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Italva - Rio de Janeiro



Italva é um município do estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Localizado a 36 metros de altitude, conta com uma de população de 14 063 habitantes (2010). É considerada a "Cidade do Quibe" por ter sido, em parte, colonizada por imigrantes sírio-libaneses que trouxeram sua cultura para a cidade, principalmente a culinária.

"Italva" é uma junção da palavra tupi itá, "pedra", com a palavra portuguesa "alva". Significa, portanto, "pedra branca", numa referência à abundância de calcário em seu subsolo.

Primitivamente, a região era habitada por índios puris e goitacases. No século XIX, passou a ser ocupada por latifundiários. Por volta de 1850, não havia vilas nem povoados na região. O acesso à mesma era feito pelo Rio Muriaé.

História da cidade de Italva

A origem dos municípios de Cardoso Moreira e Italva encontra-se ligada à de Campos, município ao qual pertenciam até recentemente como sedes distritais.

A região de Italva já era habitada pelos índios Tupis-guaranis, Puris e Goitacases antes da chegada, em meados do século XIX, de fazendeiros latifundiários. Devido à grande extensão de suas propriedades, moravam a enormes distâncias uns dos outros, não havendo, portanto, por volta de 1850, qualquer indício de vilas ou aglomeração de moradores. Cabe ressaltar que, nesse período, pertenciam a Italva todos os limites atuais e ainda a área compreendida por Boa Ventura e Córrego da Chica, entregues mais tarde a São José do Avahi (Itaperuna).

Para chegar a essa região o percurso era facilitado pela possibilidade de se navegar em boas condições pelo Rio Muriaé, em vez de enfrentar caminhos rudimentares e trilhas por entre densas matas. Mas, ao atingirem Cardoso Moreira, não havia outro meio de se chegar à terra do mármore que não a pé, em virtude das fortes corredeiras e cachoeiras. Estes aspectos encontrados pelos pioneiros desbravadores assim que atingiram a região deram origem ao primeiro nome que Italva recebeu ao se tornar freguesia em 1873: Santo Antônio das Cachoeiras.

Os campos dos Goitacases foram ocupados a princípio por criadores de gado. Posteriormente, a região progrediu com a cultura da cana-de-açúcar, que se expandiu pelos aluviões entre o Rio Paraíba do Sul e a Lagoa Feia.

No século XVIII, a economia local girava exclusivamente em torno de atividades rurais e o vilarejo só foi elevado à categoria de cidade em 1835, com o nome Campos dos Goytacazes. Uma das peculiaridades da cultura canavieira na planície campista era a existência, ao lado dos latifúndios, de grande número de pequenas propriedades. Este fato talvez possa explicar a relativa rapidez com que se recuperou a agricultura do município após a Lei áurea.

A grande riqueza de Campos, no século XIX, pode ser creditada à expansão da produção açucareira, inicialmente apoiada nos engenhos a vapor, mais tarde substituídos por usinas de açúcar. Várias dessas antigas usinas foram fechadas ou absorvidas pelas maiores, em anos recentes, concentrando-se a produção em menor número de estabelecimentos. A pecuária sempre manteve papel importante na economia da região, e o café foi responsável pela prosperidade dos antigos distritos de Cardoso Moreira e Italva, onde hoje predomina o gado leiteiro.

A função polarizadora de Campos dos Goytacazes remonta a sua própria evolução histórica, tendo o município exercido papel fundamental como difusor do povoamento por toda a área do Noroeste Fluminense.

Gentílico: italvense.

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Santo Antônio das Cachoeiras de Muriaé, pela lei provincial nº 1937, de 06-11-1873 e deliberação estaduais de 25-10-1890 e de 10-08-1891, bem assim por decretos estaduais nºs 1 de 08-05-1892 e 1-A, de 03-06-1892, subordinado ao município de Campos.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito denominava-se Cachoeiras figurando no município de Campos.

Pela lei estadual nº 1794, de 31-12-1923, transfere a sede do distrito de Cachoeiras para a povoação de Paraíso assumindo o distrito esta denominação.

Pelo decreto estadual nº 2529, de 29-12-1930, transfere a sede do distrito de Paraíso para a povoação de Monção assumindo o distrito esta denominação .

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Monção ex-Paraíso figura no município de Campos.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo decreto-lei estadual nº 1056, de 31-12-1943, o distrito de Monção passou a denominar-se Purus.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Purus ex-Monção figura no município de Campos.

Pelo decreto-lei estadual nº 1244, de 09-10-1944, o distrito de Purus passou a denominar-se Italva.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960 o distrito de Italva ex-Purus permanece no município de Campos.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de I-I-1979.

Elevado à categoria de município com a denominação de Italva, pela lei estadual nº 681, de 11-11-1983, desmembrado de Campos. Sede no antigo distrito de Italva. Constituído do distrito sede.

Firmado por todo o território do distrito de Italva, tendo a lei omitido a área do distrito de Paraíso sendo instalado. Posteriormente, o município foi anulado por acórdão do STF, de 25-09-1985, que declarou a inconstitucionalidade da lei nº 681, de 11-11-1983 (representação nº 1223-9/RJ).

Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Italva, pela lei estadual nº 999, de 12-06-1986, desmembrado de Campos. Sede no antigo distrito de Italva. Constituído do distrito sede. Formado por todo o território dos distritos de Italva e Paraíso (este último criado e não instalado, com 272 km de área total. Instalado em 31-12-1986).

Em divisão territorial datada 18-VIII-1988, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Alterações toponímicas distritais

Santo Antônio das Cachoeiras de Muriaé para simplesmente Cachoeiras alterado em divisão de 1911.

Cachoeiras para Paraíso alterado, pela lei estadual nº 1794, de 31-12-1923.

Paraíso para Monção alterado, pelo decreto estadual nº 2529, de 29-12-1930.

Monção para Purus alterado, pelo decreto-lei estadual nº 1056, de 31-12-1943.

Purus para Italva alterado, pelo decreto-lei estadual nº 1244, de 09-10-1944.

Fonte: IBGE

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Síntese das Informações
Área da unidade territorial - 2015: 293,818: km²
Estabelecimentos de Saúde SUS: 13: estabelecimentos
Matrícula - Ensino fundamental - 2015: 1.590: matrículas
Matrícula - Ensino médio - 2015: 410: matrículas
Número de unidades locais: 276: unidades
Pessoal ocupado total: 2.142: pessoas
PIB per capita a preços correntes - 2014: 19.736,23: reais
População residente : 14.063: pessoas
População residente - Homens: 6.853: pessoas
População residente - Mulheres: 7.210: pessoas
População residente alfabetizada: 11.808: pessoas
População residente que frequentava creche ou escola : 3.569: pessoas
População residente, religião católica apostólica romana: 6.345: pessoas
População residente, religião espírita: 54: pessoas
População residente, religião evangélicas: 5.594: pessoas
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Rural: 1.259,39: reais
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Urbana: 1.913,20: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Rural: 355,00: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Urbana: 510,00: reais
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - 2010 (IDHM 2010): 0,688:

Fonte:IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística


Italva: Imagens da cidade e Região

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