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Rio Manso - Minas Gerais



Rio Manso faz parte do estado de Minas Gerais, localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Encontra-se a 63km de Belo Horizonte e a 52km de Itaúna. A população avaliada em 2007 era de 5.002 habitantes.

Rio Manso tem sua origem relacionada à ocupação inicial de Minas Gerais ocorrida no século XVII e início do século XVIII no Vale do Rio Paraopeba. O nome do município deve-se ao rio que o corta no sentido sul/norte. Ao longo do percurso repleto de curvas do Rio Manso, águas mansas e tranqüilas oferecem vastas áreas planas ideais para a agricultura e pecuária.

A cidade passou por uma grande mudança após a instalação da Barragem da Copasa quando foram desapropriados os moradores da Cachoeira dos Antunes. Após a barragem, a comunidade elegeu prefeito o Sr. Adair Dornas dos Santos, um ex-morador da Cachoeira.

História da cidade de Rio Manso

Acredita-se que os primeiros habitantes de Rio Manso foram os índios catagueses, os mesmos que habitavam a região, devido ter sido encontrados algumas peças de cerâmica, onde, provavelmente, foi um cemitério indígena, na época das escavações para construção da principal praça da cidade.

Rio Manso encontra-se na Zona Metalúrgica do Estado de Minas Gerais e integra-se à região metropolitana de Belo Horizonte.

Seu núcleo urbano fica num planalto rodeado pelo verde que se perde de vista cercado aos pés pelas águas mansas do rio que lhe deu nome.

Em meados do século XVII, estas terras foram atravessadas, pela primeira vez, pelos bandeirantes Fernão Dias Paes Lemos, Mathias Cardoso de Almeida, Antônio Gonçalves Figueira, Antônio do Prado Cunha, Francisco Pires Ribeiro, Manoel de Borba Gato e João José Dias Paes e próximo às águas tranquilas do rio que corta a região no sentido sul/norte, predominando áreas planas propícias à cultura e pastagens, originou-se o primitivo arraial.

Em passagem por Minas Gerais, no início do século XIX, o viajante europeu Saint- Adolphe, mencionava Rio Manso, como lugarejo na província de Minas Geraes, no termo da freguesia da Piedade-da-Paraopeba.

Gentílico: Riomansense

Formação Administrativa

O distrito de Santa Luzia de Rio Manso foi criado segundo a lei nº 50 de 08 de abril de 1836.

Na segunda metade do século XIX, em 07 de janeiro de 1880, a lei 2.605, elevou Santa Luzia do Rio Manso a condição de freguesia, quando então pertencia ao município de Bonfim.

Dez anos após teria uma escola pública para uma população estimada em 3.039 habitantes agência de correio com linha postal de cinco em cinco dias, feita por mensageiro à cavalo ou à pé para Piedade dos Gerais, Entre Rios de Minas, São Brás do Suassuí e Queluz. Esse trajeto, entre outros foi percorrido pelo último mensageiro, Raul Rodrigues Rocha por vários anos até se aposentar.

No século XX, a lei nº 843, de 07 de setembro de 1923, fez com que a denominação Santa Luzia do Rio Manso fosse simplificada para Rio Manso.

Com um povo muito religioso e devoto de Santa Luzia, foi erigida a primitiva matriz nos meados do século XVIII, de acordo com informações no manuscrito Relação das Freguesias do bispado da Cúria de Mariana de autoria do Cônego Raimundo Trindade, em 1748.

A igreja foi construída por Francisco Borges, pai do padre Francisco Borges, primeiro padre do lugar.

A provisão canônica do município se deu junto à posse de seu primeiro vigário, Francisco de Sousa Machado, substituído por padre Cesário Octaviano Dias em 04 de dezembro de 1888.

A matriz de Rio Manso, teve como fabriqueiros: padre Cesário Octaviano Dias e Eduardo Romualdo de Moraes entre anos de 1863 e 1876.

A emancipação político-administrativa ocorreu em 1962, através da lei 2.764, de 30/12/1962 e teve empenho das figuras locais importantes como Luiz Borges Ferreira, Luiz Borges Parreiras, Cassiano Gonçalves Dornas, Vicente Campos de Morais e Padre Geraldo Magella Gomes.

Fatos Históricos

Indicado pelo Governador Magalhães Pinto, Paulo de Oliveira Resende, foi o primeiro prefeito, responsável pela organização da máquina administrativa do município.

Pela primeira vez o povo elegia um prefeito e o Dr. Mildo Rugani, teve a honra de sê-lo. Em sua gestão, Dr. Mildo Rugani, traçou e construiu toda a cidade. Praças e ruas foram desenhadas e cortadas com picaretas; e pedras, carregadas em carrinhos de mão. A água, até então trazida no lombo do burrinho Carijó, jorrou numa torneira colocada na praça.

As praças bem desenhadas e bem cuidadas dão um ar de lugarejo aconchegante aos visitantes e enfeitam como cartão postal.

Os jovens movimentam-se durante a semana, rumo às escolas. Rio Manso conta com quatro escolas municipais, desde o ensino de pré-escolar, mais uma escola estadual de 5ª a 8ª série e 2º grau completo. Todas as crianças têm condução gratuita pra frequentarem as escolas.

O Rio Manso oferece, além do fruto da terra em abundância, a água que abastece grande parte da região de Belo Horizonte.

O sistema Rio Manso cobriu de água terras produtivas e muita gente teve que se mudar.

As águas que cobriram o distrito de Cachoeira dos Antunes são cristalinas e rolam mansamente como as lágrimas dos que tiveram que abandonar seu pedaço de chão.

Do desapropriamento nasceu o bairro Nova Cachoeira que veio enfeitar o município com o seu povo.

Rio Manso é uma terra que guarda suas origens. Por isso, preza sua cultura e seu artesanato. As rezas nos Cruzeiros, a melodia das Folias de Reis, o batuque do congado, as ladainhas do mês de Maria, têm datas reservadas no calendário cultural. Sem esquecer a grande Festa de Rodeio e a tradicional Festa da Padroeira Santa Luzia.

Rio Manso é terra bonita de se ver e ótima de se viver. Apesar de não possuir tudo que se precisa, oferece facilidade para buscar fora. Rio Manso pode não ter tudo, mas tem o que queremos. Ar puro, tranquilidade e povo hospitaleiro.

Esta terra que tem como filho um grande homem, Dom Geraldo Morais Penido, terra esta que abraça a todos que a querem adotá-la como mãe.

Fonte: Texto produzido por Helena Rita dos Santos Moreira, educadora e amante da história e cultura riomansense. Disponível em: http://www.riomanso.mg.gov.br/historico.php

Autor do Histórico: WELLINGTON RICARDO ESTANISLAU RIBEIRO

Código do Município

3155306

Gentílico

rio-mansense

Prefeito

ADAIR DORNAS DOS SANTOS

População
População estimada [2018]5.783 pessoas  
População no último censo [2010]5.276 pessoas  
Densidade demográfica [2010]22,79 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,7 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]569 pessoas  
População ocupada [2016]9,9 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]33,1 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]98,5 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]-  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]5,1  
Matrículas no ensino fundamental [2017]579 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]184 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]43 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]19 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]5 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]14.230,24 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]90,6 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,648  
Total de receitas realizadas [2017]15.905,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]13.305,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]23,26 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,2 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]4 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]231,540 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]3,2 %  
Arborização de vias públicas [2010]66,2 %  
Urbanização de vias públicas [2010]2,7 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  11. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  16. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  17. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  18. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  19. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  21. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  22. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  23. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  24. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  25. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  26. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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