Início » Minas Gerais » Igarapé


Igarapé - Minas Gerais



Igarapé faz parte do estado de Minas Gerais. Encontra-se na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Atual prefeito é José Carlos Gomes Dutra.

Em 1931 foi criado o distrito pela lei n.º 50. Ainda em 1931, o decreto n.º 10.002, de 30 de julho transferiu a sede do distrito de São Joaquim de Bicas para o povoado do Barreiro, com o nome de Igarapé. Pertencia ao município de Pará de Minas. O decreto lei n.º 148 de 30 de dezembro de 1938, transferiu o distrito de Igarapé do município de Pará de Minas para o de Mateus Leme. A luta travada por Miguel Henriques da Silva e outros em 1958,em prol da emancipação política do município, viu nascer seus frutos quando a 30 de dezembro de 1962, a Assembleia Legislativa do estado de Minas Gerais aprovou a Lei n.º 2764, criando o município de Igarapé. Igarapé ficou pertencendo ao município de Mateus Leme até 1963, época em que foi instalado o município de Igarapé. O município de Igarapé foi oficialmente instalado no dia primeiro de março de 1963, em sessão solene, realizada sob a presidência do Senhor Murilo de Oliveira.

Rodovia que serve ao município: Igarapé está aliada ao sistema viário de rodovia, que liga a cidade aos principais centros industriais do país pela BR 381, beneficiando assim o seu crescimento.

História da cidade de Igarapé

O município de Igarapé encontra-se na região sudeste da Zona Metalúrgica e Campos das Vertentes de Minas Gerais e fica a 35 km da capital (Belo Horizonte). Com área total de 110 kmo, o município conta, atualmente, com população de mais de 31 mil habitantes.

A história do município de Igarapé está intimamente ligada à história de Minas Gerais. Emancipou-se de Mateus Leme e tornou-se município somente em 1962, sendo a emancipação oficializada no dia primeiro de março de 1963. Seus primórdios remontam ao século XVII, com as entradas e as bandeiras.

No final do século XVII, os bandeirantes paulistas iniciaram o desbravamento do interior do país, descobrindo as primeiras jazidas de ouro, em Minas Gerais. Nesta época, um grande número de pessoas migrou para a nova capitania, com o intuito de enriquecer facilmente através da exploração do ouro, formando os primeiros povoados e vilas.

No entanto, logo que as primeiras minas começaram a funcionar, a população passou por grandes crises de fome, pois suas atividades voltavam-se apenas para a extração de metais e não para a produção de artigos de subsistência. A precariedade da produção de tais mercadorias na área mineradora provocou o crescimento da atividade dos tropeiros, que passaram a abastecer a região tanto com produtos de necessidade básica para a alimentação e para o trabalho, quanto com artigos de luxo procurados pelos novos ricos no auge do Ciclo do Ouro.

Gentílico: Igarapeense

Formação Administrativa

No ano de 1710, inicia-se a formação do povoado primitivo de Igarapé. Com o passar dos anos surge o nome de Pousada dos Tropeiros, pois era rota de passagem dos tropeiros que faziam o intercâmbio entre as áreas produtoras de artigos de subsistência e as zonas de mineração, como o próprio nome do povoado indicava. Há relatos da localidade ter se chamado Lagoa dos Pombos.

Com a decadência da atividade mineradora no final do século XVIII, Minas Gerais tornou-se um importante centro agropecuário do Brasil, superando as antigas áreas de mineração da Província. Nesta época, Igarapé se constituía como um pequeno povoado, conhecido como Barreiro, formado ao redor das fazendas Boa Vista, Duarte e Rego, reminiscências de alguma antiga sesmaria, e assim se manteve até o final do século XIX. Não havia, até então, uma preocuação governamental em habitar a área, uma vez que a atividade de hospedagem aos tropeiros havia se extinguido.

Em 1917, Alexandre Nunes torna-se legítimo dono das terras que ocupava na região, onde é hoje o centro de Igarapé. Ele erigiu, com recursos próprios, uma capela primitiva consagrada a Santo Antônio, o que provocou um aumento significativo de residências ao redor do templo. A proliferação de estabelecimentos comerciais seguiu à afirmação dos moradores no povoado, atendendo as necessidades básicas da região. O desenvolvimento do pequeno povoado proporcionou ao lugarejo uma considerável melhoria nas condiçãoes de vida dos habitantes. Em 1925, um novo templo foi edificado substituindo a capela improvisada de Alexandre Nunes, através da iniciativa de Antônio Alves Rodrigues e da contribuição de toda a sociedade com donativos e serviços. A igreja que hoje avistamos, foi feita em volta da anterior, teve sua construção iniciada em 1941 e foi inaugurada no início de 1947. A obra foi chefiada pelo senhor Miguel Henriques da Silva e contou com a colaboração dos fiéis.

No início da década de 1930, Barreiro contava com um número considerável de habitantes, mas não o suficiente para a elevação do povoado a distrito. A infraestrutura local também não se apresentava autosuficiente, sendo complementada por variados serviços de São Joaquim de Bicas. Nesta época, devido a disputas políticas entre o Padre Jacinto Pereira e a família Benjamim, em São Joaquim de Bicas, o Cartório de Paz foi transferido para o povoado do Barreiro. Aproveitando a oportunidade, Ulisses Ferreira Palhares, morador do Barreiro, recorreu ao Dr. Benedito Valadares, então prefeito de Pará de Minas, para interceder junto ao governador do Estado de Minas, para elevar o povoado a distrito.

Em 1931 foi criado o distrito de Igarapé pela Lei Noº. 50, subordinado a Pará de Minas. O nome Igarapé foi sugestão da esposa do governador do Estado, D. Odete Valadares, devido à existência de vários córregos na região que se assemelhavam aos igarapés no Amazonas. Em 1938, com a emancipação de Mateus Leme, o distrito de Igarapé passou a ser subordinado ao novo município, até sua própria elevação em 1962.

Em 1933 Benedito Valadares é nomeado interventor federal em Minas Gerais por Getúlio Vargas. Nessa mesma ocasião Benedito, então atendendo ao pedido de amigos de Igarapé, manda edificar um prédio para abrigar o ensino escolar. Inaugurado em 1936, o prédio, com inspiração neoclássica, se destacou na pacata vila. Hoje a atual Escola Estadual Professora Maria de Magalhães Pinto é grande referência cultural da cidade.

Até o ano de 1948, o transporte de Igarapé a outros municípios era realizado através de animais ou mesmo a pé, pois não havia estradas próprias para o tráfego de veículos motorizados. Com o desenvolvimento do povoado após sua elevação a distrito, estradas de rodagem foram construídas, permitindo o acesso de veículos motorizados. Mais tarde, com a construção às margens do distrito da BR-381, que faz a ligação entre o Nordeste e o Sudeste do país, a economia de Igarapé se dinamizou ainda mais, devido à importância estratégica da rodovia para todo o país.

Em 1o° de março de 1963 o município de Igarapé é oficialmente instalado. Durante toda a década de 60 houve um desenvolvimento grande, com a instalação de serviços odontológicos, médicos e telefônicos e a construção de ruas, avenidas e praças.

Em 1973, com a introdução da fábrica de veículos automotores da FIAT em Betim, região até então limítrofe de Igarapé, muitas famílias tiveram acesso a empregos e novas facilidades de aquisição de automóveis, o que facilitou sobremaneira a vida dos moradores do município. A nova empresa movimentou o mercado de trabalho dos igarapenses, oferecendo-lhes novas oportunidades de emprego.

Desde a década de 80 até os dias atuais, a cidade de Igarapé vem se desenvolvendo nos âmbitos político, econômico, social e cultural, com a instalação de novas empresas e estabelecimentos de comércio, além de escolas, postos de saúde e de policiamento.

A economia de Igarapé baseia-se, atualmente, na produção de hortifrutigranjeiros, no comércio e transportes. A exploração dos recursos hídricos pela empresa Águas Mineiras Igarapé Ltda, também se apresenta como uma importante esfera econômica do município, tornando-se mundialmente conhecida. Além disso, Igarapé encontra-se em processo de industrialização, somando um considerável número de empresas instaladas. A mineração é outra atividade que se destaca.

O potencial turístico da região também se destaca como um setor sócio-econômico-cultural de grande potencial para o futuro do município. As belezas naturais do município são pontos de referência na região central de Minas, com inúmeras fontes d′água e trilhas ecológicas, que se manifestam como expressãoes do eco turismo.

Igarapé possui como bens materiais protegidos pelo patrimônio municipal o Conjunto Paisagístico Pedra Grande, a Escola Estadual Professora Maria de Magalhães Pinto e a Imagem de Nossa Senhora Mãe de Misericórdia. Ainda se destaca em seu patrimônio cultural o saber e o fazer dos mestres que perpetuam passando de geração a geração expressão a da rica e saborosa culinária local, hoje objeto de festival anual.

Fonte: Texto escrito por Flávia Melo de Paula (Historiadora), disponível em http://www.igarape.mg.gov.br/historia.php.

Autor do Histórico: WELLINGTON RICARDO ESTANISLAU RIBEIRO

Ajude a divulgar a Histórias de sua cidade.

Se você encontrou algum dado incorreto ou acha que pode melhorar essas informações, entre em contato conosco ou envie seu texto para gente.



Síntese das Informações
Área da unidade territorial - 2015: 110,942: km²
Estabelecimentos de Saúde SUS: 12: estabelecimentos
Matrícula - Ensino fundamental - 2015: 6.333: matrículas
Matrícula - Ensino médio - 2015: 1.815: matrículas
Número de unidades locais: 854: unidades
Pessoal ocupado total: 7.373: pessoas
PIB per capita a preços correntes - 2014: 21.712,32: reais
População residente : 34.851: pessoas
População residente - Homens: 17.520: pessoas
População residente - Mulheres: 17.331: pessoas
População residente alfabetizada: 29.737: pessoas
População residente que frequentava creche ou escola : 10.743: pessoas
População residente, religião católica apostólica romana: 20.971: pessoas
População residente, religião espírita: 238: pessoas
População residente, religião evangélicas: 10.092: pessoas
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Rural: 1.759,23: reais
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Urbana: 1.971,92: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Rural: 282,40: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Urbana: 490,00: reais
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - 2010 (IDHM 2010): 0,698:

Fonte:IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Igarapé: Imagens da cidade e Região

As fotos fornecidas pelo Panoramio estão sobre direitos autorais de seus proprietários.

Você conhece a cidade de Igarapé? Então deixe seu comentário!


Comentários (0)

Ainda não há comentários, seja o primeiro!

Postar um comentário

     (Opcional)






Compartilhe Esta Página: