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Caraí - Minas Gerais



Caraí faz parte do estado de Minas Gerais. Sua população é de 21530 (Censo 2007).

Na estrada que liga Caraí a Araçuái há um ponto referencial denominado (Pau Das Moças) trata-se de uma reta em um planalto com uma árvore no centro da rodovia secundária, onde antigamente as moças se assentavam para descansar no trajeto a pé, "Penes das Moças", bem na entrada para o Córrego Santo Antonio. Trata-se de uma árvore de "penes do campo", altaneira e vistosa, com uma grossura de aproximadamente 2 metros de diâmetro e que fica bem no meio da estrada. Conta-se que quando construíam a estrada, a árvore deveria ser cortada para continuidade da pista de rolamento. Um dos peões da obra, vendo tão belo espécime de árvore, sugeriu: "Porque não desviarmos a estrada, já que a árvore está aí muito antes de se pensar em fazer a estrada. O direito dela ficar é maior que o direito da abertura da estrada".

Como naquele lugar era ponto de espera de carona da roça para o município, as moças se sentavam ao lado da árvore e ali ficavam aguardando a condução. Daí o nome de "Pau-das-Moças"

História da cidade de Caraí

Entre os elementos coligidos sobre a origem do município, figura como mais antiga a referência a uma expedição que, em princípios do século XIX, teria vindo de Minas Novas com destino ao litoral baiano, passando por Marambaia, a ela se atribuindo o primeiro desbravamento

do território, isto, porém, na parte então considerada como pertencente ao Rio Mucuri.

Na parte do município, pertencente ao Aracuaí, teria sido o Padre Agostinho Francisco Paraíso, o primeiro a visitar a mata em 1875, como pregador empenhado na catequese dos índios ali existentes, o que conseguiu em sua quase totalidade, levando deles grande parte para a sua fazenda de cacau, às

margens do Marambaia, afluentes do Mucuri.

Segundo Frei Samuel, os índios botocudos dominavam com efeito grande parte da região; e uma parte deles, acossada pelas forças do governo, conseguiu escapar e localizar-se no

território, mais ou menos, em 1866. Acrescentam, porém, os informes coligidos que esses índios já eram em grande parte mestiços, circunstância que teria tornado mais fácil a sua catequese pelo Padre Paraíso.

Em 1894, Joaquim Coimbra e Vicente Coimbra, vindos de Grão-Mogol à procura de pedras preciosas, resolveram ficar na região, já a essa época livre de índios, dedicando-se à agricultura.

Iniciada por eles a construção de uma capela em honra a São José, foi surgindo o povoado, onde no princípio do século atual e segundo o mesmo Frei Samuel, não havia ainda 50 famílias.

O seu desenvolvimento deveu-se, principalmente, ao aparecimento de lavras de pedras preciosas, as grandes possibilidades para a agricultura e também as freqüentes visitas de padres vindos de Araçuaí, na pregação de missãoes aos habitantes que se foram fixando no lugar.

A primeira denominação do povoado foi São José do Lagedo, em homenagem ao orago da capela e referência ao local em que fora edificada, mas os moradores e vizinhos também a ele se referiam com o nome de São José dos Coimbras, aludindo assim aos dois irmãos que ergueram a primitiva capela.

Gentílico: caraiense

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Caraí, ex-povoado de São José dos Comibras, pela lei estadual n°. 556, de 30-08-1911, subordinado ao município de Arussaí.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Caraí, figura no município de Arassuaí.

Assim permanecendo nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1-IX-1920.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito se denomina São José de Caraí.

Em divisãoes territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o distrito se denomina Caraí.

Pelo decreto-lei estadual n°. 1058, de 31-12-1943, o distrito de Caraí foi desmembrado do município de Arassuaí para entrar na constituição do novo município de Novo Cruzeiro.

No quadro fixado para vigorar nop período de 1944-1948, o distrito de Caraí, figura no município de Novo Cruzeiro.

Elevado à categoria de município com a denominação de Caraí, pela lei estadual n°. 336, de 27-12-1948, desmembrado de Novo Cruzeiro. Sede no antigo distrito de Caraí. Constituído de 3 distritos: Caraí e Marambainha desmembrados de Novo Cruzeiro e Padre Paraíso criado pela mesma lei que criou o município. Instalado em 01-01-1949.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 3 distritos: Caraí, Marambainha e Padre Paraíso.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Pela lei estadual n°. 2764, de 30-12-1962, desmembra do município de Caraí o distrito de Padre Paraíso. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 2 distritos: Caraí e Marambainha.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-I-1979.

Pela lei estadual n°. 8285, de 08-10-1982, é criado o distrito de Ponto do Marambaia expovoado, criado com terras desmembradas do distrito de Marambainha e anexado ao município de Caraí.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1983, o município é constituído de 3 distritos: Caraí, Marambainha e Ponto do Marambaia.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1995.

Pela lei municipal n°. 636, de 03-11-1994, é criado o distrito de Maranhão e anexado ao município de Caraí.

Em divisão territorial datada de 1997, o município é constituído de 4 distritos: Caraí, Marambainha, Maranhão e Ponto do Marambaia.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Transferência distrital

Pelo decreto-lei estadual n°. 1058, de 31-12-1943, transfere o distrito de Caraí do município de Arassuaí para o novo município de Novo Cruzeiro.

Fonte: IBGE

Autor do Histórico: DIONEL NOVAES MIRANDA

Código do Município

3113008

Gentílico

caraiense

Prefeito

HEBER GOMES NEIVA

População
População estimada [2018]23.586 pessoas  
População no último censo [2010]22.343 pessoas  
Densidade demográfica [2010]17,99 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,7 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]798 pessoas  
População ocupada [2016]3,4 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]52,4 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]96,2 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5,4  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4  
Matrículas no ensino fundamental [2017]3.493 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]1.043 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]250 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]92 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]27 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]3 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]6.334,40 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]93,3 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,558  
Total de receitas realizadas [2017]40.353,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]37.226,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]15,04 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,3 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]7 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]1.242,345 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]35,5 %  
Arborização de vias públicas [2010]33,6 %  
Urbanização de vias públicas [2010]10,3 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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