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Cristianópolis - Goiás



Cristianópolis faz parte do estado de Goiás. A população avaliada em 2006 era de 3.324 habitantes.

Santa Cruz de Goiás, cidade centenária a 30 Km de Cristianópolis, no início do século XX, foi o palco do acontecimento que chamamos de inicial do surgimento de Cristianópolis. Cidade eminentemente católica, Santa Cruz, recebe missionários da fé protestante, entre eles Ricardo José do Valle, começando neste momento a evidenciar-se o conflito ideológico que coloca em combate um dos valores mais cotidianos existentes na sociedade brasileira da época: a religião.

O ministro evangélico Ricardo José do Valle havia saído do Rio de Janeiro em meados de 1905, com destino a Goiás, tendo estado inicialmente em Catalão e posteriormente indo residir em Santa Cruz.

História da cidade de Cristianópolis

Em meados do ano de 1905, saiu do Rio de Janeiro, com destino a Goiás, o ministro Evangélico, Ricardo José do Vale, para neste estado pregar o Cristianismo. Inicialmente esteve em Catalão e de lá veio residir em Santa Cruz de Goiás. A convite de José Pereira Faustino, proprietário da fazenda Gameleira, veio o Reverendo Ricardo José do Vale, em companhia do missionário Frederic Glass, fazer cultos de evangelização em sua fazenda, ficando a sua casa como ponto de pregação. Desde então houve várias conversões, entre elas as de Saturnino Pereira Faustino, Francisco Pereira Faustino, Joaquim Ribeiro e José Pereira Faustino. Este último doou, em 1906, 4 alqueires de terras de sua fazenda à Igreja Cristã Evangélica, onde foi construído um templo para as reuniões religiosas, cuja fundação data de 1909.

Voltando o Reverendo Ricardo José do Vale a Catalão, ali se casou em 5 de julho de 1907, trazendo a sua esposa D. Maria Laurinda do Vale para lecionar ao povo, ficando residindo, temporariamente, na casa de José Pereira Faustino. Conta a senhora Maria Laurinda que houve uma perseguição religiosa em Santa Cruz de Goiás, sendo o Reverendo Ricardo forçado a mudar-se daquela cidade para a fazenda Gameleira. Desde essa época foram surgindo ranchos cobertos de capim em volta da igreja e logo mais foi construído um prédio para funcionamento da escola e residência do pastor. Deu-se, assim, início à povoação desses 4 alqueires de terreno, e ficou sendo chamado o lugar de povoado Gameleira. Vieram famílias de vários lugarejos como Buriti, Andorinhas e dos municípios de Bela Vista, Bonfim e até de Catalão, formando assim uma vila, isso em 1913.

Em 1927, pelo senador estadual Alfredo Teixeira, foi denominado Cristianópolis a antiga Vila Gameleira, derivada da missão evangélica inicial.

Em 1931 Cristianópolis passou de vila à categoria de distrito, sob a jurisdição de Santa Cruz de Goiás e seu primeiro subprefeito foi o Reverendo Ricardo José do Vale, mais tarde passou a distrito de Cristianópolis à jurisdição de Pires do Rio (1934).

No mês de abril de 1934, o vigário da paróquia de Nossa Senhora da Consolação de Santa Cruz de Goiás, Reverendo Padre José Trindade da Fonseca e Silva, adquiriu, do senhor José Abdala Tuma, um terreno onde deu início à construção de uma capela dedicada a São João Bosco. No ano de 1944, os Reverendos Padres Franciscanos concluíram a construção da capela, passando o patronato para São Francisco de Assis assim dando início às funções católicas de Cristianópolis.

Pela Lei nº 739, de 23 de junho de 1953, emancipou-se o Distrito de Cristianópolis, conservando a mesma denominação e seu 1º Prefeito nomeado foi Alcindo Rodrigues Chaveiro.

Gentílico: cristianopolino

Formação Administrativa

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Cristianópolis figura no município de Santa Cruz.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII1937.

Pelo decreto-lei estadual nº 557, de 30-03-1938, o município de Santa Cruz passou a denominar-se Pires do Rio.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Cristianópolis figura no município de Pires do Rio ex-Santa Cruz.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1950.

Elevado à categoria de município com a denominação de Cristianópolis, pela lei estadual nº 739, de 23-06-1953, desmembrado de Pires do Rio. Sede no antigo distrito de Cristianópolis. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1954.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: IBGE

Código do Município

5206305

Gentílico

cristianopolino

Prefeito

JAIRO GOMES PEREIRA JUNIOR

População
População estimada [2018]2.968 pessoas  
População no último censo [2010]2.932 pessoas  
Densidade demográfica [2010]13,01 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,7 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]536 pessoas  
População ocupada [2016]17,7 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]31,8 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]98,7 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5,2  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,6  
Matrículas no ensino fundamental [2017]572 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]114 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]33 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]7 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]1 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]22.427,18 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]96 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,688  
Total de receitas realizadas [2017]19.142,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]16.995,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]0 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]-  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]4 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]225,359 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]4,1 %  
Arborização de vias públicas [2010]89,8 %  
Urbanização de vias públicas [2010]7 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  6. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  7. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  23. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  24. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  25. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  26. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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