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Cametá - Pará



Cametá faz parte do estado do Pará. Encontra-se a uma latitude 02º14′40" sul e a uma longitude 49º29′45" oeste, estando a uma altitude de 150 metros. A população avaliada em 2006 era de 106 814 habitantes. Possui uma área de 3122,899km². Foi elevada a município em 1635.

Cametá localizado à margem esquerda do Rio Tocantins, linha do seu território habitados por nativos denominados de Caamutás. Em seu território habitavam outras tribos, todos pertencentes ao grupo étnico dos Índios Tupinambás.

A denominação Cametá, de origem Tupi, relaciona-se ao fato dos Índios Camutás, construírem nos troncos das árvores casas para espera de caça, conhecida também como Caa-muta, que em linguagem nativa, significa armação elevada de copa de árvore, pois Caa é explicado como Mato, floresta ou bosque e Muta como degrau, armação ou elevação.

História da cidade de Cametá

Em 1617, o Frei Cristóvão de São José subiu o Rio Tocantins, a mando de Jerônimo de Albuquerque para reconhceimento e catequese dos índios Camutá. Após árduo trabalho de catequização, Frei Cristóvão fez nascer a povoação dos Camutás às margens do Tocantins, em 1620, estabelecendo, dessa forma, os princípios da colonização dos Camutá.

Em 24 de dezembro de 1635, Feliciano Coelho de Carvalho ancorou sua caravela na primeira porção de terra firme da margem esquerda do Tocantins. Encontrou a tribo dos Camutás já pacificada pelo Frei Cristovão de São José e fundou a Vila Viçosa de Santa Cruz do Camutá, a primeira cidade no baixo Rio Tocantins. Mais de três séculos e meio depois, Cametá é um dos portos mais importantes do Pará.

O Município de Cametá é o mais antigo e tradicional dos baixos rios do Tocantins, pela sua importância histórica empresta seu nome à microrregião de Cametá. Com uma história interessante, Cametá passou à categoria de Patrimônio Histórico Nacional pela Lei Federal nº 7537, de 16 de setembro de 1986.

Tão logo foi fundada Belém, as atenções dos colonizadores portugueses voltaram-se para a zona do Rio Tocantins, mesmo porque franceses e holandeses já tinham se estabelecido no Nordeste e feito o reconhecimento para exploração desta região. Com a expulsão dos estrangeiros intensificou-se a colonização na região para que a Coroa Portuguesa não perdesse território em função do Tratado de Tordesilhas. Assim sendo, mais de um século após o descobrimento do Brasil, Cametá foi a segunda localidade fundada no Pará.

As primeiras incursões foram dos padres jesuítas, que no afã da catequização avançaram aos mais longínquos e inóspitos rincões. Deste modo, o novo governador do Maranhão e Grão-Pará, Jerônimo de Alburquerque, incumbe os padres capuchos de Santo Antônio da catequese do gentio no território que governa. Por estas plagas habitavam os índios Camutás, possivelmente uma tribo pertencente à grande nação Tupinambá, pois utilizavam o tupi como idioma. Ressalte-se que essa língua já foi a mais falada nessa região.

O primeiro sacerdote a realizar o trabalho de catequese foi Frei Cristovão de São José. Por aqui ele aportou por volta de 1617 numa faixa de terra que é a primeira porção de terra firme às margens do Tocantins, chamada atualmente de Cametá-Tapera. Imediatamente entrou em contato com a tribo dos Camutás, conhecidos como hábeis remadores e exímios caçadores. Depois de árdua catequese conseguiu arrebanhar os índios para a cricunvizinhança de uma ermida às margens do rio, isso ocorreu por volta de 1620. Essa povoação serviria posteriormente como alicerce para a donataria de Feliciano Coelho de Carvalho.

A donataria de Camutá foi concedida a Feliciano Coelho de Carvalho por ato do governador do Maranhão e Grão-Pará, Francisco Coelho de Carvalho, que em 14 de dezembro de 1633 doou para seu filho a vasta capitania que cobria todo o vale do Rio Tocantins. Depois foi criada a donataria de Baião que da Ponta do Marariá estendia-se até os limites da Província do Grão-Pará, sendo território do Município de Baião, deste foram desmembrando-se paulatinamente os burgos do Itacaiúnas (atual Marabá) e outros como Tucuruí e Itupiranga que já pertenceram ao território de Baião.

Gentílico: cametaense

Formação administrativa

Distrito criado com a denominação de Vila Viçosa de Santa Cruz de Camutá, em 1635. Elevado à categoria de vila com a denominação de Vila Viçosa de Santa Cruz de Camutá, em 24-12-1635.

Elevado à condição de cidade e sede do município com a denominação de Cametá, pela lei provincial nº 145, de 24-10-1848.

Pela lei provincial nº 228, de 20-12-1853, é criado o distrito de Mocajuba e anexado ao município de Cametá.

Pela lei 707, de 05-04-1872, foi desmembrado do município de Cametá o distrito de Mocajuba, elevado à categoria de município.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 9 distritos: Cametá, Paruru, Tamanduá, Joroca, Limoeiro, Curuçambaba, Maú, São Benedito(Moiraba) e Providência.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído apenas do distrito sede.

Em divisões territoriais datadas de 31-12-1936 e 31-12-1937, o município aparece constituído de 10 distritos: Cametá, Carapajó, Conceição, Curuçambaba, Joroca, Juaba, Limoeiro, Providência, São Benedito (Moiraba) e São Raimundo dos Furtados.

Pelo decreto-lei estadual nº 2972, de 31-03-1938, são extintos os distritos de Conceição, Limoeiro, Providência e São Raimundo dos Furtados sendo seus territórios anexados ao distrito sede de Cametá, e o distrito de São Raimundo dos Furtados anexado ao distrito de Juaba, pertencente ao município de Cametá.

Pelo decreto-lei estadual nº 3131, de 31-10-1938, o distrito de Limoeiro passou a denominar-se Janua Coeli.

No quadro fixado, para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 6 distritos: Cametá, Carapajó, Curuçambaba, Janua Coeli (ex-Limoeiro), Juaba e São Benedito (Moiraba).

Pelo decreto-lei estadual nº 4505, de 30-12-1943, o distrito de São Benedito passou a denominar-se oficialmente Moiraba.

Em divisão territorial datada de 01-07-1950, o município é constituído dos 7 distritos: Cametá, Carapajó, Curuçambaba, Janua Coeli (topônimo grafado como Joana Coeli), Juaba, Moiraba e São Raimundo dos Furtados.

Em divisões territoriais datadas de 01-07-1955, o município é constituído de 7 distritos: Cametá, Carapajó, Curuçambaba, Janua Coeli, Juaba, Moiraba e São Raimundo dos Furtados.

Pelo acórdão do Superior Tribunal Federal de 04-10-1955, é extinto o município de Limoeiro do Ajuru, sendo seu território anexado ao distrito sede de Cametá. Este município restabeleceu a sua condição de cidade pela lei estadual nº 2460 de 30-12-1961, cujo território compreendia os extintos distritos de Conceição, Providência e Porto Ajuru.

Em divisão territorial datada de 01-07-1960, o município é constituído de 6 distritos: Cametá, Carapajó, Curuçambaba, Janua Coeli, Juaba e Moiraba.

Pela lei estadual nº 2460, de 29-12-1961, é criado novamente o distrito de São Raimundo dos Furtados com terras desmembradas do distrito sede de Cametá e anexado ao distrito de Juaba.

Em divisão territorial datada de 31-12-1963, o município é constituído de 7 distritos: Cametá, Carapajó, Curuçambaba, Janua Coeli, Juaba, Moiraba e São Raimundo dos Furtados. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31-12-1968.

Pela lei estadual nº 4606, de 12-12-1975, é criado o distrito de Vila do Carmo do Tocantins e anexado ao município de Cametá.

Em divisão territorial datada de 18-08-1988, o município é constituído de 7 distritos: Cametá, Carapajó, Curuçambaba, Janua Coeli, Juaba, Moiraba e Vila do Carmo do Tocantins.

Pela lei estadual nº 5.333 de 28-07-1986 é criado o distrito de Areião no município de Cametá.

Em divisão territorial datada de 15-07-1997, o município é constituído de 8 distritos: Cametá, Areião, Carapajó, Curuçambaba, Janua Coeli, Juaba, Moiraba e Vila do Carmo do Tocantins. Essa divisão territorial permaneceu também em 15-07-1999.

Em 22-10-2003 foi instalado o distrito de Torres de Cupijó criado pela lei municipal 038 de 26-06-2003.

Em 28-06-2003 foi instalado o distrito de Porto Grande criado pela lei municipal nº 037 de 26-06-2003.

A composição distrital atual (com base na lei nº 086 - Plano Diretor do Município, de 19-06-2007) do município é: Cametá (sede), Areião, Carapajó, Curuçambaba, Juaba, Janua Coeli, Porto Grande, São Benedito de Moiraba, Torres de Cupijó, Vila do Carmo do Tocantins.

Fonte: IBGE

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Síntese das Informações
Área da unidade territorial - 2015: 3.081,367: km²
Estabelecimentos de Saúde SUS: 34: estabelecimentos
Matrícula - Ensino fundamental - 2015: 29.799: matrículas
Matrícula - Ensino médio - 2015: 6.405: matrículas
Número de unidades locais: 343: unidades
Pessoal ocupado total: 7.717: pessoas
PIB per capita a preços correntes - 2014: 6.518,87: reais
População residente : 120.896: pessoas
População residente - Homens: 62.016: pessoas
População residente - Mulheres: 58.880: pessoas
População residente alfabetizada: 90.732: pessoas
População residente que frequentava creche ou escola : 49.471: pessoas
População residente, religião católica apostólica romana: 99.133: pessoas
População residente, religião espírita: 12: pessoas
População residente, religião evangélicas: 16.303: pessoas
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Rural: 855,90: reais
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Urbana: 1.637,05: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Rural: 100,00: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Urbana: 227,50: reais
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - 2010 (IDHM 2010): 0,577:

Fonte:IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

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