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Bocaina de Minas - Minas Gerais



Bocaina de Minas faz parte do estado de Minas Gerais, na microrregião de Andrelândia. De acordo com o censo realizado pelo IBGE em 2010, sua população é de 5.000 habitantes. A área é de 502,7km², a altitude, de 1.210 metros, e a densidade demográfica, de 9,95 hab/km².

Nas imediações do município encontram-se várias cachoeiras, como a de Santa Clara, Alcantilado, Paiol, Rio Grande e outras, locais de atração turística com serviços de bar e restaurante, podendo o visitante adquirir peças do artesanato local.

Parte do município está no Parque Nacional de Itatiaia, inclusive o lado mineiro do Pico das Agulhas Negras (na divisa com Resende, estado do Rio de Janeiro) e parte da Pedra do Sino de Itatiaia (na divisa com o município de Itamonte). Parte da vila turística de Visconde de Mauá, em sua maior parte no estado do Rio de Janeiro, ultrapassa a divisa e encontra-se no território de Bocaina de Minas.

História da cidade de Bocaina de Minas

As incursões dos bandeirantes em busca de ouro e pedras preciosas, determinaram o desbravamento da região do Vale do Rio Grande, criando-se inúmeras fazendas. Duas famílias, consideradas fundadores da localidade - Mariano e Quirinos - determinaram escolher o local para construção da capela. Em dia e hora marcados os dois chefes sairam a cavalo de suas residências, e, no local do encontro, seira erguida a capela. Assim, em 1790, no lugar denominado Martins, à margem direito do rio Grande, onde se constituiu o povoado, foi erguido o templo.

A escolha dos fazendeiros, em ponto intermediário entre suas vastas terras, se tornou fator importante na ocupação e povoamento do território, aliado à proximidade ao rio Grande, favorável às atividades agrícolas e pecuárias.

O núcleo populacional, em sua evolução, teve os seguintes nomes: Bocaina do Rio Preto, Bocaina de Aiuruoca, Arimatéia e, finalmente, Bocaina de Minas, em 1953.

As Bocainas engastadas na serra da Mantiqueira deram origem ao topônimo, Bocaina de Minas.

Gentílico: bocaiense

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Rosário de Bocaína, pela lei províncial nº 866, de 14-05-1858, e lei estadual nº 2 , de 14-09-1891, subordinado ao município de Aiuruoca.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Rosário da Bocaína figura no município de Aiuruoca.

Pela lei estadual nº 843, de 07-09-1923, o distrito de Rosário da Bocaína passou a denominar-se simplesmente Bocaína.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Bocaína figura no município de Aiuruoca.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo decreto-lei estadual nº 148, de 17-12-1938, transfere o distrito de Bocaína do município de Aiuruoca para o novo município de Liberdade.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Bocaína figura no município de Liberdade.

Pelo decreto-lei estadual nº 1058, de 31-12-1943, o distrito de Bocaína passou a denominar-se Arimatéia.

No quadro fixado para vigorar no Período de 1944-1948, o distrito Arimatéia figura no município de Liberdade.

Elevado à categoria de município com a denominação de Bocaína de Minas, pela lei estadual nº 1039, de 12-12-1953, desmembrado de Liberdade. Sede no atual distrito de Bocaína de Minas (ex-Arimatéia). Constituído de 2 distritos: Bocaína de Minas e Mirantão, ambos desmembrados de Liberdade. Instalado em 01-01-1954.

Em divisão territorial datada de I-VII-1960, o município é constituído de 2 distritos: Bocaína de Minas e Mirantão

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Alterações toponímicas distritais

Rosário da Bocaína para Bocaína alterado, pela lei estadual nº 843, de 07-09-1923.

Bocaína para Arimatéia alterada, pelo decreto-lei estadual nº 1058, de 31-12-1943.

Arimatéia para Bocaína de Minas alterada, pela lei estadual nº 1039, de 12-12-1953.

Transferência distrital

Pelo decreto-lei estadual nº 148, de 17-12-1938, transfere o distrito de Bocaína do município de Aiuruoca para o novo município de Liberdade.

Fonte: IBGE

Código do Município

3107208

Gentílico

bocainense

Prefeito

WANDERSON ABRAAO BENFICA

População
População estimada [2018]5.091 pessoas  
População no último censo [2010]5.007 pessoas  
Densidade demográfica [2010]9,94 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,4 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]719 pessoas  
População ocupada [2016]13,9 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]35,5 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]96,4 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6,2  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,5  
Matrículas no ensino fundamental [2017]417 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]131 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]39 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]11 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]6 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]9.799,43 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]93,1 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,645  
Total de receitas realizadas [2017]14.954,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]12.954,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]- óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]-  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]3 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]503,770 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]44,1 %  
Arborização de vias públicas [2010]48,4 %  
Urbanização de vias públicas [2010]17,9 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  6. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  7. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  23. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  24. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  25. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  26. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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Bocaina de Minas: Imagens da cidade e Região

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Comentários (3)

  1. JOAOALFREDOBALIEIRO's avatarJOAOALFREDOBALIEIRO

    EM BOCAINA DE MINAS HÁ TRÊS (03) ANOS REUNEM NA CIDADE EM TORNO DE 400 FILHOS DE VÁRIAS FAMÍLIAS TRADICIONAIS DE BOCAINA, ENTRE ELAS AS FAMÍLIAS: ALMEIDA,BALIEIRO, DIAS E SOUZA

    #3 – 02/04/2015 - 14:55

  2. JOAOALFREDOBALIEIRO's avatarJOAOALFREDOBALIEIRO

    ASSIM NASCEU BOCAINA DE MINAS

    Segundo se afirma e narrado de pai para filho, tudo começou por volta de 1.790, quando dois abastados fazendeiros da região, Tenente Francisco Joaquim D’Almeida, proprietário de terras da região onde hoje se chama LAVRINHAS e o Capitão João Mariano Dias, proprietário de terras onde hoje se chama SERTÃO, idealizaram e fizeram construir uma capela entre suas terras, para reunir as suas famílias e fazer negócios de gado e de produtos agrícolas, além de criar uma defesa para proteger suas terras de estrangeiros (bandeirantes) e dos índios Purins que habitavam as margens do Rio Preto, hoje denominado de BAGAGEM E PEDRA SELADA. Combinaram sair a cavalo da sede de suas propriedades, num mesmo horário, ao raiar do dia, onde se encontrassem lá edificariam a capela planejada.

    Encontraram-se num morro. Conforme combinado, marcaram o local e então edificaram a capela, pedra por pedra, pois naquela época não existiam tijolos de barro. A capela foi ampliada e no final do século XVIII, reformada em 1862, pelo então Coronel José Quirino de Almeida – neto do Tenente Francisco Joaquim D’Almeida e oficialmente consagrada a Nossa Senhora do Rosário em 1892. Em 1999 foi novamente reformada através da empresa Furnas Elétrica, com o direito de royalties, pelo uso das águas do Rio Grande na construção de hidrelétricas em toda sua extensão.

    Assim, surgiu ao pé do Pico de Bocaina na Serra da Mantiqueira – Sul de Minas Gerais e se desenvolveu Bocaina de Minas, município de uma paisagem ímpar, situada bem na divisa da Zona da Mata e Sul de Minas, entre Varginha e Juiz de Fora, com uma altitude de 1.200 metros. Considerada a terceira mais alta do Brasil. Parte do Parque Nacional de Itatiaia (95%) está inserida no Município de Bocaina de Minas.

    Entre suas belezas naturais, além do Parque Nacional do Itatiaia, encontram-se o Pico das Agulhas Negras (divisa de Minas com o Rio de Janeiro), a Pedra Selada, a Pedra do Sino, entre outras. Dos dez (10) maiores Picos do Brasil, quatro (04) deles estão localizados na divisa do município de Bocaina de Minas. Lá no entorno do parque, estão instalados cerca de 100 Hotéis Fazenda, além de várias cachoeiras, como a de Santa Clara, Toca da Raposa, Parque Ecológico, Cachoeiras do Santuário, Alcantilado, Paiol, Rio Grande e outras mais.

    É lá a nascente de dois importantes rios brasileiros: O Rio Preto, que é a fronteira entre os estados de Minas e Rio de Janeiro – Nele se encontram inúmeras cachoeiras, sendo a cachoeira do Brumado a que tem uma das maiores queda do Brasil – 180 metros. O Rio Preto desagua no Rio Paraibuna, principal afluente do rio Paraíba do Sul, no município de Três Rios - RJ. O Rio Grande que nasce na serra do Paiol – no arraial de Santo Antônio do Rio Grande, a uma altitude de 1.980m e percorre 1.360km até se encontrar com o Rio Paranaíba no triângulo mineiro. É considerado o segundo rio em importância, genuinamente brasileiro. A bacia do Rio Grande possui uma área total de 143 mil km², sendo 86.500 km² em Minas Gerais, equivalente a 18 % de todo território mineiro. Além de ter também várias quedas d´água, ele corta quase todo o sul de Minas Gerais, formando o famoso lago de furnas na região do município de Varginha. Em sua extensão existem onze (11) reservatórios (Usinas Hidrelétricas): Camargos, Itutinga, Furnas, Peixoto, Estreito, Jaguara, Igarapava, Volta Grande, Porto Colômbia, Maribondo e Água Vermelha.

    Depois do triângulo mineiro ele recebe as águas do Parnaíba e a partir dali se torna o rio Paraná, indo até a divisa da Argentina e do Paraguai, que com a construção da Hidrelétrica de Itaipu deixou submersa a oitava (8ª) maravilha do mundo – O Salto das Sete Quedas. O Rio Paraná tem 4.880 km de extensão e é o segundo maior rio da América do Sul e o sétimo maior rio do mundo.

    A criação de truta nas nascentes do Rio Grande e do Rio Preto é uma das maiores e melhores do Brasil, sendo inclusive exportada para a França. A economia do município vive do turismo, criação de truta e atividades agropecuárias, produzindo um dos melhores queijos parmesão.

    Fundação do Município de Bocaina de Minas:

    A freguesia foi criada em 1858, graças ao esforço do Coronel José Quirino de Almeida, abastado fazendeiro e o primeiro grande líder político do município, quando pertencia ao município de Ayuruoca (Aiuruoca, naquela época era escrito com “y” no lugar de “i”). Foi posterior e sucessivamente, transferida para Santa Rita do Jacutinga, Rio Preto e Liberdade. Em 1943, o distrito de Bocaina de Minas teve seu nome alterado para ARIMATÉIA, quando foi eleito o primeiro vereador do distrito, o fazendeiro João de Souza Balieiro, o grande líder da emancipação do município. Dez anos mais tarde, exatamente no dia 12 de dezembro de 1953, Arimatéia foi elevada à categoria de cidade. Com a criação do município, seu nome voltou a ser Bocaina de Minas. O Dr. Mário Vani Benfica foi o primeiro intendente; depois o Sr. Geraldo Carvalho Noronha foi nomeado para instalar a prefeitura, sendo assim, o primeiro prefeito do município. Não poderiam de serem mencionados outros líderes que contribuíram para com o desenvolvimento do município, tais como: Frederico Salgado de Mirantão; Manoel Deodato Diniz, Otávio Diniz e João Manoela de Santo Antônio do Rio Grande; Celso de Moraes do Sertão; Álvaro da Silva Benfica, Mário José Diniz (Mario Cota) de Bocaina de Minas, além da primeira professora e vereadora do município: Rita Carvalho Dacache. Assim como as famílias: Almeida, Balieiro, Benfica, Dias, Diniz, Maciel e Moreira, que por várias gerações, contribuem para o desenvolvimento de toda a Região.

    Temos que ressaltar que Bocaina de Minas faz divisa com o município de Resende – estado do Rio, ficando a 38 km da via Dutra. A rodovia entre Bocaina de Minas e Resende se chama Joaquim Mariano de Souza e no distrito de Pedra Selada a ponte de arco sobre o Rio Pirapetinga se denomina “José Máximo Balieiro”, justa homenagem a um dos maiores médicos e um dos cidadãos mais atuante de toda a região. A ponte da Divisa dos Estados do Rio de Janeiro (Resende) e o Estado de Minas Gerais (Bocaina de Minas) sobre o Rio Preto se denomina “Ponte dos Souza”, homenagem a uma das famílias pioneiras da Região. A estrada de Bocaina de Minas até Liberdade numa extensão de 25 km que é asfaltada e que faz a ligação com a rodovia BR 267 (Caxambu – Juiz de Fora) se denomina “Prefeito João Máximo Balieiro” (Joanito Balieiro), prefeito em Bocaina de Minas no período (1968 a 1972) e um dos chefes políticos mais influentes da região “TERRAS ALTAS DA MANTIQUEIRA”.

    JOÃO ALFREDO BALIEIRO

    FONTES: DOCUMENTO OFICIAL DA PREFEITURA DE BOCAINA DE MINAS

    IBGE – MUNICÍPIOS DE MINAS GERAIS (CENSO AGRO-PECUÁRIO)

    IEPHA – MG – INSTITUTO ESTATUAL DE PATRIMÕNIO HISTÓRICO ARTISTISTICO DE MINAS GERAIS

    GOOGLE – WIKIPEDIA – MUNICÍPIO DE BOCAINA DE MINAS

    ALMANAK SUL-MINEIRO – ARQUIDIOCESE DO MUNICÍPIO DE CAMPANHA – MINAS GERAIS – 1884 – ORGANIZADO REDIGIDO E EDITADO POR BERNARDO SATURNINO DA VEIGA

    PESQUISAS COM MORADORES MAIS ANTIGOS DO MUNICÍPIO DE BOCAINA DE MINAS

    #2 – 20/03/2015 - 13:55

  3. JOAOALFREDOBALIEIRO's avatarJOAOALFREDOBALIEIRO

    Quero contribuir para dar mais detalhes COMO SURGIU BOCAINA DE MINAS.

    #1 – 20/03/2015 - 13:48

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