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Tigrinhos - Santa Catarina



Tigrinhos é uma cidade do Estado de Santa Catarina.

Os primeiros habitantes da região de Tigrinhos eram caboclos. Na década de 1950 começaram a chegar os descendentes de imigrantes italianos e alemães, oriundos do Rio Grande do Sul e atraídos pelos imensos pinheirais. O nome do município está ligado à morte de dois filhotes de tigre – ou possivelmente de onça, já que não existem tigres nas Américas – em um riacho da comunidade de Tigre. Tigrinhos foi distrito de Maravilha até 29 de setembro de 1995. A colonização do município de Tigrinhos iniciou no ano de 1945, tendo como pioneiro Paulo Noll; seguido depois pelas famílias Schneider e Kohl. O 1º comerciante foi Alberto Kohl. Tanto a 1º serraria quanto o 1º moinho dessa localidade foram instalados por Guilherme Reckers que depois transferiu residência para a cidade de Maravilha, sendo muito conhecido por sua dedicação à cura através de chás, a medicina alternativa. Era nonagenário e conhecido como Nono Reckers. Faleceu em 25 de maio de 2003. O Posto de Saúde de Tigrinhos foi instalado em 1.980 e a senhora Lierne Bernhard assou a atender, apesar dos parcos recursos e equipamentos, dentro do sistema de municipalização da saúde de então. O serviço telefônico ali chegou em 1.969, com um fio levando uma extensão da central da cidade, sendo que o aparelho, de cor preta, era abastecido a pilha. Algumas residências tiveram ramais, como a do Cide Canan, Arlindo Brentano e Nicola Detofol. Depois a Telesc instalou o sistema DDD. O ensino em Tigrinhos, iniciou-se através de uma escola municipal de Palmitos, criada em 1955, tendo como 1ª professora Cezira Drago. Estavam matriculados 33 alunos, mas a freqüência media era de 20, e vinham à escola sem calçados. Com a emancipação de Maravilha, o prefeito de Palmitos, Avelino A. Triches, através do decreto 17 de 12 de julho de 1958, deixou para o novo município a responsabilidade pelo pagamento e manutenção a contar de 1º de julho daquele ano. Passou a ser uma escola municipal de Maravilha. Pela lei 95 de 10 de maio de 1962, foi oficializada a denominação de Escola Lauro Muller, de Tigrinhos, embora, ao ser transferida para o Estado, pelo Decreto Estadual 1.039 de 31 de março de 1961, já havia sido incluída a nova denominação: Escola Isolada Lauro Muller. O 1º prédio construído pelo Estado foi em 1.967, de madeira. Em 22 de dezembro de 1975, pelo Parecer n. 334/75, foi transformada em escola básica, com denominação EB Tigrinhos, sendo instalada oficialmente em 8 de agosto de 1.977. A aula inaugural foi ministrada pelo Professor Avelino Clemente Prando, então Coordenador Regional de Educação da 12ª CRE, de São Miguel do Oeste. A matrícula inicial da 1ª turma da 5ª série foi de 53 alunos. A 1ª diretora nomeada para EB Tigrinhos foi a professora Leda Gialdi e Íris Fátima Vivian como secretária. Em 1979, assumiu a direção o professor Ivo Luiz Honnef. No ano de 1966 foi instalado o Cartório de Registro Civil e Tabelionato – depois designado Serventia de Paz tendo por tabelião (Escrivão de Paz) Olivio Baczinski, empossado, após concurso, realizado no dia 24 de maio de 1965. O 1º registro de nascimento foi o de Adelir José Fenstzke, feito no Livro A-1, fls. 01, com o número 01, em data de 22 de março de 1966; o 1º casamento ali registrado, foi em 30 de abril de 1966, sendo nubentes Romeu Gehelen e Carmelinda Badia, cujo termo foi lançado à folha 01 do Livro B-1, na presença do juiz de paz de Maravilha, Francisco Zanin; e o óbito, registrado no Livro C-1, fls. 01 foi no dia 17 de abril de 1966, de Dorvalina Dias, tendo falecido neste mesmo dia, com atestado de óbito firmado pelo medico Orlando Zawadski. O 1º juiz de paz de Tigrinhos foi Egon Wehrmann, tendo tomado posse no dia 1º/09/1966. O 1º intendente da subprefeitura instalada em 1965, foi Adolfo Wehrmann. A intendência esteve oferecendo expediente por apenas um ano e meio, aproximadamente. O loteamento do perímetro urbano do distrito foi aprovado 14 de fevereiro de 1962. Na questão religiosa, a Igreja Evangélica Congregacional do Brasil iniciou a formação de sua comunidade em 1954, com 9 membros. A Igreja Evangélica de Confissão Luterana está ali com uma comunidade, fundada em 1958, tendo o templo, de alvenaria, localizado próximo à Escola de Tigrinhos. A Igreja Católica ali formou comunidade, com 19 famílias, em 1959. Para padroeiro escolheram inicialmente São Pedro de Alcântara. Depois, através de votação, foi dada preferência ao português Santo António de Pádua, o santo casamenteiro, sendo também invocado para achar coisas perdidas, através da recitação do Si quaeris miracula (Se milagres desejais). A capela está localizada na entrada da sede do então distrito, próxima à escola. Um forte vendaval a destroçou, na noite de 6 de janeiro de 1980, atingindo também o pavilhão, a escola e residências. Foram reconstruídos logo em seguida. Embora sejam diversos os grupos de cunho religioso organizados, com seus cultos diferentes, existe diálogo e harmonia entre eles. E um dos destaques promocionais merecidos por este distrito foi alcançado através do esporte. A Sociedade Esportiva Fluminense, fundada em 24 de dezembro de 1960, faz parte da Liga Maravilhense de Desportos, estando registrada também na Federação Catarinense, desde 1981. Tem um passado de glorias! Foi no dia 28 de maio de 1961 que realizou o 1º torneio e seu campo de futebol, com a participação de 8 equipes. Possui bom estádio, recentemente refeito pela prefeitura municipal, considerando que este imóvel passou a fazer parte do patrimônio municipal, desde 19 de março de 2002, em decorrência da Lei n. 289/2002. Ficaram para história as seguintes conquistas esportivas: no campeonato municipal de 1978/1979, campeão; em 1980, 4º lugar; em 1982, campeão; em 1984, campeão (adulto e juniores); em 1985, 3º lugar; em 1989, tricampeão, levando a Taça Rotativa Celso Maldaner, em definitivo para Tigrinhos, pelo Fluminense; Em 21 de julho de 1991, no estádio Dr. Leal, do Clube Recreativo Maravilha, foi realizado o 1º campeonato denominado "Campeão dos Campeões", com a participação de 5 equipes que já haviam conquistado o título maximo no município. Esta taça também foi levada para Tigrinhos, pelo Fluminense. No campeonato municipal de Maravilha, edição 1991/1992, ficou vice-campeão invicto. O título máximo ficou com a Sociedade Esportiva, Recreativa e Cultural Artemadalozzo, decidido nos pênaltis, após dois empates em tempos regulamentares. Além da sociedade esportiva, em Tigrinhos, surgiram outras sociedades: o Clube de Mães Unidas Venceremos, em 08/19/1975; e o Lar dos Idosos Sagrado Coração de Jesus, em 20 de fevereiro de 1991. Na política, o 1º representante que o distrito elegeu para Câmara de Vereadores de Maravilha, foi Olívio Baczinski (Arena), para 5ª legislatura (1973-1977). O Baczinski candidatou-se também, em duas oportunidades ao cargo de prefeito de Maravilha: 1976 (Arena) e 1982 (PDS), não logrando êxito. O filho, Cláudio Baczinski, foi eleito para a 8ª legislatura (1989-1993), pelo PDS. Nas eleições de 1972, Miguel Nemirski ficou 1º suplente do MDB na Câmara e assumiu efetivamente em 1974, com a morte trágica do titular, Dionísio João Rossi, ocorrida em 3 de agosto de 1974; na 6ª legislatura (1977-1983), assumiu como titular, pelo MDB; foi, depois, eleito vice-prefeito (1985-1988), na chapa do PMDB; chegando ao cargo que sonhava: prefeito de Maravilha (1989-1992), inscrito em outro partido, o PDT. Romildo Ferreira Coelho (PMDB) iniciou como suplente de vereador, mas assumiu efetivamente a 7ª legislatura (1983-1989), ocupando a vaga deixada pelo titular, Darwin João Krauspenhar, que transferiu residência para Florianópolis. A história deste distrito, fazendo parte do Município de Maravilha termina aqui. Em 30 de maio de 1995, foi reconhecido como Município, passando a escolher o seu prefeito e eleger seus vereadores, tendo leis, orçamento e administração próprios, a partir de 1º de janeiro de 1997. Essa parte da historia, incluindo o processo, a criação, a instalação e estrutura do novo município – mantendo o nome original de Tigrinhos.

Encontra-se a uma latitude 26º41′16" sul e a uma longitude 53º09′29" oeste, estando a uma altitude de 732 metros. A população avaliada em 2004 era de 1.919 habitantes.

História da cidade de Foi assim denominada a localidade, desde o inicio, por terem sido encontrados e caçados dois filhotes de tigre, num riacho próximo à sede desse distrito, que dista 11 quilômetros da cidade de Maravilha.

A colonização iniciou em 1.945, sendo pioneiro Paulo Noll; seguido depois pelas famílias Schneider e Kohl. O 1º comerciante foi Alberto Kohl. Tanto a 1º serraria quanto o 1º moinho dessa localidade foram instalados por Guilherme Reckers que depois transferiu residência para a cidade de Maravilha, sendo muito conhecido por sua dedicação à cura através de chás, a medicina alternativa. Era nonagenário e conhecido como Nono Reckers. Faleceu em 25/05/2003. O Posto de Saúde de Tigrinhos foi instalado em 1.980 e a senhora Lierne Bernhard assou a atender, apesar dos parcos recursos e equipamentos, dentro do sistema de municipalização da saúde de então.

A historia deste distrito, fazendo parte do Município de Maravilha termina aqui. Em 30/05/1995, foi reconhecido como Município, passando a escolher o seu prefeito e eleger seus vereadores, tendo leis, orçamento e administração próprios, a partir de 1º de janeiro de 1997. Essa parte da historia, incluindo o processo, a criação, a instalação e estrutura do novo município mantendo o nome original de Tigrinhos será apresentada no item 2 deste capítulo: Três novos municípios; TIGRINHOS.

TRêS NOVOS MUNICIPIOS

Quanto a febre emancipacionista que contagiou o Brasil, principalmente entre os anos de 1985-1995, Santa Catarina não perdeu tempo e entrou na corrida, passando do numero de 199 a 213 municípios, numa área territorial de 95.442,9 quilometros quadrados que compõe este Estado. Maravilha contribuiu com três: o primeiro emancipado em 1992, e os outros dois, em 1.995.

TIGRINHOS

No Brasil, com as novas leis que dizem respeito às emancipações introduzidas pela Carta Magna de 1988, houve uma onda de movimentos emancipacionistas. Por ser distrito instalado há mais de 30 anos Tigrinhos também foi considerado apto para isso, sendo constituída uma comissão com o objetivo de reivindicar a emancipação. Expostas as razões, a comunidade uniu-se, embora houvesse, antes, diversidade de interesses em jogo.

A comissão pró-emancipação de Tigrinhos escolheu como presidente o professor Fernando Martim. Compunham a diretoria, ainda, Cláudio Baczinski (secretario), Osni Diesel (2º secretario) e Jair Lowis (tesoureiro). O conselho fiscal era formado por Abílio Weber, Nelci Kluge, Lauri Beckert e Edemilson Manfrin.

Preparado pelo Poder Judiciário (TER), o plebiscito foi realizado no dia 19/03/1995, apresentando o seguinte resultado: eleitores da área de abrangência: 1.491; quorum 1.006. Desses, 927 votaram sim , 75 votaram não e 4 votos em branco. Depois de aprovada pela Assembléia Legislativa, o governador Paulo Afonso sancionou a Lei que cria o Município de Tigrinhos, no dia 29/09/1995.

A instalação oficial deu-se no 1º dia do ano de 1997, juntamente com a posse do 1º prefeito e dos vereadores que compunham a 1ª Legislatura, escolhidos democraticamente, através do voto direto e secreto, no dia 03/10/1996. Para prefeito foi formada uma coligação partidária (PSDB, PDT e PMDB), sendo apresentada chapa única, com Olívio Baczinski (PSDB) para prefeito e Osni Diesel (PMDB) para vice.

A primeira Câmara de vereadores foi composta por 9 titulares, sendo 4 do PMDB: Derli Antonio de Oliveira, Ivoni Simonetti, Celso Buratto, Ivo Ari Wachholz, Ricardo Debastiani, Antonio Marcos Grunewaldt, Sidani Lorena Kluge Honef e Izoldi Avani Zilke e Zelindo Fusinatto.

A segunda eleição para o executivo e o legislativo no Município de Tigrinhos acontecida no dia 1º de outubro de 2000, apresentou o seguinte resultado: pela chapa pura do PMDB, o candidato Derli Antonio de Oliveira, juntamente com seu vice Fernando Martim venceu as eleições para prefeito com 810 votos,contra 669 dados ao seu adversário, Sidnei Carlos Bernhardt; 11 votos brancos e 38 nulos. A Câmara de Vereadores ficou assim composta: 5 do PFL: Paulo Gabriel Kutzepa, Anolar Moser, Izoldi Avani Zilke, Orides Brambila, Ivo Luiz Honnef; 4 do PMDB, Ivo Ari Wachholz, Dejalma Santos Miorando, Silvenio João Schneider e Alnito Neu.

Numa área territorial de 57,2 quilometros quadrados, estão organizadas, no Município de Tigrinhos, 9 comunidades interioranas, tendo o nome de linha: Boa Esperança, Cabeceira do Tigrinhos, Coroa da Serra, Fátima, Lajeado do Tigre, Lajeado Trindade, Nova, São João e Secchi.

A economia é essencialmente agrícola, baseada na produção de milho, soja, feijão, fumo, além da bovinocultura de leite e suinocultura, avicultura e, em menor escala psicultura.

Fonte: PREFEITURA MUNICIPAL DE TIGRINHOS

Autor do Histórico: ADRIANA BANDEIRA SEIBERT

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Síntese das Informações
Área da unidade territorial - 2015: 57,944: km²
Estabelecimentos de Saúde SUS: 1: estabelecimentos
Matrícula - Ensino fundamental - 2015: 241: matrículas
Matrícula - Ensino médio - 2015: 68: matrículas
Número de unidades locais: 58: unidades
Pessoal ocupado total: 216: pessoas
PIB per capita a preços correntes - 2014: 22.636,54: reais
População residente : 1.757: pessoas
População residente - Homens: 902: pessoas
População residente - Mulheres: 855: pessoas
População residente alfabetizada: 1.509: pessoas
População residente que frequentava creche ou escola : 465: pessoas
População residente, religião católica apostólica romana: 1.227: pessoas
População residente, religião espírita: -: pessoas
População residente, religião evangélicas: 514: pessoas
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Rural: 1.671,34: reais
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Urbana: 2.043,34: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Rural: 510,00: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Urbana: 523,33: reais
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - 2010 (IDHM 2010): 0,717:

Fonte:IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Tigrinhos: Imagens da cidade e Região

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