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Aimorés - Minas Gerais



Aimorés faz parte do estado de Minas Gerais. Encontra-se na Mesorregião do Vale do Rio Doce e é a principal cidade da Microrregião de Aimorés, possuindo uma população de 24.969 habitantes, de acordo com o censo realizado pelo IBGE em 2010. Sua área é de 1.349,987 km², dos quais 3,573 km² estão no perímetro urbano da sede do município.

Denominada "a terra do sol eterno" a ocupação da região onde fica o município de Aimorés teve início em 1856, quando os primeiros posseiros, os irmãos João e Luís de Aguiar e um cunhado de nome Inácio Mançores, vindos da Paraíba do Sul (RJ), chegaram a propriedade do Tenente Francisco Ferreira da Silva, no município de Manhuaçu.

Ganharam as cabeceiras do rio Pocrane, no município de Ipanema, seguiram margeando-o até o rio Manhuaçu e por este desceram até a confluência com o rio Doce. Como o lugar oferecia vantagens econômicas, com seu solo fértil, caça abundante e rios piscosos, estabeleceram-se como produtores rurais e mineradores em busca de ouro e pedras preciosas.

História da cidade de Aimorés

O DESBRAVAMENTO da região onde fica o Município de Aimorés data de 1856 a 1860, quando os primeiros posseiros, os irmãos João e Luís de Aguiar e um cunhado de nome Inácio Mançores, vindos da Paraíba do Sul (RJ), chegaram a propriedade do Tenente Francisco Ferreira da Silva, no Município de Manhuaçu, ganharam as cabeceiras do rio Pocrane, no Município de Ipanema, seguiram margeando-o até o rio Manhuaçu, por este desceram até a confluência com o rio Doce. Como o lugar oferecesse vantagens econômicas, com seu solo fértil, caça abundante e rios piscosos, estabeleceram-se como produtores rurais e mineradores em busca de ouro e pedras preciosas. Só por volta de 1870 vieram para o município os desbravadores com o verdadeiro propósito de implantar o progresso através da agricultura e da pecuária. Entre esses destaca-se Paulo Martins dos Santos.

Denominaram a nova terra de Natividade. Incentivaram a agricultura, a pecuária e foram aos poucos povoando o local que até então era dominado pela tribo dos tapuias ou aimures.

Outras pessoas foram atraídas pela notícia da fertilidade e riqueza da zona e para lá se dirigiram, crescendo assim a localidade.

Em 1915 passou a chamar-se Aimorés, em homenagem aos primitivos habitantes da terra, os índios botocudos do grupo "aimure/guimaré" (aimoré).

Gentílico: aimoreense

Formação administrativa

Devido ao litígio em relação às suas divisas com o estado vizinho do Espírito Santo são frequentes os atos ou termos em duplicata, criando seus distritos.

Distrito criado com a denominação de Barra do Manhuaçu, pela lei estadual n°. 556, de 30/08/1911, na antiga povoação de Natividade da Barra do Manhuaçu. Tendo sido constituído com parte do território transferido do Estado do Espírito Santo. Sendo a transferência desta parte ratificada pelo Laudo Arbitral firmado pelos dois estados em 30/11/1914.

A Lei n°. 663, de 18/09/1915, criou o distrito de Aimorés.

Elevado á categoria de município com a denominação de Aimorés, pela lei estadual n°. 673, de 05/09/1916, desmembrado do município de Rio José Pedro, mais tarde denominado Ipanema. Sede na povoação de Natividade. Constituído de 5 distritos: Aimorés, São Sebastião do Alto Capim, Penha do Capim, e São Benedito, todos criados pela mesma lei supracitada. Ainda por esta lei, Aimorés adquiriu do município de Caratinga o distrito de Resplendor. O município de Aimorés foi instalado em 24/02/1917.

Nos quadros do recenseamento geral de 01/09/1920, o município é constituído de 5 distritos: Aimorés, Alto Capim, Penha do Capim, Resplendor e São Benedito.

Pela lei estadual n°. 843, de 07/09/1923, o distrito de Alto Capim passou a denominar-se São Sebastião do Alto Capim e São Benedito a chamar-se Tabaúna.

Elevado à condição de cidade com a denominação de Aimorés, pela lei estadual n.oº 893, 10/09/1925.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 5 distritos: Aimorés, Penha do Capim, Resplendor, São Sebastião do Alto Capim (ex-Alto Capim) e Tabaúna (ex-São Benedito).

Assim permanecendo em divisãoes territoriais datadas de 31/12/1936 e 31/12/1937.

Pelo decreto-lei estadual n°. 148, de 17/12/1938, desmembra do município de Aimorés o distrito de Resplendor. Elevado à categoria de município e também pela lei supracitada o distrito de São Sebastião do Alto Capim voltou a chamar-se Alto Capim.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 4 distritos: Aimorés, Alto Capim (ex-São Sebastião do Alto Capim), Penha do Capim e Tabaúba.

Pela lei estadual n°. 336, de 27/12/1948, são criados os distritos de Conceição do Capim, criado com terras

desmembradas dos distritos de Aimorés (distrito sede), Penha do Capim e Tabaúna e o Distrito de Expedicionário Alício, ex-povoado de Mata Três, criado com terra desmembrada do distrito de Penha do Capim e anexados ao município de Aimorés.

Em divisão territorial datada de 01/07/1950, o município é constituído de 6 distritos: Aimorés, Alto Capim, Conceição do Capim, Expedicionário Alicio, Penha do Capim e Tabaúna.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01/07/1960.

Pela lei estadual n°. 2764, de 30/12/1962, são criados os distritos de Mundo Novo de Minas e São Sebastião da Vala e anexados ao município de Aimorés.

Em divisão territorial datada de 31/12/1963, o município é constituído de 8 distritos: Aimorés, Alto Capim, Conceição do Capim, Expedicionário Alicio, Mundo Novo de Minas, Penha do Capim, São Sebastião da Vala e Tabaúna.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1995.

Pela lei municipal n°. 1499, de 31/10/1995, é criado o distrito de Santo Antônio do Rio Doce, ex-povoado e anexado ao município de Aimorés.

Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído de 9 distritos: Aimorés, Alto do Capim, Conceição do Capim, Expedicionário Alicio, Mundo Novo de Minas, Penha do Capim, Santo Antônio do Rio Doce, São Sebastião da Vala e Tabaúna.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2008.

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Fonte: IBGE

Código do Município

3101102

Gentílico

aimorense

Prefeito

MARCELO MARQUES

População
População estimada [2018]25.193 pessoas  
População no último censo [2010]24.959 pessoas  
Densidade demográfica [2010]18,50 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,7 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]3.238 pessoas  
População ocupada [2016]12,6 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]36,9 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]96,5 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6,1  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,8  
Matrículas no ensino fundamental [2017]3.065 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]740 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]236 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]72 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]23 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]5 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]15.959,36 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]68,7 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,684  
Total de receitas realizadas [2017]63.055,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]56.294,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]9,4 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]6,1 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]20 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]1.348,913 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]80,4 %  
Arborização de vias públicas [2010]81,3 %  
Urbanização de vias públicas [2010]14,4 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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