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Monções - São Paulo



Monção (do árabe: ???? (mausim), estação), é a designação dada aos ventos sazonais, em geral associados à alternância entre a estação das chuvas e a estação seca, que ocorrem em grandes áreas das regiões costeiras tropicais e subtropicais. A palavra tem a sua origem na monção do Oceano Índico e sudeste da Ásia, onde o fenómeno é particularmente intenso. A palavra também é usada como nome da estação climática na qual os ventos sopram de sudoeste na Índia e países próximos e que é caracterizada por chuva intensa. Embora também existam monções em regiões subtropicais, por extensão, a designação de climas de monção ou climas monçónicos (tipo Am na classificação climática de Köppen-Geiger), é utilizada para designar o clima das regiões tropicais onde o regime de pluviosidade, e a consequente alternância entre estações seca e chuvosa, é governado pela monção.

A palavra monção teve a sua origem na designação dada pelos antigos marinheiros árabes do noroeste do Oceano Índico e do Mar Arábico às periódicas mudanças de direcção do vento que ocorrem ao largo das costas da Índia e da Península Arábica, especialmente no Mar Arábico, no Golfo Pérsico e no noroeste do Índico, onde o vento sopra desde o sudoeste uma metade do ano e desde o nordeste durante a outra metade. A partir da designação árabe de ???? (mausim), a palavra foi-se estendendo pelos povos marítimos da região até ser incorporada na língua portuguesa a partir da qual expandiu-se pelos diversos idiomas europeus, onde o fenómeno é designado por termos com esta etimologia.

O efeito de monção é causado pelo aparecimento sazonal de grandes diferenças térmicas entre os mares e as regiões continentais adjacentes nas zonas próximas dos bordos externos da célula de Hadley. A diferença de temperaturas gera-se devido à muito menor capacidade térmica das superfícies emersas face às regiões marítimas. Na realidade, os materiais geológicos que constituem os solos têm uma capacidade térmica relativamente baixa quando comparada com a da água, a que acresce o facto da variação de temperatura em geral não se propagar em cada estação do ano para além do 1 a 1,5 m abaixo da superfície. Esta realidade contrasta com a superfície dos mares, onde à muito maior capacidade térmica da água acresce a existência de convecção e de vorticidade induzida pelos ventos e chuvas que levam ao aparecimento de uma camada de mistura, de temperatura relativamente homogénea, que em geral ronda os 50 m de espessura.

História da cidade de MONçõES SãO PAULO

No final do século XIX, o mineiro Vicente Gonçalves dos Santos, adentrou nas matas de Jaboticabal, que se estendia até as barrancas do rio Paraná e abriu uma clareira junto à bacia hídrica de um afluente do ribeirão Santa Bárbara, a qual batizou de Ribeirão Ponte Nova, em homenagem à sua cidade natal, Ponte Nova, em Minas Gerais.

O núcleo que com ele chegara aos sertões, passou a dedicar-se às atividades agropecuárias e, em 1890, esse desbravador registrou a posse das terras, em Jaboticabal.

Vicente Gonçalves dos Santos, contratou o engenheiro alemão Roberto Tood Look, radicado em Rio Preto, para demarcação das terras e como honorário, foi-lhe entregue 1300 alqueires. Vários proprietários sucederam-se na posse dessa gleba, ficando por último, com Solon da Silva Varginha, que se transferiu de Minas para clinicar e vender as terras que herdara.

O engenheiro agrônomo Clóvis Machado de Oliveira, mandou levantar um cruzeiro para que em torno dele erguesse um povoado, ao qual denominara Paraúna (água preta), mas o plano ficou parado por algum tempo.

Somente a partir de 1929, Solon Varginha conseguiu fixar algumas famílias em sua gleba. Entre esses novos proprietários estavam, José Machado, irmãos Henrique, Manoelito Fernandes, Serafim Corso, André Garcia, Noé Toneto, Caetano Passerino, Dr. Lino Braile e outros.

Estes com os radicados Jerônimo Pinto, José Barbosa, João Ramos, José Borati, Beppi Campelo e Eufly Jales, implantaram no dia 10 de agosto de 1935, o povoado de Paraúna.

O Dr. Lino Braille, que propiciava assistência médica gratuita, foi quem doou o terreno para o grupo escolar, cemitério, cadeia pública e para a represa.

Em 1948, foi criado o Distrito de Paz, com o nome de Monções.

GENTíLICO: MONçOLENSE

FORMAçãO ADMINISTRATIVA

Distrito criado com a denominação de Monções, por Lei Estadual nº 233, de 24 de dezembro de 1948, no Município de Macaubal.

No quadro fixado para vigorar em 1949-1953, o Distrito permanece no Município de Macaubal.

Permanece no Município de Macaubal no quadro fixado pela Lei Estadual nº 2456, de 30-XII-1953 para vigorar em 1954-1958.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01-VII-1960.

Elevado à categoria de município com a denominação de Monções, por Lei Estadual nº 8092, de 28 de fevereiro de 1964, desmembrado de Macaubal. Constituído do Distrito Sede. Sua instalação verificouse no dia 21 de março de 1965.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1968, o município é constituído do Distrito Sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15-VII-1999.

Fonte: IBGE

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Síntese das Informações
Área da unidade territorial - 2016: 104,352: km²
Estabelecimentos de Saúde SUS: 2: estabelecimentos
Matrícula - Ensino fundamental - 2015: 206: matrículas
Matrícula - Ensino médio - 2015: 69: matrículas
Número de unidades locais: 112: unidades
Pessoal ocupado total: 1.671: pessoas
PIB per capita a preços correntes - 2014: 29.846,17: reais
População residente : 2.132: pessoas
População residente - Homens: 1.101: pessoas
População residente - Mulheres: 1.031: pessoas
População residente alfabetizada: 1.854: pessoas
População residente que frequentava creche ou escola : 445: pessoas
População residente, religião católica apostólica romana: 1.681: pessoas
População residente, religião espírita: 20: pessoas
População residente, religião evangélicas: 323: pessoas
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Rural: 3.807,81: reais
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Urbana: 1.912,94: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Rural: 610,00: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Urbana: 533,33: reais
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - 2010 (IDHM 2010): 0,772:

Fonte:IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística


Monções: Imagens da cidade e Região

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