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Campos Altos - Minas Gerais



Campos Altos faz parte do estado de Minas Gerais. Localizado na Microrregião de Araxá e na Mesorregião do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.

Campos Altos, antigo distrito criado em 1938 e subordinado ao município de Ibiá, tornou-se município pelo decreto-lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943.

Sua população estimada em 2004 era de 14.695 habitantes.

História da cidade de Uma abordagem histórica de Campos Altos através de períodos culturais diversos se inicia com a ocupação indígena que durou milhares de anos. As marcas e a influência destes primeiros habitantes estão presentes em forma de vestígios arqueológicos, nos hábitos alimentares, nas crenças e práticas de medicina tradicional. De certa forma, Campos Altos, como todo o Brasil é um imenso sítio arqueológico. é tanto que muitas igacabas urnas funerárias encontradas no solo do município são consideradas testemunhos da antiga presença indígena.

Pela tradição oral consta que no Século XVII, teve as primeiras incursões dos bandeirantes que atravessaram a região em busca de metais preciosos, escravos indígenas e fugitivos negros aquilombados.

Em meados do Século XVIII, escravos fugidos da região de São João Del Rey e outras vilas mineradoras, encontraram refúgio nas montanhas das serras de Campos Altos. Fundaram mais de vinte núcleos de resistência na região, como o quilombo Dornadas Catiguá ou Tengo-Tengo. A região também era conhecido como Sertão dos Quilombos de Campo Grande, por causa do grande número desses refúgios. O maior deles foi o Quilombo do Ambrósio, cujas ruínas situam-se no distrito de São São Jerônimo dos Poções.

As guerras coloniais entre colonizadores, indígenas e quilombolas duraram décadas. Somente nos anos de 1750, com a derrota dos quilombolas, foi aberta à ocupação colonial.

Segundo constam nos dados históricos alusivos ao surgimento da povoação hoje cidade de Campos Altos, o primeiro morador teria sido Leandro Henrique de Provença (ou Proença) Lara que, requerendo uma Sesmaria no local, ali se fixou, construindo uma casa que viria a ser a primeira sede da Fazenda Palestina. Posteriormente, novas famílias foram chegando e instalando novas fazendas. A atividade agrícola cresce e com ela, o povoado.

A evolução do povoado foi incrementada com a inauguração da estação de estrada de ferro Urubu, em 1913, nas terras da Fazenda Palestina e pelos novos armazéns, das novas casas grandes do Dr. Luiz de Souza Coelho e do Coronel Frederico Franco e cafuas, residências de dormentes inutilizados, onde moravam negros e mestiços pobres, trabalhadores braçais da linha ferroviária.

O nome Urubu foi derivado pela proximidade da Serra do Urubu, assim conhecida desde o Século XVIII.

Em 1921, a estação foi rebatizada de estação de Campos Altos.

Em 1943, foi criado o município de Campos Altos.

O topônimo municipal, pelo que se sabe, teve sua origem na própria configuração física do território, onde predominam os terrenos de campos e a altitude em que se encontra a cidade.

Gentílico: campos-altense.

Formação Administrativa:

Distrito criado com a denominação de Campos Altos, pelo decreto-lei estadual nº 148, de 17-12-1938, criado com terras desmembrada do distrito de Pratinha, subordinado ao município de Ibiá.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Campos Altos figura no município de Ibiá.

Foi elevado a categoria de município com a denominação de Campos Altos, pelo decreto-lei estadual nº 1.058, de 31-12-1943, desmembrado dos municípios de Ibiá e São Gotardo, com a constituição de três distritos: Campos Altos (distrito sede) e o distrito de Pratinha, desmembrados do município de Ibiá e o distrito de São Jerônimo dos Poções, desmembrado, então, do município de São Gotardo.

Pela lei estadual nº 336, de 27-12-1948, desmembra do município de Campos Altos o distrito de Pratinha, que foi elevado à categoria de Município.

Em divisão territorial datada de 01-07-1960, o município é constituído de dois distritos: Campos Altos e São Jerônimo dos Poções.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2008.

Fonte: IBGE; Revista do Archivo Público Mineiro, da Secretaria de Cultura de Minas Gerais; Prefeitura Municipal de Campos Altos e Assembléia Legislativa de Minas Gerais.

Código do Município

3111507

Gentílico

campos-altense

Prefeito

PAULO CEZAR DE ALMEIDA

População
População estimada [2018]15.356 pessoas  
População no último censo [2010]14.206 pessoas  
Densidade demográfica [2010]19,99 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,8 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]2.014 pessoas  
População ocupada [2016]13,2 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]27,8 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]97,6 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6,3  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,4  
Matrículas no ensino fundamental [2017]1.985 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]581 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]105 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]40 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]8 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]2 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]22.786,15 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]81,7 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,702  
Total de receitas realizadas [2017]45.047,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]37.057,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]29,85 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]1,2 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]8 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]710,645 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]92,7 %  
Arborização de vias públicas [2010]63,1 %  
Urbanização de vias públicas [2010]22 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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