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Santana de Pirapama - Minas Gerais



Santana de Pirapama faz parte do estado de Minas Gerais. A população avaliada em 2006 era de 8.175 habitantes.

A história do município começa em 1834, com a fundação do distrito de Traíras, nome dado pela tradição de usar nomes de peixes em comum com a região, sendo a traíra um deles. Em 1948, desmembrada de Codisburgo, Pirapama foi elevada a status de município.

Não se conhece registros sobre o povoamento inicial do Arraial de Traíras, que deu origem a atual cidade de Santana de Pirapama. Segundo Teodoro Sampaio, ′Assentada em uma colina, à margem direita do rio das Velhas, em terrenos da sesmaria de Nossa Senhora da Conceição dos Gerais, junto à barra do córrego Traíras, bom porto àquele tempo, começou, provavelmente há uns duzentos anos, a povoação com o nome desse córrego -Tarahira′.

História da cidade de Santana de Pirapama

Assentada em uma colina, à margem direita do rio das Velhas, esta localizada a cidade de Santana de Pirapama, antiga Traíras, sede do município de Santana de Pirapama, edificada em terrenos de uma das sesmarias do Padre Jorge Martins Curvelo de àvila. Alias, vale ressaltar, todo município esta compreendido em sesmarias do Padre Curvelo.

Em terrenos da sesmarias de Nossa Senhora da Conceição dos Gerais, junto da Barra do córrego Traíras, bom porto aquele tempo, começou, provavelmente há uns duzentos anos, a povoação com o nome desse córrego — Tarahira, segundo Teodoro Sampaio. O Tupi na Língua Nacional, córrego Taraguira, ou Tar-a-guira, ou o que Bamboleia ou se contorce. É o nome do peixe de água doce, que vive mergulhado na vasa (Eruthimus taraeira), Art. Traíra — Taraíra.

Em princípios de 1834, foi criado o distrito de Traíras, que se estendia até a barra do rio Paraúna, no rio das Velhas e aos 19 de junho de 1834, foi aberto o primeiro livro do Cartório de Paz.

Em 1850 foi criada a Paróquia de Santana de Traíras.

Pela Lei nº 1294, de 30 de outubro de 1866, sofreu o distrito a sua primeira mutilação em território, para ser criado o distrito de Ponte do Paraúna.

Pertenceu o distrito de Traíras ao município de Curvelo até 17 de dezembro de 1938, quando, novamente mutilado em grande extensão, e com o nome de Pirapama, passou a integrar o município de Cordisburgo. Não foi do agrado dos trairenses o Ato governamental da referida agregação.

Gente altiva, sentindo-se capaz de viver vida autônoma, pleitearam os já pirapamenhos sua emancipação político-administrativa. Tendo à frente o Vigário da freguesia, o então Padre Roque Venâncio da Silva, auxiliado por uma grande leva de cidadãos do próprio distrito, nomeada em memorável assembléia popular, não pouparam esforços para a concretização do ideal — a emancipação de Pirapama

A Lei nº 336, de 28 de dezembro de 1948, coroando de êxito dos esforços da lutadora gente, que tudo fazia para emancipar seu distrito, elevou-o à categoria de município com o topônimo de Santana de Pirapama.

No dia 1 de janeiro de 1949, foi solenemente instalado o município pelo Juiz de Paz, Sr. João Cândido dos Santos, representando o Juiz de Direito da comarca de Sete Lagoas.

A primeira diretoria executiva da Câmara Municipal de Santana de Pirapama estava assim constituída: João Cândidos Santos, Presidente; farmacêutico Omar de Oliveira, Vice-Presidente, e farmacêutico Geraldo ávila, Secretário.

O atual nome do município — Santana de Pirapama — resultou da junção do nome da Padroeira e Pirapama, de origem indígena que, segundo opinião vulgar, significa Peixe Bravo (Pira-peixe, pama-bravura).

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Traíras, pela Lei Provincial nº 471, de 01-06-1850, e Lei Estadual nº 2, de 14-09-1891, subordinado ao município de Curvelo

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Traíras figura no município de Curvelo.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo Decreto-Lei Estadual nº 148, de 17-12-1938, o distrito de Traíras foi transferido do município de Curvelo para o novo município de Cordisburgo.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Traíras figura no município de Cordisburgo.

Pelo Decreto-Lei Estadual 1058, de 31-12-1943, o distrito de Traíras passou a denominar-se Pirapama.

No quadro fixado para vigorara no período de 1944-1948, o distrito de Pirapama (ex-Traíras) figura no município de Cordisburgo.

Elevado à categoria de município com a denominação de Santana de Pirapama, pela Lei Estadual nº 336, de 27-12-1948, desmembrado de Cordisburgo.

Sede no atual distrito de Santana de Pirapama (ex-Pirapama). Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1949.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1950.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede

Pela Lei Estadual nº 2764, de 30-12-1962, o município de Santana de Pirapama adquiriu do Conceição de Mato Dentro o distrito de Fechados.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 2 distritos: Santana de Pirapama e Fechados.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Alterações toponímicas distritais

Traíras para Pirapama, alterado pelo Decreto-Lei Estadual 1058, de 31-12-1943.

Pirapama para Santana de Pirapama, alterado pela Lei Estadual nº 336, de 27-12-1948.

Transferência distrital

Pelo Decreto-Lei Estadual nº 148, de 17-12-1938, transfere o distrito de Traíras do município de Curvelo para o novo município de Cordisburgo.

Fonte: IBGE

Código do Município

3158508

Gentílico

pirapamenho

Prefeito

DALTON SOARES SILVA

População
População estimada [2018]7.696 pessoas  
População no último censo [2010]8.009 pessoas  
Densidade demográfica [2010]6,38 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,6 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]553 pessoas  
População ocupada [2016]6,9 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]39 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]99,5 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5,6  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,1  
Matrículas no ensino fundamental [2017]938 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]389 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]91 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]32 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]11 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]2 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]11.566,80 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]89,9 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,628  
Total de receitas realizadas [2017]17.700,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]14.837,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]- óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]-  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]6 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]1.255,832 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]36,7 %  
Arborização de vias públicas [2010]78,8 %  
Urbanização de vias públicas [2010]8,8 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  6. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  7. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  23. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  24. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  25. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  26. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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