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Barra do Choça - Bahia



Barra do Choça faz parte do estado da Bahia. Localizado a 27 km de Vitória da Conquista e à 524km de Salvador, possuindo em média 900 metros de altitude. A população avaliada em 2010 era de 34.788 habitantes, de acordo com dados do IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Sua área é de 781,3km².

O município foi criado com território desmembrado de Vitória da Conquista, pela Lei Estadual nº. 1.694, de 22 de junho de 1962 e instalado em 7 de abril de 1963. É o município do Brasil com o menor coeficiente de Gini, calculado em 0,36 pelo PNUD (200), o que é equivalente ao índice de países como Itália e Reino Unido.

A economia do município baseia-se na atividade agropecuária. A cultura cafeeira corresponde a 83% da atividade econômica do município e da ocupação da mão de obra. As atividades econômicas secundárias são a cultura de feijão, milho, mandioca, pecuária leiteira e de corte, A Apicultura aparece como nova alternativa, na diversificação de cultura, sendo que a qualidade do Mel produzido no município é referência na Bahia no anos de 2000 a 2007. A exploração dos demais produtos das abelhas, como própolis e polen tambem vem ganhando espaço na produção e a instalação de um entreposto de mel e cera de abelhas com registro no Ministerio da Agricultura, destaca o municipio na produção apícola no estado da Bahia.

História da cidade de Barra do Choça

As origens do atual município de Barra do Choça prendem-se à história do Sertão da Ressaca, também conhecido como Planalto da Conquista. Barra do Choça era ainda uma fazenda e ponto de pouso para tropeiros, boiadeiros e viajantes no século XIX, até configurar arraial de Barra do Choça pertencente a Imperial Vila da Vitória e depois distrito, no início do século XX, de Vitória da Conquista. Em 1962 foi emancipada permanecendo com o nome de cidade de Barra do Choça, com a configuração dos limites atuais.

Na primeira metade do século XIX, o arraial da Conquista, que pertencia ao termo de Caetité, sofreu algumas mudanças de ordem administrativa e territorial. Em 1831, a freguesia do rio Pardo foi elevada a categoria de vila da Província de Minas Gerais e, consequentemente, o arraial da Conquista, assim como os arraiais de Santo Antonio da Barra, São Felipe e Poções passaram ao domínio administrativo da Província de Minas Gerais. Esta decisão não foi aceita pelos moradores desses povoados, principalmente o arraial da Conquista, gerando muitos protestos justamente pela alegação dos seus habitantes da longa distância da capital mineira e pelo fato de já constituírem uma população de 8 a 10 mil pessoas. Contudo, as respostas da presidência da província da Bahia e de Minas Gerais demoraram e, somente, em 1839 o território foi desmembrado da província de Minas Gerais. No ano seguinte, 1840, o arraial emancipou-se, conservando os limites anteriores com a denominação de Imperial vila da Vitória.

No seu conjunto, o povoamento do Sertão da Ressaca ocorreu a partir da necessidade de expansão dos domínios dos bandeirantes; a necessidade de descobrir novas minas de metais preciosos, bem como da necessidade dos moradores das Vilas do Rio de Contas e Minas Novas obterem produtos necessários à sobrevivência dos habitantes daquelas povoações. Após estabelecer-se no Planalto da Conquista, João Gonçalves da Costa procurou desbravar toda a região. Não havendo se concretizado a descoberta de novas fontes de mineração no Sertão da Ressaca, a ocupação ocorreu com base nas fazendas de gado e na agricultura de subsistência. Assim, a descendência de João Gonçalves da Costa constituiu o núcleo inicial do povoamento, tendo, através das alianças de casamento, atraído outras famílias pioneiras para o local.

Assim, no século XIX, o Sertão da Ressaca representava uma das principais áreas de criação de gado, cultivo de algodão e produção de alimentos, como também, por ser um entreposto ligando as várias regiões da província da Bahia, tornou-se ponto obrigatório de parada de viajantes, comerciantes e boiadeiros. O que favoreceu o surgimento e o crescimento do comércio na região.

Mas a população atual do Sertão da Ressaca e, em especial, Barra do Choça, era bem diferente, pois antes dos homens brancos chegarem, existiam por essas terras tribos indígenas das nações Ymboré (Aymoré), Kamakã (Mongoió) e Pataxó, todos pertencentes ao troco dos grupo Jê.

Com a matança e expulsão dos indígenas de suas terras, as fazendas de gado e de agricultura se espalharam pela região, provocando o desaparecimento das matas nativas e dos animais, principalmente a onça. Infelizmente, os indígenas e alguns animais desapareceram da região e hoje fazem parte das lembranças, da história.

A fazenda Barra do Choça pertenceu ao Capitão-mor João Gonçalves da Costa e depois da sua morte teve seu território fragmentado pelos membros de sua família. Com o passar dos anos, essa fragmentação se acentuou devido a divisão por herança, mas também pela compra e venda, o que possibilitou a aquisição de partes das terras da Fazenda Barra do Choça a outros membros de famílias tradicionais que povoaram a região juntamente com os Gonçalves da Costa, a exemplo dos Oliveiras Freitas, e, portanto, famílias proprietárias de terras e escravos que detinha o poder político e econômico da Imperial Vila da Vitória, tendo terras também no município onde hoje é Barra do Choça.

No século XIX, Barra do Choça era também ponto de passagem de tropeirismo. O tropeiro, figura indispensável em tempos difíceis, era a pessoa que possibilitava a ligação de uma região à outra, era também a fonte de aquisição tanto de mercadorias como de informações. Dessa forma, ao longo das estradas se dava a fixação de ranchos, em que os tropeiros, viajantes e boiadeiros pernoitavam, gerando assim, um pequeno comércio, tendo a venda como o principal ponto. O rancho também era o responsável pelo surgimento de lugarejos, como é o caso de Barra do Choça e Jequié, uma vez que a região era área de pouso, de engorda e de criação de bovinos.

Formação Administrativa

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, figura no município de Conquista o distrito de Barra do Choça.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo decreto-lei estadual nº 141, de 31-12-1943, retificado pelo decreto estadual nº 12978, de 01-06-1944, o município de Vitória tomou a denominação de Vitória da Conquista.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o distrito de Barra do Choça, figura no município de Vitória da Conquista (ex-Conquista).

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1955.

Elevado à categoria de município com a denominação de Barra do Choça, pela lei estadual nº 1694, de 22-06-1962, desmembrado de Vitória da Conquista. Sede no antigo distrito de Barra do Choça. Constituído do distrito sede. Instalado em 07-04-1963.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2001.

Pela lei municipal nº 010, de 31-08-1999, é criado o distrito de Barra Nova e anexado ao município de Barra do Choça.

Em divisão territorial datada de 2005, o município é constituído de 2 distritos: Barra do Choça e Barra Nova. .

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: NOVAIS, Idelma Aparecida Ferreira. Produção e Comércio da Imperial Vila da Vitória (1840-1888). Dissertação (Mestrado)Salvador: UFBA, 2008. Prefeitura Municipal

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Síntese das Informações
Área da unidade territorial - 2016: 765,157: km²
Estabelecimentos de Saúde SUS: 18: estabelecimentos
Matrícula - Ensino fundamental - 2015: 6.436: matrículas
Matrícula - Ensino médio - 2015: 1.424: matrículas
Número de unidades locais: 499: unidades
Pessoal ocupado total: 2.549: pessoas
PIB per capita a preços correntes - 2014: 9.983,17: reais
População residente : 34.788: pessoas
População residente - Homens: 17.553: pessoas
População residente - Mulheres: 17.235: pessoas
População residente alfabetizada: 23.087: pessoas
População residente que frequentava creche ou escola : 12.393: pessoas
População residente, religião católica apostólica romana: 26.016: pessoas
População residente, religião espírita: 18: pessoas
População residente, religião evangélicas: 4.544: pessoas
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Rural: 910,86: reais
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Urbana: 1.090,76: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Rural: 200,00: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Urbana: 253,00: reais
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - 2010 (IDHM 2010): 0,551:

Fonte:IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Barra do Choça: Imagens da cidade e Região

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