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Timon - Maranhão



Timon (antigamente, Flores) é o quarto município mais populoso do estado brasileiro do Maranhão. Sua população é de 155.460 habitantes segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2010. É o quarto maior município do estado em produto interno bruto. Está conurbado à capital do vizinho estado do Piauí, Teresina, fazendo parte da Grande Teresina.

A ocupação de Timon começou com o estabelecimento das comunicações entre a Vila da Mocha, hoje Oeiras, no Piauí, e Aldeias Altas, hoje Caxias, no Maranhão, ainda no século XVIII. A Passagem de Santo Antônio, como se chamava o ponto de travessia no Rio Parnaíba, situava-se a montante de Timon, distante trezekm da sede. Até 1779, era o único aglomerado humano existente, inserido no traçado da estrada real que ligava os dois estados. Com a instalação de Teresina, em meados do século XIX, ganhou importância o porto de São José do Parnaíba (mais tarde das Cajazeiras), por situar-se privilegiadamente defronte a nova capital do Piauí. Foi então que, fazendeiros de diversas regiões e aventureiros vindos com os jesuítas que colonizaram as Aldeias Altas (MA), estabeleceram-se ao longo de uma outra estrada, aberta para ligar Teresina àquele povoado maranhense.

Em 1855, o presidente da Província do Maranhão, Eduardo Olímpio, promulgou uma lei elevando o povoado `a categoria de vila, que passou a chamar-se São José do Parnaíba. Em 1863 em atendimento à solicitação dos conselheiros da Vil de Matões, foi revogada a lei anterior. No ano seguinte, novamente na condição de povoado, passou a ser chamado São José das Cajazeiras.

História da cidade de Timon Maranhão - MA

O seu desenvolvimento se deu pela necessidade de intercomunicação entre os povoados do Maranhão e Piauí, principalmente Vila Velha do Poty, Vila da Mocha, (atual Oeiras) e Aldeias Altas (hoje Caxias). Entretanto, só teve início o povoamento em 1852, quando da fundação de Teresina, pois a abertura de uma nova estrada Caxias - Cajazeiros possibilitou a travessia do Paranaíba, em frente à capital do Piauí, no ponto denominado porto das Cajazeiros. Em função deste porto, iniciou-se a povoação sob a invocação de São José da Paranaíba.

A existência de inúmeros engenhos de cana de açúcar, além da movimentação do porto, foram os pontos básicos do crescimento inicial. Posteriormente, a construção da Estrada de Ferro ligando Caxias-Cajazeiras, em 1895, proporcionou um grande impulso ao lugar. Essa posição se concretizou em 1921, quando Timon ligou-se a São Luís por via férrea.

O grande Maranhense João Lisboa, ao editar o primeiro jornal da capital, deu-lhe o nome de Timon e em homenagem a iniciativa do ilustre jornalista, foi dado esse topônimo ao antigo município de Flores.

Gentílico: timonense

Formação Administrativa

Elevado à categoria de vila com a denominação de Flores, pelo decreto nº 50, de 2212-1890, desmembra de São José dos Matões. Sede na antiga povoação de Cajazeiras atual Flores. Constituído do distrito sede. Instalado em 20-05-1891.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila é constituída do distrito sede.

Elevado à condição de cidade com a denominação de Flores, pela lei estadual nº 1139, de 10-04-1924.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII1937.

Pelo decreto-lei estadual nº 820, de 30-12-1943, o município de Flores passou a denominar-se Timon.

Pelo decreto-lei estadual nº 269, de 31-12-1948, é criado o distrito de Buriti Cortado e anexado ao município de Timon.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município já denominado Timon é constituído do distrito sede.

Pelo decreto-lei estadual nº 269, de 31-12-1948, é criado o distrito de Buriti cortado e anexado ao município de Timon.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 2 distritos: Timon e Buriti Cortado.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Alteração toponímica municipal

Flores para Timon alterado, pelo decreto-lei estadual nº 820, de 30-12-1943.

Fonte: IBGE

Código do Município

2112209

Gentílico

timonense

Prefeito

LUCIANO FERREIRA DE SOUSA

População
População estimada [2018]167.973 pessoas  
População no último censo [2010]155.460 pessoas  
Densidade demográfica [2010]89,18 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,9 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]11.047 pessoas  
População ocupada [2016]6,6 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]44,5 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]96,9 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]4,5  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]3,9  
Matrículas no ensino fundamental [2017]25.549 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]6.291 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]1.344 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]547 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]165 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]18 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]9.616,57 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]84,7 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,649  
Total de receitas realizadas [2017]347.107,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]333.512,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]13,9 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]1,6 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]49 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]1.764,612 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]38 %  
Arborização de vias públicas [2010]65,1 %  
Urbanização de vias públicas [2010]1,4 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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Comentários (1)

  1. francisco-souza's avatarfrancisco-souza

    Sou filho de Timon eu gostaria de saber mais de minha cidade porque estou ausente muitos anos.

    #1 – 14/08/2015 - 13:43

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