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Padre Carvalho - Minas Gerais



Padre Carvalho é uma cidade do norte do estado de Minas Gerais.

Sua população estimada em 2010 era de 4.893mil habitantes.

História da cidade de Padre Carvalho Minas Gerais - MG

Os primeiros habitantes do lugar onde é hoje nossa cidade foram os índios Carnijós ou Fulni-ô, (Fulni-ô em Yaathe quer dizer: Povo que vive na beira do rio) que pertenciam à tribo localizada naserra de águas Belas, no vizinho Estado de Pernambuco. Viviam espalhados ao longo das margens do rio Ipanema e foram afugentados pelas chamadas "Entradas e Bandeiras" (Descedores e Corsários) que realizaram as primeiras penetrações no rio São Francisco, de 1656 a 1661.

Em 1658, era concedida a Nicolau Aranha Pacheco, Francisco de Brá, Damião da Rocha e Baltazar de Farias, uma sesmaria de 16 léguas, perto do rio São Francisco, dividida ao meio pelo rio das Cabaças - hoje chamado Capiá. Exatamente nas cabeceiras desta sesmaria foi concedida uma outra a Damião da Rocha, Teodosio da Rocha, Francisco de Brá e Antonio Souto.

Nas margens desta ultima doação, foi doada outra sesmaria a Antonio de Souza Andrade e mais três companheiros por carta de 03 de novembro de 1660. Por trás da Serra do Pitajá, os já referidos Francisco de Brá, Damião da Rocha e Baltazar de Farias obtiveram nova sesmaria de quatro a cinco léguas de comprimento por cinco de largura. E nas suas vizinhanças, o Padre Francisco Manoel da Silveira, a Igreja dos Guararapes e mais cinco requerentes conseguiram no ano de 1660 uma sesmaria de vinte léguas de comprimento por dez de largura, entre os rios Ipanema, Traipu e Pibiré. - Isso ocorreu antes mesmo da criação da Comarca de Alagoas, fato ocorrido somente em 09 de Outubro de 1706.

Foram, porém os rendeiros e os compradores de terras dessas sesmarias que ocuparam efetivamente o sertão alagoano, subindo os vales secos do Traipu, do Ipanema e do Capiá no decorrer do século XVIII.

No dia 19 de Março de 1771, o Sr. João Carlos de Mello e sua esposa Maria de Lima passaram a escritura da Fazenda Picada ao Sr. Martinho Vieira Rego - esse documento se referia à localidade denominada Maniçoba, hoje periferia de Santana do Ipanema.

A fazenda Picada foi vendida a prazo por trezentos mil réis, dos quais, cem mil réis seriam pagos no mês de setembro do corrente ano, e os outros duzentos mil seriam divididos em mais quatro prestações de cinquenta mil réis anuais a cada mês de setembro. O gado que havia na propriedade também foi vendido ao mesmo comprador a preço de dois mil réis cada cabeça. Como a Srª Maria de Lima não sabia ler nem escrever, teve o seu nome aposto ao documento pelo seu filho Inácio.

Os irmãos Martinho e Pedro Vieira Rego e suas famílias fixaram-se à margem esquerda da Ribeira do Panema - primeiro nome da localidade - num lugar cercado de colinas, próximo as Serras da Camonga, Poço, Caiçara e Gugi.

Aparecem, assim, as primeiras fazendas de criar, nesta região, que se comunicavam com aspovoações da "beira" do São Francisco, ao Sul, e com o Povoado de águas Belas, Vilas de Garanhuns e Cimbres na "banda" do Norte.

Como eram trabalhadores, os irmãos Martinho e Pedro logo prosperaram. Organizaram novas fazendas que foram sendo entregues aos filhos que constituíram famílias.

Esses intrépidos fazendeiros foram dando nome às suas propriedades, aos acidentes geográficos e às povoações que iam surgindo.

Em 1787, quando Santana era um simples arraial quando chegou à região o Padre Francisco José Correia de Albuquerque, missionário natural de Penedo, mas sendo seu pai de Bezerros, Pernambuco e sua mãe de Penedo. Em aqui chegando, conseguiu construir naquele mesmo ano uma capela em honra a Senhora Santa Ana - atual padroeira - em cujos trabalhos de construção foi ajudado pelo fazendeiro Martinho Rodrigues Gaia e auxiliado pelo povo, que vinha ouvir as pregações do missionário. Nascia assim a "cidade".

A povoação cresceu, e cinquenta anos depois já contava com 4.703 habitantes, dos quais 570 eram escravos.

Em 1836, cumpridas as formalidades exigidas pela Igreja Católica, a povoação torna-se freguesia. Padre Francisco José Correia de Albuquerque toma posse como o primeiro pároco de Santa Ana da Ribeira do Panema. Finda seu sacerdócio em 1842.

A povoação continuou a crescer e a progredir. Foram sendo delineados rapidamente a Praça da Matriz, o Quadro Central, ruas e becos.

No ultimo quartel do século XIX, foram construídos os belos sobrados coloniais do Centro. Foi a lei nº 9, de 24 de Fevereiro de 1836 que tornou Santana uma Freguesia. Um detalhe expressivo é que foi o próprio Padre Francisco correia quem promoveu gestões junto aos conselheiros do Governo do presidente de Alagoas, D. Nuno Eugênio Lócio e Seilbiz, com o propósito de elevar Santana a essa categoria. O projeto só se converteria em Lei naquele ano pelas inúmeras formalidades de que se fez mister.

Em 24 de Abril de 1875, Santana torna-se Vila pela resolução nº 681, desmembrando-se do território de Traipu, com estrutura própria político-administrativa, com poderes para arrecadar tributos, prestar contas deles ao erário estadual, eleger intendentes - atuais prefeitos - e conselheiros - atuais vereadores. A população, então dobrara. "O progresso da Vila alicerçava-se na velha pecuária e numa florescente agricultura de milho, feijão e algodão" - fonte: Djalma de Melo Carvalho; Festas de Santana - e ainda, no comércio de tecidos e no beneficiamento de algodão.

Veio a República, e com ela vieram a constituição, novas leis e novo processo político. Alguns comerciantes tomaram gosto pela política. O coronel Luiz Gonzaga de Souza Góes, por exemplo, comerciante de tecidos, exerceu o cargo de Intendente de 1895 a 1914. Deixou em seu lugar o Padre Manoel Capitulino de Carvalho, seu cunhado. Este Padre fascinado por política, influenciou nas decisões político-administrativas de Santana do Ipanema durante cerca de trinta anos.

Padre Capitulino havia chegado à cidade em 1898, como o 15º Pároco. Com a liderança e a efetiva participação dele, a Vila comemorou com muita festa a chegada do novo século. A 1º de Janeiro de 1900, a Capela de Nossa Senhora da Assunção é erguida como monumento alusivo à passagem do século, seria o local de convergência das festividades.

Em 1917 chega à Vila o Padre José Bulhões para coadjuvar o então pároco Manoel Capitulino de Carvalho.

Gentílico: padre carvaliense

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Padre Carvalho, pela lei estadual nº 2764, de 30-121962, subordinado ao município de Grão-Mogol.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o distrito de Padre Carvalho, figura no município de Grão-Mogol.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VI-1995.

Elevado à categoria de município com a denominação de Padre Carvalho, pela lei estadual nº 12030, de 12-12-1995, desmembrado de Grão-Mogol. Sede no antigo distrito de Padre Carvalho. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1997.

Em divisão territorial datada de 2003, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: IBGE

Código do Município

3146255

Gentílico

padre carvaliense

Prefeito

JOSE NILSON BISPO DE SA

População
População estimada [2018]6.332 pessoas  
População no último censo [2010]5.834 pessoas  
Densidade demográfica [2010]13,07 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,4 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]644 pessoas  
População ocupada [2016]10,2 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]43,6 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]92,2 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]4,9  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]3,7  
Matrículas no ensino fundamental [2017]1.035 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]253 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]87 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]29 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]11 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]2 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]9.994,05 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]-  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,599  
Total de receitas realizadas [2017]17.244,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]14.821,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]20,2 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]1,1 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]3 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]446,275 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]1,5 %  
Arborização de vias públicas [2010]37,1 %  
Urbanização de vias públicas [2010]4,2 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  18. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  19. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  21. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  22. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  23. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  24. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  25. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  26. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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