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Santana do Itararé - Paraná



Santana do Itararé faz parte do estado do Paraná. A população avaliada em 2004 era de 5.437 habitantes.

De origem religiosa e geográfica. O termo "Ana" vem do hebraico "hannah"...graciosa, e no latim ficou "ama"...ele (Deus) favoreceu-me. Segundo os evangelhos apócrifos, Ana seria muito idosa para ter filhos, mas um anjo veio contradizer a natureza e desta forma nasceu a Virgem Maria, mãe de Jesus. A igreja canonizou Santa Ana no século VI. O termo "Itararé" é de origem Tupi "I′ta"...pedra + "ra′ré"...escavada, oca: Lapa cavada pelas águas, conduto subterrâneo, sumidouro, terra que o rio cavou.

A movimentação com interesses de colonização no território de Santana do Itararé é contemporânea aos povoamentos de Colônia Mineira, Wenceslau Braz e São José da Boa Vista. Tradicionalmente colonizada por desbravadores vindos do Estado de Minas Gerais, a frente pioneira ao longo do curso do Rio Itararé, era constituída de grandes fazendas isoladas, entremeada de terras devolutas. O mineiro João Barbosa adquiriu terras ao norte do município de São José da Boa Vista, às margens do Rio Itararé, para ali se estabelecer.

História da cidade de SANTANA DO ITARARé

Etimologia. Santana Palavra formada pelos termos "santa" e "Ana". O termo "santa" é feminino de "santo", termo que se origina do latim "sanctus", mulher canonizada, virtuosa, digna de veneração, a que vive conforme os preceitos da lei divina, segundo a tradição judaico-cristã. O termo "Ana" vem do hebraico "hannah"... graciosa e no latim ficou "ama"... ele (Deus) favoreceu-me. Segundo os evangelhos apócrifos, Ana seria muito idosa para ter filhos, mas um anjo veio contradizer a natureza e desta forma nasceu a Virgem Maria, Mãe de Deus. A igreja canonizou Santa Ana no século VI.

do Contração da preposição "de"(posse), com o artigo masculino "o".

Itararé Origina-se do tupi "i"ta"... pedra + "ra"ré"... escavada, oca: lapa cavada pelas águas, conduto subterrâneo, sumidouro, pedra que o rio cavou.

No ano de 1845 terminava a Guerra dos Farrapos no sul do Brasil, com a promessa do Imperador D. Pedro II de criar uma nova província para que esta ficasse sob influência gaúcha. Assim feito era desmembrado a 19 de dezembro de 1853 a Província do Paraná desmembrando-se de São Paulo, e no mesmo dia era nomeado o primeiro presidente da Província ZACARIAS GóES DE VASCONCELOS.

O presidente preocupou-se, sobretudo em colonizar a região norte da província para evitar possíveis invasões por parte dos povos hispânicos. Criou-se então incentivos para atrair colonos; como terras em livre acesso e ajuda financeira para as primeiras safras. Atraídos pelos incentivos e desgostosos pela crise de 1842, milhares de mineiros partiram em direção da nova província e dentre eles a FAMíLIA BARBOSA que adquiriu uma grande quantidade de terras no norte do Paraná.

Mesmo com todo o esforço do presidente, a colonização era dificultada pelos índios Xavantes e Kai-Kangs que sempre invadiam e destruíam as roças, no intuito de expulsar os invasores de suas terras. Com este fato Zacarias Góes, envia um comunicado a Santa Sé no Vaticano pedindo a freis Jesuítas para catequizar os índios e assim facilitar a colonização. Atendendo o pedido, desembarcam no Porto de Paranaguá, em 06 de dezembro de 1854, três freis sendo Timotheo de Castelnovo, Pacífico de Monte Falco e Mathias de Gênova. Cada um deles é enviado para uma região da província e o Frei Mathias vai para o norte, para a possessão de Nossa Senhora do Pirapó, atual Sertanópolis.

Depois de um ano de trabalho, uma epidemia de malária, faz com que o frei pedisse licença do comando da possessão e seguisse para Castro para tratar de sua saúde. No decorrer da viagem ele pernoitou na Fazenda Barbosa, onde os proprietários JOãO BARBOSA e ANA BARBOSA contam de uma capela construída em 30 alqueires de terras doados por eles para a Igreja Católica em louvor a Santa Anna. O frei então celebra uma missa e abençoa a capela, depois segue para Castro e mais tarde Araucária. Como a leva de migrantes continuava, estes fixavam moradia em torno da capela, e assim nascia no ano de 1856 a POVOAçãO DE NOSSA SENHORA SANT′ANNA DO PASSO DOS BARBOSA.

Com o passar do tempo os moradores passaram a chamar o povoado de PASSO DOS BARBOSA, e mais tarde simplesmente BARBOSA.

No ano de 1880 eleva-se a Comarca o município de São José do Cristianismo, e este fica com domínio político e jurídico sobre Barbosa, que anteriormente pertencia a Comarca de Castro.

No ano de 1891, o povoado é elevado a categoria de Distrito e reconhecido em 1893, quando é criado o Cartório do Registro Civil e de Imóveis, neste período o distrito já aparece com o nome de Santana do Itararé, porém não existe registros de quem partiu a idéia da troca do nome.

Um fator foi crucial na decadência de Santana do Itararé e São José da Boa Vista. Como eram núcleos mestres na região o trajeto original da rede ferroviária era de cortar São José e Santana e então criar as duas estações das mais importantes para o escoamento de produtos já que as duas agências fiscais ali localizavam-se. Porém os coronéis das duas localidades, chefiados pelo Coronel Lico Pereira, não permitiram que o trem por ali passasse sob a alegação, que este iria trazer doenças, prostitutas e ladrões. O desvio foi feito e a estrada de ferro levada para o Patrimônio de Novo Horizonte em 1917 e inaugurada em 1918. O Patrimônio então mudou de nome para Brazópolis, que iria dar origem ao município de Wenceslau Braz, graças ao progresso que seguiu o trem de ferro.

Em 1920 a divisão territorial ordenada pelo governador do estado, oficializa o distrito de Santana do Itararé como parte do município de São José da Boa Vista.

Em 1935 o distrito de Brazópolis é elevado a categoria de município e a sede da comarca é transferida de São José para o novo município que chamou-se Wenceslau Braz e que agora tinha o controle de Santana do Itararé e de São José da Boa Vista que havia perdido o título de município.

Na década de 50 iniciam-se as lutas pela emancipação do distrito, tantas foram as tentativas que no dia 25 de janeiro de 1961 o Governador Moisés Lupion aprova a Lei Estadual N.º 4.338/61 do Deputado Joaquim Néa de Oliveira e cria o município de Santana do Itararé, desmembrando-se de Wenceslau Braz, sua publicação acontece no Diário Oficial N.º 274 de 07 de fevereiro de 1961, e sua instalação deu-se a 22 de outubro de 1961 e é empossado o primeiro prefeito eleito a 07 de outubro do mesmo ano.

Fonte: PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTANA DO ITARARé; IBGE

Autor do Histórico: SIMãO PEDRO DE BRITO

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Síntese das Informações
Área da unidade territorial - 2016: 251,269: km²
Estabelecimentos de Saúde SUS: 3: estabelecimentos
Matrícula - Ensino fundamental - 2015: 715: matrículas
Matrícula - Ensino médio - 2015: 235: matrículas
Número de unidades locais: 71: unidades
Pessoal ocupado total: 503: pessoas
PIB per capita a preços correntes - 2014: 13.778,96: reais
População residente : 5.249: pessoas
População residente - Homens: 2.643: pessoas
População residente - Mulheres: 2.606: pessoas
População residente alfabetizada: 4.205: pessoas
População residente que frequentava creche ou escola : 1.493: pessoas
População residente, religião católica apostólica romana: 4.681: pessoas
População residente, religião espírita: 11: pessoas
População residente, religião evangélicas: 439: pessoas
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Rural: 1.474,60: reais
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Urbana: 1.419,97: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Rural: 356,67: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Urbana: 350,00: reais
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - 2010 (IDHM 2010): 0,687:

Fonte:IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Santana do Itararé: Imagens da cidade e Região

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