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Senhora dos Remédios - Minas Gerais



Senhora dos Remédios é uma cidade mineira encravada num vale, rodeada por montanhas, numa regiao com relevo conhecido como mares de morros. Com pouco mais de 10 mil habitantes, é considerada tranquila é de aspecto agradável.

Os primeiros relatos da cidade de Senhora dos Remédios remontam ao ano de 1738, em menções feitas à D. José de Portugal, em uma carta demarcatória de Sesmarias da Comarca do Rio das Mortes, cuja sede deveria ter sido São João del-Rei. Neste documento, a Coroa Portuguesa faz menção à Sesmaria de Santa Cruz da Serra ("Fazenda da Serra"), do Arraial de Borda do Campo (Barbacena) e diz: "Sertões de terras devolutas nas encostas da Pedra Menina, Paróquia de Piranga, na Província de Minas Gerais, para o Capitão Joaquim Ferreira da Silva. No final, a data: 13 de março de 1738.

Senhora dos Remédios, antigo distrito subordinado ao município de Barbacena, foi elevado à categoria de município em 12 de dezembro de 1953.

História da cidade de Senhora dos Remédios

Embora não sejam bem conhecidos os detalhes históricos da fundação do Município, sabe-se que os índios habitaram a região. Como em outros históricos de municípios, sabe-se também da presença dos bandeirantes, pois os mesmos embrenharam-se pelo Estado em busca de ouro e para captura de índios.

Segundo consta no Livro Censo Cultura de Minas Gerais -Guia da Região Central - o povoado que deu origem ao Município de Senhora dos Remédios desenvolveu-se nas redondezas de uma fazenda, denominada Fazenda do Capote, de propriedade de uma baronesa espanhola. A baronesa, devota de Nossa Senhora dos Remédios, mandou vir da Espanha uma imagem em tamanho natural, talhada em cedro. Ergue-se então, uma pequena capela em homenagem a Santa e iniciou-se o povoamento da região.

Atribui-se também a outras pessoas a construção da capela e a devoção à Senhora dos Remédios, com isto, questiona-se também o início do povoado.

Já cogitavam requerer uma capela para atender os povoadores, os quais demonstraram grande espírito de coletividade ao convirem em que a capela deveria atender ao público. A idéia já seria consensual em 1764, à visita do Governador Luís Diogo. Contudo, o consenso terminava aí. Vários partidos formaram-se, cada qual pretendendo a honraria de ter a capela na fazenda. Queriam-se uns com a Vargem Grande, outros com os Vargas, e outros com a Fonte Grande, local que prevaleceu.

Obtida uma concordância preliminar, representaram os moradores ao Vigário-Geral Governador do Bispado de Mariana, D. Inácio Correia de Sá, solicitando licença para erigir uma capela com invocação de Nossa Senhora dos Remédios. A petição se perdeu, mas dá para supor que Manuel Vieira Barbosa e Bento Gonçalves de Oliveira, Signatários, conseguiram pois foi deferida em 20-03-1765.

Quanto ao orago da Capela, deve ter sido escolhido por ser Nossa Senhora dos Remédios uma devoção comum entre os proponentes da criação, a maior parte oriunda do Norte de Portugal, onde, inclusive, há o Santuário dos Remédios.

Em 28-06-1768, a Capela obteve Provisão de Pia Batismal.

Em 31-01-1775, a Capela necessitou de novo Patrimônio que foi doada por Antônio Ferreira Mendes. Somente em 05-10-1870 pela Lei no° 1.723 o povoado foi elevado a Freguesia com o nome de Remédios. Foi suprimida por Lei de 01-12-1873, e restaurada com a mesma denominação - Remédios - pela Lei no° 2.085 de 24-12-1874.

Em 1872, houve o início da construção da Igreja do Rosário.

Gentílico: remediense

Formação Administrativa

Pela Lei no° 843 de 07-09-1923, passa ao Município de Barbacena como Distrito de Remédios.

Em 31-12-1943, o Decreto-Lei no° 1.058 dá ao Distrito o nome de Angoritaba - que em linguagem indígena significa -lugar de consolo espiritual - nome este que não teve receptividade por parte dos habitantes locais.

Em 12-12-1953 pela Lei no° 1.039 Angoritaba é elevada a Município com o nome de Nossa Senhora dos Remédios. Por haver um distrito com igual topônimo o nome foi substituído por Senhora dos Remédios.

Alteração Toponímica Distrital

Pela Lei Estadual no° 2.764, de 30-12-1962, foi criado o Distrito de Palmital dos Carvalhos.

Fonte: Prefeitura Municipal (Texto adaptado)

Autor do Histórico: MÁRCIO JOSÁ GUIMARÁES

Código do Município

3166204

Gentílico

remediense

Prefeito

DENILSON JOSE RODRIGUES RESENDE

População
População estimada [2018]10.451 pessoas  
População no último censo [2010]10.196 pessoas  
Densidade demográfica [2010]42,87 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,5 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]689 pessoas  
População ocupada [2016]6,5 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]48,2 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]97,4 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6,4  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,7  
Matrículas no ensino fundamental [2017]1.056 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]389 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]92 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]35 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]14 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]2 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]8.343,82 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]88,7 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,626  
Total de receitas realizadas [2017]19.221,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]17.431,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]- óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,5 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]4 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]237,815 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]53,8 %  
Arborização de vias públicas [2010]10,1 %  
Urbanização de vias públicas [2010]27,4 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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