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João Pessoa - Paraíba



João Pessoa é a capital do estado da Paraíba. É conhecida como "Porta do Sol", devido ao fato de no município estar localizada a Ponta do Seixas, que é o ponto mais oriental das Américas, o que faz a cidade ser conhecida como o lugar "onde o Sol nasce primeiro nas Américas". Fundada em 1585 com o nome de Nossa Senhora das Neves, a cidade de João Pessoa é a terceira capital de estado mais antiga do Brasil, pois já foi fundada com título de cidade e também a penúltima a ser fundada no país no século XVI.

O município é também notável pelo clima tropical. Possui a maior em economia (indústrias, comércio e serviços) e arrecadação de impostos para o estado, pelas suas praias e pelos vários monumentos de arquitetura e arte barroca. Durante a ECO-92, a conferência da ONU sobre o meio ambiente, João Pessoa recebeu o título de "segunda capital mais verde do mundo". Segundo um cálculo baseado na relação entre número de habitantes e área verde, a cidade perderia apenas para Paris.

João Pessoa apresenta-se como uma cidade agradável para se viver. É uma das capitais de melhor qualidade de vida da Região Nordeste, possuindo diversos locais que auxiliam a população da cidade a obter uma vida melhor e de qualidade. Suas praças contam com equipamentos de ginástica, além de ciclovias espalhadas pela cidade, também é lei o fechamento de parte da orla para caminhadas nas manhãs (das 5 às 8 horas da manhã). João Pessoa foi uma das duas principais cidades da Nova Holanda, junto com Mauristaadt e possui dos mais antigos e vastos patrimônios históricos similar a Olinda (mas ao contrário desta última manteve seu status de sede). Dados de 2000 mostram João Pessoa como a capital menos desigual do Nordeste, segundo dados do IPEA, com o índice de GINI 0,63.

História da cidade de João Pessoa

é controvertido o significado do topônimo dado ao Rio Paraíba. Para Elias Erckman, Paraíba significa rio mau, porto ruim, ou mar corrompido. Varnhagen também indica a tradução de rio mau e Teodoro Sampaio, a de rio impraticável. Segundo Coriolano de Medeiros, porém, o significado exato seria braço de mar pois os primeiros geográfos que estudaram o rio tomaram-no por um braço de mar, sendo provável, assim, que o gentio da terra como tal o tivesse considerado, dando-lhe o nome com a precisão com que batizavam os acidentes do terreno.

Toda a região do São Domingos (primeiro nome dado ao Paraíba) era habitada por silvícolas bravios, influenciados pelos traficantes franceses de pau-brasil, interessados em conserva-los hostis a exploradores de outras nacionalidades. Assim é que, em 1574, foram os índios levados a tomar parte no ataque ao engenho de Diogo Dias, em terras da Capitania de Itamaracá no qual se verificou grande morticínio de brancos.

Desde essa época, sucederam-se tentativas de colonização, pois o rei de Portugal temia que os franceses ali se estabelecessem definitivamente. Foram construídos fortes na foz do rio e em terra travaram-se diversas batalhas, de resultados contrários aos portugueses.

Em março de 1585 chegava à Paraíba Martim Leitão, Ouvidor Geral da Bahia, chefiando uma expedição que deveria restaurar os fortins da barra e desalojar os franceses de diversas posições. Em 2 de agosto do mesmo ano, nova tentativa, chefiada pelo Capitão João Tavares, que se aproveitou das desavenças surgidas entre as duas tribos que habitavam as margens do Paraíba e rios próximos, conseguindo infiltrar-se entre os Tabajaras e firmar um pacto de amizade com o seu morubixaba o índio Piragibe. O acordo verificou-se no dia 5, numa colina à direita do Rio Sanhauá, pequeno afluente do Paraíba. é nesse local que hoje se situa a cidade de João Pessoa. Em homenagem ao santo do dia, o lugar tomou o nome de Nossa Senhora das Neves, até hoje padroeira da cidade. Em honra ao rei da Espanha, que dominava Portugal, a cidade recebeu o nome de Felipéia.

Em novembro do mesmo ano de 1585, chegavam várias famílias, levadas pelo Ouvidor-Geral Martim Leitão, que providenciou também a construção de fortes, igrejas e casas de moradia.

As lutas com os silvícolas prosseguiram ainda durante anos, ora contra os Tapuias, que viviam no interior, ora contra os Potiguares, que habitavam o norte.

Desenvolveu-se lentamente a cidade, onde depois veio a radicar-se Duarte Gomes da Silveira, companheiro de Martim Leitão, numa de suas expedições. A fim de estimular o progresso da cidade, instituiu prêmios para recompensar os habitantes que levantassem casas de moradia, tendo fundado em 6 de dezembro de 1639 o Morgado Salvador do Mundo, como patrimônio da Santa Casa de Misericórdia da Paraíba.

Em 24 de dezembro de 1634 foi a cidade ocupada pelos holandeses, depois de ataques aos fortins da barra, defendidos pelas tropas aquarteladas em Cabedelo. Contava Felipéia 1.500 habitantes e em suas imediações funcionavam 18 engenhos de açucar. Com a aproximação das forças batavas, o povo abandonou a cidade, depois de incendiar os prédios mais importantes. Comandados pelo Coronel Segismund von Schkoppe, 2.500 homens invadiram a cidade, que tomou o nome de Frederikstadt.

O povo paraibano não se sujeitou ao jugo estrangeiro e seu espírito de resistência teve como símbolo a figura de André Vidal de Negreiros, organizador do movimento de reação. E em 1654, vencidos os invasores e obrigados a retirada para o seu país, tomou posse do cargo de governador João Fernandes Vieira.

A capital chamou-se Paraíba do Norte até 4 de setembro de 1930, quando teve seu nome mudado para João Pessoa, em homenagem ao Presidente do Estado, assassinado no Recife, em plena campanha política. Sua morte foi uma das causas imediatas da Revolução de 3 de outubro daquele ano.

Gentílico: pessoense

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Nossa Senhora das Neves, em 1586 e alvará de 28-09.1813.

Elevado à condição de cidade com a denominação de Felipea, em 05-08-1585.

Em 24-12-1634 a cidade Filipea passou a denominar-se Frederícia.

Tomou a denominação de Paraíba em 1654.

Em, 1768 são criados os distritos de Conde e Pitimbú e anexado ao Município de Paraíba.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 4 distritos: Paraíba, Conde, Alhandra e Pitimbú.

Pela lei estadual nº 676, de 20-11-1928, o município de Paraíba adquiriu o município de Cabedelo, como simples distrito.

Pela lei estadual nº 700, de 04-09-1930, o município é capital Paraíba passou a denominar-se João Pessoa.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 5 distritos: João Pessoa ex-Paraíba, Alhandra, Cabedelo, Conde e Pitimbú.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo decreto-lei estadual nº 1164, de 15-11-1938, o município de João Pessoa adquiriu o território do extinto distrito de Taquara do município do Espírito Santo.

Pelo Ato Municipal anterior a 02-03-1938 e pela lei estadual nº 424, de 28-10-1915, é criado o distrito de Tambaú e anexado ao município de João Pessoa.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município aparece constituído de 6 distritos: João Pessoa, Alhandra, Cabedelo, Conde, Pitimbú e Tambaú.

Pelo decreto-lei estadual nº 520, de 31-12-1943, é extinto o distrito de Tambaú, sendo seu território anexado ao distrito sede do município de João Pessoa, como Zona Urbana. Sob o mesmo decreto o distrito de Vila Conde passou a denominar-se Jacoca.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município aparece constituído de 5 distritos: João Pessoa, Alhandra, Cabedelo, Jacoca ex-Conde e Pitimbú.

Pela lei estadual nº 318, de 07-01-1949, o distrito de Jacoca voltou a denominar-se Vila do Conde.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 5 distritos: João Pessoa, Alhandra, Cabedelo, Pitimbú e Vila do Conde, ex-Jacoca.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1955.

Pela lei estadual nº 1631, de 12-12-1956, desmembra do município de João Pessoa o distrito de Cabedelo. Elevado à categoria de município.

Pela lei estadual nº 2063, de 24-04-1959, desmembra do município de João Pessoa o distrito de Alhandra. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 3 distritos: João Pessoa, Pitimbú e Vila do Conde.

Pela lei estadual nº 2638, de 20-12-1961, é criado o distrito de Timbaú e anexado ao município de João Pessoa.

Pela lei estadual nº 2671, de 22-12-1961, desmembra do município de João Pessoa o distrito de Pitumbú. Elevado à categoria de município.

Pela lei estadual nº 3107, de 18-11-1963, desmembrado do município de João Pessoa o distrito de Vila do Conde. Elevado à categoria de município com a denominação de Conde.

Em divisão territorial datada de 3I-XII-1963, o município é constituído de 2 distritos: João Pessoa e Timbaú.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31-XII-1968.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Alterações toponímicas municipais

Felipea para Frederícia, alterado em 24-12-1634.

Frederícia para Paraíba, alterado em 1654.

Paraíba para João Pessoa, alterado pela lei estadual nº 700, de 04-09-1930.

Fonte: IBGE

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Síntese das Informações
Área da unidade territorial - 2016: 211,475: km²
Estabelecimentos de Saúde SUS: 208: estabelecimentos
Matrícula - Ensino fundamental - 2015: 94.940: matrículas
Matrícula - Ensino médio - 2015: 27.392: matrículas
Número de unidades locais: 19.547: unidades
Pessoal ocupado total: 314.982: pessoas
PIB per capita a preços correntes - 2014: 22.366,71: reais
População residente : 723.515: pessoas
População residente - Homens: 337.783: pessoas
População residente - Mulheres: 385.732: pessoas
População residente alfabetizada: 611.738: pessoas
População residente que frequentava creche ou escola : 244.062: pessoas
População residente, religião católica apostólica romana: 457.793: pessoas
População residente, religião espírita: 12.471: pessoas
População residente, religião evangélicas: 173.886: pessoas
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Rural: 1.187,55: reais
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Urbana: 3.263,64: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Rural: 355,00: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Urbana: 510,00: reais
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - 2010 (IDHM 2010): 0,763:

Fonte:IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

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