município de Barra do Bugres . O novo município foi instalado a 19 e abril de 1.944 coroado a êxito os esforços barrabugrenses, tendo sido nomeado para ocupar a Prefeitura Municipal, o professor Alfredo José da silva.

Em 1.948 foram empossados os primeiros vereadores no município, eleitos por sufrágios (votos). Sendo eles:

Claret Otaviana Dias

Pedro de Campos Borges

Tito José Parada

Aureliano Maximiniano de Jesus

Almicar Josseti,

João Arantes de Souzxa

Antonio Liria Passos

E neste mesmo dia toma posse o primeiro prefeito eleito JOAQUIM MARIANO DE MIRANDA, aos habitantes do município dá-se a denominação de BARRENSES ou BARRABUGRENSES

A vida econômica foi transformada com a vinda de colonos de Minas Gerais, São Paulo e Ceará, trazendo alterações no plano agrícola, sendo que a pecuária ocupa lugar de destaque neste período mais recente da economia .

Fonte: IBGE

Autor do Histórico: MATEUS JOãO WEBER

Código do Município

5101704

Gentílico

barrense

Prefeito

RAIMUNDO NONATO DE ABREU SOBRINHO

População
População estimada [2018]34.619 pessoas  
População no último censo [2010]31.793 pessoas  
Densidade demográfica [2010]5,25 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,7 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]5.487 pessoas  
População ocupada [2016]16,5 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]37,5 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]96,9 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5,3  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,4  
Matrículas no ensino fundamental [2017]4.780 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]1.376 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]330 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]147 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]22 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]8 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]35.540,00 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]76,2 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,693  
Total de receitas realizadas [2017]91.645,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]77.014,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]18,64 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]2,8 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]16 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]5.981,569 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]26,6 %  
Arborização de vias públicas [2010]24,8 %  
Urbanização de vias públicas [2010]9,6 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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