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Patrocínio - Minas Gerais



Patrocínio faz parte do estado de Minas Gerais. Sua população contada em 2010 pelo censo era de 82.471 habitantes, sendo o principal centro da microrregião de Patrocínio, que pertence à mesorregião do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.

As origens da região começam com os bandeirantes, exploradores portugueses durante o período colonial, em que passaram por seu caminho para a Capitania de Goiás à procura de ouro e escravos. Em 1771 o Conde de Valadares, Capitão General de Minas Gerais, pediu para Inácio de Oliveira Campos fazer explorações e escavações na região. Em 1773, no vale do Rio Dourados, ele iniciou uma fazenda chamada Bromado dos Pavões. Este pequeno assentamento tornou-se parte da Capitania de Goiás, e o nome foi alterado para o Salitre. Em 1793 apareceram os primeiros habitantes e em 1800 foi construída a primeira capela. No momento da liquidação foi apenas um "Arraial", uma aldeia, e foi chamado Senhora do Patrocínio. Em 1819, tinha cerca de 40 casas feitas de barro e madeira coberta com telhas e sem qualquer argamassa. Em 1839 foi criada a freguesia e foi nomeado o primeiro pároco. Em 1840, Nossa Senhora do Patrocínio foi declarado um município separado de Araxá. Em 1858 parte do município foi desmembrado para criar Estrela do Sul . Em 1868 ocorreu outro desmembramento, criando Patos de Minas.

O nome da cidade é, supostamente, devido a um proprietário muito rico, que, segundo a lenda, vendo a sua única filha gravemente doente, pediu a proteção da Virgem Maria, prometendo a construção de uma capela se a menina fosse curada. Quando isso ocorreu, ele havia construído uma igreja, lhe sendo atribuído o nome de Nossa Senhora do Patrocínio.

A fundação de Patrocínio deu-se em 1772, por ordem do Conde de Valadares, então capitão-general de Minas Gerais, que ordenou ao capitão Inácio de Oliveira Campos se estabelecesse no local, com fazenda de criação e agrícola, para abastecimento dos viajantes que transitavam de Minas para Goiás, passando por Pitangui.

Fundou o capitão Inácio de Oliveira Campos sua propriedade à margem do córrego do Bromado, no local chamado Catiguá, aí desenvolvendo extensa criação de bovinos. Quando o capitão Inácio de Oliveira chegou aqui adoeceu, sofrendo paralisia e ficando completamente inválido. A propriedade foi administrada por sua esposa Dona Joaquina de Pompeu, que se transformou numa autêntica matriarca, enviando gado para o Rio de Janeiro a fim de auxiliar as tropas de Dom Pedro I na luta pela Independência do Brasil.

Pela propriedade de Inácio de Oliveira que então se denominava "Fazenda Bromado dos Pavãoes" passaram todas as bandeiras que, de 1772 para diante, demandaram os sertãoes de Goiás, podendo-se citar, entre elas, a de Anhanguera e a de Lourenço Castanho.

Em 1773, já começam a fixar-se alguns forasteiros, iniciando-se o povoado que recebe o nome de Salitre, no local que, em 1798 , foi abrangido pela Sesmaria do Esmeril, concedido a Antonio Queiroz Teles.

Em 1804, registrou-se a "Provisão de Licença" aos moradores do povoado para erguerem uma casa de oração (onde hoje se encontra a atual Igreja Matriz) sob proteção de Nossa Senhora do Patrocínio, estendendo-se o nome de Nossa Senhora do Patrocínio ao arraial do Salitre.

O distrito deve sua criação à Resolução Régia de 22/12/1812, confirmada pela Provincial n°. 114 de 09/03/1839. A localidade foi elevada à categoria de curato e, 1829, com o nome de Nossa Senhora do Patrocínio. O município foi criado com a denominação de Nossa Senhora do Patrocínio e território desmembrado do de Araxá, ao qual pertencia, pela Provincial n°. 171 de 23/03/1840, ocorrendo a instalação a 07/04/1842.

Por força Provincial n°. 1995 de 13/11/1873, a sede do município recebe foros de cidade, instalando-se como tal a 12/01/1874.

Através de leis posteriores o município perde território pela emancipação dos distritos de Coromandel, Abadia dos Dourados, Serra do Salitre e Cruzeiro da Fortaleza.

Fonte: Ferreira, J.P., 1959, Enciclopédia dos Municípios Brasileiros; prefeitura municipal

Autor do Histórico: ANTÁNIO SÁRGIO DE MELO QUEIROZ

Código do Município

3148103

Gentílico

patrocinense

Prefeito

DEIRO MOREIRA MARRA

População
População estimada [2018]90.041 pessoas  
População no último censo [2010]82.471 pessoas  
Densidade demográfica [2010]28,69 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,0 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]21.229 pessoas  
População ocupada [2016]23,8 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]32,1 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]97,9 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6,5  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,8  
Matrículas no ensino fundamental [2017]11.480 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]3.758 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]712 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]316 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]39 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]17 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]28.447,80 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]70,4 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,729  
Total de receitas realizadas [2017]306.831,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]247.035,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]9,82 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,4 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]24 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]2.874,344 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]87,4 %  
Arborização de vias públicas [2010]79 %  
Urbanização de vias públicas [2010]36,6 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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