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Rio Espera - Minas Gerais



Rio Espera faz parte do estado de Minas Gerais. A população avaliada em 2004 era de 6.676 habitantes.

Rio Espera encontra-se na Zona da Mata, dentro da região do antigo Queluz de Minas, atualmente, o Alto Paraopeba - onde ficam também ficam as cidades de Conselheiro Lafaiete, Ouro Branco, Itaverava, Catas Altas da Noruega, Piranga, Lamim, Senhora de Oliveira, Capela Nova, Carandaí, Cristiano Otoni, Santana dos Montes, Casa Grande, Queluzito, Entre Rios de Minas, Desterro de Entre Rios, Jeceaba e São Brás do Suaçuí.

A região, foi, primitivamente, habitada pelos índios Croatas e Puris, de origem Tupi. Em 1710, o bandeirante Manoel de Melo, depois de passar pelo arraial de Itaverava, atravessou a barco a antiga região de Guarapiranga, que por causa do Rio Piranga, passou a chamar-se Piranga e chegou a um local que achou apropriado para servir como ponto de espera de seus chefiados, exploradores paulistas que foram divididos em três grupos e partiram em rumos diferentes.

História da cidade de A região fora primitivamente habitada por índios, os quais, no entanto, nada lhe legaram, devido à sua condição atrasasda e sua tendência para a ociosidade. Em 1710, partindo do arraial de Itaverava e atravessando a vau o rio Piranga, Manoel de Melo, que chefiava um grupo de exploradores paulistas, acampou no lugar onde é hoje a Praça da Piedade, o ponto mais central da cidade. Ali, após dividir seus chefiados em três turmas, ordenou que cada uma partisse em rumo diferente, ficando à espera no local determinado, a fazer também explorações . Indo a Itaverava, acompanhado de sua gente, a fim de prevenir víveres, voltou no ano seguinte com um número maior de aventureiros, lançando os fundamentos de uma fazenda e continuando suas pesquisas. Nestas, encontrou algum ouro de aluvião, mas não tendo a extração dado lucros, abandonou-a e passou a se dedicar à cultura de cereais e produtos de pequena lavoura, não sem dificuldades, pois nesse tempo a atividade era exercida por processo muito rudimentar. Fala-se de outros exploradores, estes portugueses, que encontraram no povoado onde hoje é a vila de Lamim, uma tribo de índios pacíficos, cujo chefe, já sexagenário,chamava-se Bacaia, e sua mulher, a índia Pataratara. Esses exploradores Francisco de Souza Rego, Pedro José da Rosa e José Pires Lamin, este falecido e sepultado no povoado, em memória do qual foi a vila chamada Lamim.

Os escravos africanos encontrados em Rio Espera, no seu primeiro meio século de existência, eram numerosos e contribuíram muito com sua disposição para o trabalho, atividade e muita saúde, para o progresso que pouco a pouco se notou no povoado.

Os habitantes do crescente arraial requereram ao Bispo de Mariana Provisão para ser erigida uma capela em honra a Nossa Senhora da Piedade. Tal Provisão concedida, não foi no entanto aproveitada, porque, tendo surgido desavenças com o abastado português Francisco de Souza Rego, que desejava que a capela se localizasse em sua fazenda, resultou de tais incompreensões o desaparecimento da Provisão. No entanto, o Bispo, novamente solicitado, fez no concesssão, não sem censurar Souza Rego, como culpado do desaparecimento da primeira.

Em 1760, foi demarcado o lugar para a construção da capela, tendo esta sido concluída depois de 5 anos, quando então foi celebrada a 1ª misssa, a 25 de dezembro de 1765, pelo padre Manuel Ribeiro Taborda, primeiro vigário de Itaverava.

GENTíLICO: Rioesperense.

FORMAçãO ADMINISTRATIVA:

O distrito de Nossa Senhora da Piedade da Boa Esperança foi criado pela Lei Provincial nº 471, de 1º de junho de 1850 ou 1858, confirmada pela Lei estadual de nº 2, de 14 de setembro de 1891. A Lei estadual nº 556, de 30 de agosto de 1911, criou o município, com território desligado de Piranga e a denominção de Rio Espera, extensiva ao distrito-sede, seu único componente na "Divisão Administrativa, em 1911". A instalação do novo município realizou-se em 1º de junho de 1912. Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1/9/1920, não consta o município de Rio Espera, aparecendo entretanto, o denominado Vila Espera, composto unicamente pelo distrito desse nome. Por força da Lei nº 843, de 7 de setembro de 1923, o distrito-sede do município de Rio Espera foi acrescido de partes do territóriio dos distritos de Lamim e São João do Carrapicho (este suprimido), ambos do município de Queluz (hoje Conselheiro Lafaiete). Na divisão administrativa do Estado, apresentada pela mencionada Lei nº 843, o município em causa permanece formado apenas pelo distrito de Rio Espera (antigo Piedade da Boa Esperança), observando-se o mesmo tanto no quadro de divisão aministrativa relativo a 1933, contido no "Boletim do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio", como nos da divisão territorial datados de 31/12/1936 e 31/12/1937, e também no anexo ao Decreto-lei estadual nº 88, de 30 de março de 1938. Em obediência ao Decreto-lei nº 148, de 17 dezembro de 1938, o município de Rio Espera passou a abranger o distrito de Lamim, desligado do município de Conselheio Lafaiete. Por conseguinte, na divisão territorial do Estado, fiada pelo supracitado Decreto-lei nº 148, para vigorar no quinquênio 1939-1943, dois distritos integram a comuna em evidência: Rio Espera e Lamim, composição essa confirmada pelo Decreto-lei 1058, de 31de dezembro de 1943, que estabeliceu a divisão judiciário-administrativo de Minas Gerais, vigente em 1944-1948. A mesma composição é encontrada vigente no quinquênio seguinte 1949-1953, cuja divisão foi estabelecida pela Lei nº 336, de 27/12/1948. A Lei estadual nº1039, de 12/12/1953, que fixou o quadro territorial judiciário e administrativo do Estado para o quinquênio 1954-1958, elevou o povoado de Conceição de Piranguita à condição de distrito, mas com o nome único de Piranguita.

Rio Espera possui três distritos: Rio Espera (sede), Piranguita e Rio Melo.

O Município é subordinado juridicamente á comarca de Conselheiro Lafaiete.

Fonte: IBGE- Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, volume XXVII, Minas Gerais.

Autor do Histórico: JOAQUIM CLáUDIO VIEIRA DE REZENDE

Código do Município

3155207

Gentílico

rio-esperense

Prefeito

LUCIO MARCOS DA SILVEIRA

População
População estimada [2018]5.549 pessoas  
População no último censo [2010]6.070 pessoas  
Densidade demográfica [2010]25,44 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,6 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]320 pessoas  
População ocupada [2016]5,4 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]50,3 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]98,1 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6,6  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]5,3  
Matrículas no ensino fundamental [2017]586 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]254 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]61 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]26 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]10 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]6.672,13 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]93,6 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,602  
Total de receitas realizadas [2017]14.916,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]13.520,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]25 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,7 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]3 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]238,602 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]30 %  
Arborização de vias públicas [2010]25,5 %  
Urbanização de vias públicas [2010]24,3 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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