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João Monlevade - Minas Gerais



João Monlevade é uma cidade localizado no interior do estado de Minas Gerais. Pertence à Microrregião de Itabira e Mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte, localizando-se a leste da capital do estado, distando desta cerca de 110km. Ocupa uma área de 99,283km², sendo que 0,09km² estão em perímetro urbano e os 99,193km² restantes constituem a zona rural. Em 2011 sua população foi estimada pelo IBGE em 74141 habitantes, sendo que em 2010 era o 47º mais populoso de Minas Gerais e o segundo de sua microrregião.

A sede tem uma temperatura média anual de 21,45°C e na vegetação do município predomina a mata atlântica. Em relação à frota automobilística, em 2010 foram contabilizados 28023 veículos. Com uma taxa de urbanização da ordem de 99%, Monlevade contava em 2009 com 54 estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,807, considerando elevado se comparado ao país.

João Monlevade foi emancipada no século XIX, tendo como principal fator de seu desenvolvimento a instalação da ArcelorMittal Aços Longos (antiga Belgo-Mineira), em 1921. Atualmente é formada por quase sessenta bairros, contando com diversos atrativos naturais, históricos e culturais, como a Matriz São José do Operário, construída na década de 1940; e a Forja Catalã, que foi feita para abrigar Jean-Antoine Félix Dissandes de Monlevade, homem que desbravou a região e a quem o atual nome do município homenageia.

História da cidade de João Monlevade

João Monlevade teve origem no início do século XIX, quando chega ao Brasil, vindo da França, o engenheiro de minas Jean Antoine Felix Dissendes de Monlevade, depois de aportar no Rio de Janeiro em 14 de maio de 1817, aos 28 anos de idade. A sua paixão pela mineralogia e geologia o levara a aceitar missão do governo francês na região das Minas Gerais, onde estudaria os seus recursos minerais.

Depois de percorrer diversas comarcas, como São João Del Rei e Vila Rica, o engenheiro francês chegou a São Miguel do Piracicaba, lugar com o qual teria se encantado com a extraordinária riqueza mineral. Jean Monlevade decidiu investir na região e adquiriu, próximo do então arraial de São Miguel, algumas sesmarias de terras. Ali, o pioneiro francês construiu uma forja catalã que, inicialmente, produzia trinta arrobas diárias de ferro. Providenciou também a construção, em 1818, de uma sede para a fazenda, o belíssimo Solar de Monlevade, uma edificação imponente que dominou a paisagem do Vale do Piracicaba.

Depois de passar por várias fases de crescimento, declínio e decadência, trocando de proprietários por diversas vezes, a fábrica de ferro do pioneiro se transformou no embrião da Companhia Siderúrgica Belgo Mineira. A CSBM foi implantada em definitivo em 1935, através do trabalho incansável de outro pioneiro, o engenheiro Louis Jacques Ensch, que veio com a missão de desativar a fábrica, mas acabou por consolidar a empresa.

Nas primeiras décadas do século XX, não muito distante da fábrica formou-se um povoado, com uma população constituída de pequenos agricultores, já que o terreno bastante fértil era cortado por diversos córregos. A povoação recebeu o nome de Carneirinhos, que dali para frente passaria a significar o futuro e a esperança para inúmeras famílias que ali se instalaram, entre elas os Bicalhos, os Paula Santos, os Loureiros, os Gomes Lima, os Pereira Lima, os Martins, os Bragas, os Cândidos, entre outras, sob as asas protetoras da siderúrgica.

Até a década de 60, as antigas terras de Jean Monlevade, então centro industrial do distrito de Rio Piracicaba, e Carneirinhos irão progredir de forma surpreendente, com a construção civil aquecida, um comércio emergente, nova paróquia e a construção do moderno Colégio Kennedy. Toda esta movimentação suscitou o empenho das grandes lideranças locais em prol da emancipação político-administrativa do distrito de João Monlevade. A partir da emancipação o município progrediu de maneira significativa, transformando-se na época atual em uma das mais importantes cidades mineiras.

1911 - Rio Piracicaba se torna sede de João Monlevade.

1935 - Implantação da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira.

1948 - Promulgada a Lei Estadual número 336 que cria o DISTRITO DE JOÁO MONLEVADE, integrando as antigas terras do Senhor de Monlevade e as propriedades da localidade denominada Carneirinhos, desanexadas do distrito-sede de Rio Piracicaba.

1948 - Entrega à população pela CSBM da Matriz São José Operário. Á nomeado como primeiro pároco do distrito o Cônego Dr. José Higino de Freitas.

1949 - Instalação do Cartório de Registro Civil.

1951 - Fundação do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de João Monlevade.

1952 - Inauguração do Hospital Margarida.

1955 - Criação do Ginásio Monlevade.

1958 - Formação da Comissão Pró-Emancipação de João Monlevade.

1964 - Em 29 de abril de 1964, finalmente João Monlevade consegue a sua emancipação político-administrativa. A Comissão vitoriosa era constituída por: Germin Loureiro (presidente), Randolfo Moreira de Souza, José Loureiro, Alberto Pereira Lima, Wander Wanderley de Lima e Carlos Caldeira. Colaboradores: Vereador Benedito Marcelino, Padre João Batista Gomes Neto, Geraldo de Paula Santos, Antônio Loureiro Sobrinho, Gentil Bicalho, Oswaldo Silva, Olímpio Carvalho Lage, José Pedro Machado, Astolfo Linhares, Alonso Leite, Raimundo José Caldeira e Pedro José Caldeira. Nomeação do intendente Dr. Bolívar Cardoso da Silva que instala o governo municipal.

1965 - Primeiras eleiçãoes municipais. Instalação da Primeira Câmara de Vereadores e posse do primeiro prefeito municipal, Wilson Alvarenga e vice-prefeito Josué Henrique Dias.

1969 - Criação da Fundação Educacional (futura FUNCEC)

1975 - Criação da Comarca de João Monlevade.

1979 - Instalação oficial da Comarca, com a nomeação do primeiro juiz da Comarca, o Dr. Jorge Franklin Alves de Felipe.

Origem do Topônimo

O nome da cidade, JOÁO MONLEVADE, foi a consequência natural dos nomes: Fazenda Monlevade, Solar Monlevade, Forja Monlevade, Fábrica Monlevade e Usina Monlevade. Uma vez que a designação MONLEVADE se encontrava já implantada para o lugar, nada mais justo do que prestar uma homenagem póstuma a seu fundador completando o nome para JOÁO MONLEVADE.

Gentílico

O cidadão nascido em João Monlevade é chamado, fruto do costume, apenas de MONLEVADENSE e não João Monlevadense, como serie supor.

Formação Administrativa

A partir de 1.948, pela lei n°. 336, João Monlevade passou a pertencer a Rio Piracicaba, para onde se canalizavam todas as arrecadaçãoes e transaçãoes de toda espécie.

O velho sonho de emancipação tomava impulso, estando já tomadas as últimas providências junto aos governos Estadual e Federal, providências estas que culminaram, no dia 29 de abril de 1.964, com a Lei Noº 2.764, pela qual João Monlevade tornou-se independente de Rio Piracicaba.

Fonte: IBGE

Autor do Histórico: MARCELO GOMES MARTINS

Código do Município

3136207

Gentílico

monlevadense

Prefeito

SIMONE CARVALHO

População
População estimada [2018]79.387 pessoas  
População no último censo [2010]73.610 pessoas  
Densidade demográfica [2010]742,35 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,2 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]20.205 pessoas  
População ocupada [2016]25,5 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]35,2 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]98,4 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6.7  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4.6  
Matrículas no ensino fundamental [2017]8.751 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]3.129 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]526 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]199 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]25 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]9 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]29.336,66 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]66,8 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0.758  
Total de receitas realizadas [2017]207.916,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]188.261,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]16,86 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,2 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]26 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]99,158 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]92,8 %  
Arborização de vias públicas [2010]39,3 %  
Urbanização de vias públicas [2010]52,9 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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