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Salgado Filho - Paraná



Salgado Filho faz parte do estado do Paraná. A população avaliada em 2004 era de 4.821 habitantes.

Salgado Filho fica localizado no sudoeste do Paraná, entre os municípios de: Flor da Serra do Sul, Bom Jesus do Sul, Santo Antônio do Sudoeste e Manfrinópolis, nas proximidades de Francisco Beltrão (cidade pólo). Está a uma altitude de 519 metros em relação ao nível do mar, latitude 26° 10′ 50 Sul e longitude 53° 22′ 45 W-GR, com uma área de 138 km², relevo ondulado com grande número de elevações montanhosas e encostas, vários rios, pluviosidade média de 230,65 mm, clima subtropical úmido mesotérmico, verões quentes com tendência de concentração das chuvas (temperatura média superior a 22°C), invernos com geadas pouco freqüentes (temperatura média inferior a 18°C), sem estação seca definida e densidade demográfica de 29,29 hab/km².

Com predominância de família de origem italiana e alemães, mas presença também de poloneses e caboclos, quase todos oriundos do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Teve designado o nome de Salgado Filho, em homenagem ao político gaúcho, Joaquim Pedro Salgado Filho, deputado federal e senador pelo estado do Rio Grande do Sul e Ministro do Trabalho (1932-1938) e da Aeronáutica (1941-1945).

História da cidade de No início da sua colonização, os primeiros imigrantes foram os alemães, italianos, caboclos e poloneses. Os primeiros habitantes chegaram ao município em 1940, abrindo picadas, derrubando matas para construir suas casas, que eram feitas de madeira serrada a mão e cobertas de taboinha lascada.

Estes imigrantes tinham como base da sua economia o cultivo das terras e vinham para Salgado Filho procurar mais espaço.

Inicialmente os colonos ocupavam as terras na condição de posseiros e, em 1957 ocorreu na região a Revolta dos Colonos, devido a este fato a Firma Industrial Colonizadora Erechim S/A de Erechim - RS passou a conduzir a venda dos títulos de terras, comercializando as glebas.

Nesta época, o custo das terras era baixo, o que atraiu imigrantes de vários estados brasileiros.

As terras que não pertenciam a Colonizadora Erechim eram de propriedade do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), destinadas a Colonização e Reforma Agrária. Conta-se que os posseiros que chegavam ao município escolhiam suas terras a dedo num acerto entre os próprios moradores. Somente mais tarde que o INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) mediu essas terras e as titulou segundo o que cada posseiro havia ocupado.

A principal atividade econômica no início da colonização era a criação de suínos, portanto, faziam a derrubada da mata, a queima e plantio de milho. Quando os grãos amadureciam, soltavam os porcos para engordar, depois os tocavam até o povoado, para então vender aos comerciantes, que geralmente eram de Ponta Grossa e Curitiba. Este tipo de atividade necessitava de pouca mão-de-obra e era lucrativa.

A madeira nos primeiros tempos era utilizada para construção de moradias, pontes e engenhos. Com a melhoria das condições de transporte, a atividade madeireira intensificou-se por volta dos anos de 1975 e 1985, chegando a funcionar mais de dez serrarias no município. Nos dias atuais é uma atividade em decadência, devido ao grande desmatamento ao longo dos anos.

Posteriormente, o setor econômico intensificou-se com a produção de grão (milho e feijão), mas devido ao desgaste do solo, evitando o êxodo rural, os agricultores se voltaram para outras atividades na diversificação da produção rural nos setores de fruticultura, vitivinicultura, horticultura, avicultura, plantação de fumo, apicultura, gado leiteiro e de corte e suinocultura, pequenas indústrias e comércios em geral.

Desta maneira foram progressivamente surgindo agroindústrias, como: agroindústria de açúcar mascavo, queijo, vinho, embutidos e doces caseiros. Na pecuária tem criação de gado de corte e gado leiteiro. Na criação de aves está incrementada a criação de frangos de corte e galinhas poedeiras.

A agricultura tradicional da enxada e arado a boi ainda permanece. Sendo que aos poucos, os métodos de semeadura e colheita estão sendo substituídos pelas máquinas nos terrenos favoráveis. Onde as inovações não são possíveis, o agricultor transforma sua terra em pastagem para criação de gado.

Na década de 50 foi construída a primeira escola pela Colonizadora Erechim, que era particular, mantida pelos pais, a professora era a senhora Josefina Maria Krause. No ano seguinte passou a ser mantida pelo município de Barracão.

Em 1955, transformou-se em Escola Desembargador Bento Munhoz da Rocha.

Nessa época os professores eram remunerados pelo estado e alguns eram cedidos pelo município à escola. Não havia concurso, e os interessados a Docência se candidatavam, sendo que a maioria não possuía habilitação ou escolarização para tal, nem estabilidade, sendo contratados no início do ano letivo e demitidos no final do período.

Atualmente o município possui seis instituições de ensino: Centro Municipal de Educação Infantil Criança Feliz; Escola Municipal Professora Jaci Maria Lopes Educação Infantil e Ensino Fundamental; Escola Rural Municipal Nossa Senhora da Rosa Mística Educação Infantil e Ensino Fundamental; Colégio Estadual Padre Anchieta Ensino Fundamental e Médio; Colégio Estadual Duque de Caxias Ensino Fundamental; e Escola de Educação Especial Renascer - APAE.

O nome "Salgado Filho" foi escolhido em homenagem ao político gaúcho, Joaquim Pedro Salgado Filho, deputado federal e senador pelo estado do Rio Grande do Sul e Ministro do Trabalho (1932-1938) e da Aeronáutica (1941-1945).

Em 1952 passou a distrito de Barracão, sendo oficializado como tal em 1955, pelo decreto nº 13/55, e mais tarde sendo criado Município, pela Lei Estadual nº 4.788/63, de 29 de novembro de 1963, sendo instalado em 14 de dezembro de 1964; com as primeiras eleições realizadas em 15/11/1964, elegendo o primeiro Prefeito de Salgado Filho, Dr. Adolfo Rosewicz.

Com as família de italianos e alemães, Salgado Filho acolheu muitas manifestações e usos tradicionais e populares que deram origem a eventos de cunho regional, interestadual, tais como: Bailes de Kerb, Rodeio Crioulo Interestadual, Festival Municipal da Canção e Festa do Vinho e Feira do Queijo.

O sabor diferenciado e a qualidade dos produtos foram chamando a atenção de visitantes, fazendo com que algumas famílias se despertassem para novas alternativas de renda.

O solo e o clima propícios para cultivo da fruticultura, o conhecimento em vinhedos, formados no Rio Grande do Sul, de onde são originadas a maioria das famílias, despertou o interesse pelo cultivo de uva e fabricação de vinho.

O incentivo das administrações públicas foi essencial para o aumento da plantação das parreiras. Dando continuidade ao processo produtivo houve a necessidade de implantação de agroindústrias de açúcar mascavo, de queijos, vinho, de embutidos de suínos, formadas por famílias de produtores rurais.

A fim de divulgação dos produtos, o município promove a Festa do Vinho e Feira do Queijo, realizada anualmente no terceiro final de semana do mês de julho onde são comercializados queijos, vinhos, açúcar mascavo, embutidos de suínos e demais produtos. Também são servidas comidas típicas e café colonial.

Fonte: Prefeitura Municipal de Salgado Filho. Vanessa Fasollo.

Autor do Histórico: PAULO ROBERTO DE FREITAS

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Síntese das Informações
Área da unidade territorial - 2016: 189,315: km²
Estabelecimentos de Saúde SUS: 5: estabelecimentos
Matrícula - Ensino fundamental - 2015: 566: matrículas
Matrícula - Ensino médio - 2015: 239: matrículas
Número de unidades locais: 120: unidades
Pessoal ocupado total: 750: pessoas
PIB per capita a preços correntes - 2014: 20.546,29: reais
População residente : 4.403: pessoas
População residente - Homens: 2.248: pessoas
População residente - Mulheres: 2.155: pessoas
População residente alfabetizada: 3.722: pessoas
População residente que frequentava creche ou escola : 1.432: pessoas
População residente, religião católica apostólica romana: 3.491: pessoas
População residente, religião espírita: -: pessoas
População residente, religião evangélicas: 883: pessoas
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Rural: 1.891,95: reais
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Urbana: 1.660,12: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Rural: 424,55: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Urbana: 510,00: reais
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - 2010 (IDHM 2010): 0,700:

Fonte:IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística


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