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São Gotardo - Minas Gerais



São Gotardo faz parte do estado de Minas Gerais, localizado na mesorregião do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba. A população avaliada em julho de 2009 é de 32.580 habitantes de acordo com o IBGE. Possui grande número de descendentes japoneses que migraram nos anos 1970 devido ao programa federal PADAP (Programa de Assentamento Dirigido do Alto Paranaíba). Desde o início dos anos 2000, o município de São Gotardo detém uma das maiores taxas de crescimento populacional de toda a região do Alto Paranaíba, fator relacionado a grande oferta de trabalho local, somada a alta remuneração de seus trabalhadores, o que tem contribuído para uma escassez de mão de obra.

A produção agrícola é conhecida pela alta produtividade por hectare, superando padrões norte-americanos de rendimentos por área.

Os primeiros habitantes da região da Mata da Corda e adjacências, compreendendo também a faixa territorial em que se acha localizado o município de São Gotardo, anteriormente à fundação do primitivo arraial, derivam, certamente, das expedições que penetravam o sertão, não só visando à fiscalização da cata do ouro e comércio de pedras preciosas, como também povoando os lugares por onde passavam, construindo fazendas, fundando povoados, erigindo capelas. O nome do município se deve ao seu fundador, Joaquim Gotardo de Lima.

História da cidade de Nos primórdios do século XIX, Antônio Valadares e Domingos Pereira Caldas, saindo da região de Pitangui em busca de terras de cultura, fixaram-se às bordas da Mata da Corda. O primeiro estabeleceu-se próximo ao atual "Córrego Confusão" e o segundo aposseou-se de terras a quatro léguas de distância do primeiro, no lugar hoje denominado "Campos Domingos Pereira".

Em 1836, proveniente do Arraial de Carrancas, Joaquim Gotardo de Lima e Leonel Pires Camargos, vêm residir no local em que hoje se acha a cidade de São Gotardo, em terrenos de Antônio Valadares. Joaquim Gotardo, adquirindo prestígio ali era, em 1oº de agosto de 1837, nomeado Inspetor Interino de Quarteirão. O núcleo populacional cresceu em torno da propriedade de Gotardo e passou a chamar-se "Arraial da Confusão". Até 1852, chegaram ao Arraial da Confusão, estabelecendo-se nele ou nos arredores, as seguintes pessoas, e quase todas se tornaram no local, tronco de famílias que viriam a desempenhar importante papel no crescimento e desenvolvimento da nova comunidade: José Lopes Ribeiro, Gabriel e Francisco Rodrigues Ribeiro, José Manoel Fonte Boa, Padres João Paulino e Antônio Estevam, uns provenientes de Cajuru, outros vindos de Santo Antônio da Pedra; Gabriel Resende, de Lagoa Dourada; Bernardo Ladeira, de Formiga, e Francisco Cunha. A 4 de maio de 1852, por Lei provincial, a localidade passou a chamar-se São Sebastião do Pouso Alegre e foi elevada a categoria de distrito do município de Pitangui. Sobre os dois primeiros nomes da povoação, há duas afirmativas: uma asseverando ter sido Confusão o nome primitivo e outra, São Sebastião do Pouso Alegre. Com referência às origens desses nomes há uma explicação: pequena caravana de viajantes ao passar por ali, dividiu-se por qualquer motivo em dois grupos, que permaneceram separados por algum tempo, devido a extravio. Quando voltaram a se encontrar, depois daquela "confusão", houve alegria geral e o grupo "pousou alegre" no local que se tornou berço da atual cidade de São Gotardo. Em um artigo sobre a cidade e o município de São Gotardo, de autoria do Padre José Batista dos Santos, publicado no Semanário "A Luz", da cidade de Luz, vê-se o nome de "São Sebastião do Pouso Alegre da Confusão", havendo diante da explicação da origem dos dois nomes. a possibilidade de ter o lugar recebido, ao mesmo tempo, os nomes de "Confusão" e "São Sebastião do Pouso Alegre". O território pertenceu primitivamente, ao bispado de Pernambuco. Por volta de 1855, passou ao bispado de Mariana, dando-se, nessa ocasião, o falecimento do Padre João Paulino, ocupando o seu lugar o Padre João Gonçalves de Freitas, que se tornou o primeiro vigário do Povoado. A povoação que até 1862 pertencia à paróquia de Santo Antônio dos Tros, foi neste mesmo ano, por Dom Antônio Ferreira Viçoso, elevada à categoria de Paróquia de São Sebastião. Em 1864 começou a ser construida, com a ajuda do povo, a primeira igreja-matriz, no local onde fora erigida a primeira capela. Em 19 de julho de 1872 foi criada a freguesia, sendo, neste mesmo ano, substituido o antigo vigário, padre João Gonçalves de Freitas, por Padre Antônio Teixeira do Carmo. Em 1873 foi construido o primeiro cemitério do município, no local onde se ergue a atual matriz, que é a segunda. A vila de São Sebastião do Pouso Alegre teve seu topônimo mudado em 27 de agosto de 1885, para vila de São Gotardo, em memória de Joaquim Gotardo de Lima, considerado o fundador da cidade que, ao que parece, não viveu no lugar pelo resto de sua vida. Não se tem notícia de terem ficado, no município descendentes dele. Tendo pertencido inicialmente ao município de Pitangui, a vila passou deste o município de São Francisco das Chagas do Campo Grande, e depois para o de Abaeté, sendo novamente transferido, em 11 de novembro de 1890, para o município de Carmo do Paranaiba. Em 1911, com a criação do município de Rio Paranaiba a vila de São Gotardo passou a jurisdição da nova comuna. Em 18 de setembro de 1914, a sede do município de Rio Paranaiba, que ficava na povoação de São Francisco das Chagas do Campo Grande, passando o município a ter este topônimo. A vila de São Gotardo passou a ter foros de cidade em 10 de setembro de 1925. FORMAÁÁO ADMINISTRATIVA: com a denominação de São Sebastião de Pouso Alegre, foi criado o distrito pela Lei provincial número 575, de 4 de maio de 1852, elevado á categoria de freguesia, com o mesmo nome, por efeito da Lei provincial numero 1905, de 19 de julho de 1872. A Lei provincial numero 3300, de 27 de agosto de 1885, mudou para São Gotardo o nome do ditrito, que, primitivamente, pertencera ao município de Pitangui e depois a São francisco das Chagas e a Abaeté, transferindo para Carmo do Paranaiba, por força do Decreto de 11 de novembro de 1890. A criação do distrito foi confirmada pela Lei estadual numero 2, de 14 de setembro de 1891. A LEi estadual numero 556, de 30 de agosto de 1911 criou com território desmembrado do de Carmo do Paranaiba e sede na povoação de São Francisco da Chagas do campo Grande, o município de Rio Paranaiba, o qual, segundo a "Divisão Administrativa, em 1911", se divide em três distritos: Rio Paranaiba, São Gotardo e São Jerônimo dos Poçãoes. A instalação de novel comuna realizou-se a 1oº de junho de 1912. Teve o município de Rio Paranaiba a denominação de São Gotardo, em virtude da mudança de sua sede para a povoação deste nome, por efeito da lei estadual numero 622, de 18 de setembro de 1914. Em face da lei estadual numero 843, de 7 de setembro de 1923, São Gotardo perdeu o distrito de Rio Paranaiba, desligado para constituir o novo município de Rio Paranaiba. Ainda por efeito dessa Lei, criou-se, com território do distrito-sede de São Gotardo, o distrito de São José das Perobas, modificaçãoes que deram ao município em apreço, na divisão administrativa do estado, fixada pela supracitada lei, a seguinte formação distrital: São Gotardo, São Jerônimo dos Poçãoes e São José das Perobas. A Lei estadual numero 893, de 10 de setembro de 1925, concedeu foros de cidade à sede municipal. Segundo o quadro da adivisão administrativa, concernentes ao ano de 1933, contido no "Boletim do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio", o município em apreço aparece constituido pelos distritos de São Gotardo, São Jerônimo dos Poçãoes e São José das Perobas, assim permanecendo nos quadros territoriais datados de 31-12-1936 e 31-12-1937, e no anexo ao Decreto-Lei estadual numero 88, de 30 de março de 1938, devendo notar-se, porém, que, em 1936, o distrito de São jerônimo dos Poçãoes, e, em 1937 e 1938, ele aparece com o nome de São Joaquim dos Poçãoes. Na diisão administrativa estadual , vigente no qüinqüênio 1939-1943, estabelecida pelo Decreto-lei estadual numero 148, de 17 de dezembro de 1938, os distritos de São Gotardo, Funchal (ex-São Jose das Perobas) e São Jerônimo dos Poçãoes são os de que compãoe o municipio de São Gotardo. po efeito do Decreto-Lei estadual número 1058, de 31 de dezembro de 1943, o município de São Gotardo perdeu o distrito de São Jerônimo dos Poçãoes, transferido para o novo município de Campos Altos, recem-criado, e passou a abranger o distrito de Matutina, instituido com parte do distrito-sede de São Gotardo. Assim na divisão territorial judiciária-administrativa do estado, estabelecida po esse Decreto-Lei, para vigorar no qüinqüênio 1944-1948, o município de São Gotardo se forma do distrito-sede e dos de Funchal e Matutina. Com a última dicisão territorial feita no Estado o municío de São Gotardo perdeu o distrito de Matutina, que foi desmembrado para constituir o novo município de Matutina, por força da Lei estadual numero 1039 de 12 de dezembro de 1953, depois de ter sido aprovada a emancipação pela Resolução numero 10, de 02-09-1953, da Câmara Municipal de São Gotardo. Pela mesma Lei numero 1039 foi criado o distrito de Rosalinda, com território do distrito-sede de São Gotardo. O distrito de Rosalinda foi instalado em 29 de abril de 1956, tendo como sede a vilka Rosalinda (ex-povoado de Santa Rosa). Com estas modificaçãoes, o município de São Gotardo ganhou a formação distrital: São Gotardo, Funchal e Rosalinda. FORMAÁÁO JUDICIÁRIA: Em 1915, pela Lei numero 663, foi criado o termo judiciário, anexo à comarca de Patos de Minas e compreendendo os municípios de São Gotardo e Tiros. O termo foi instalado em 14 de julho de 1917. O Decreto estadual numero 155, de 30 de julho de 1935, criou a comarca de São Gotardo que nos quadros de divisão territorial datados de 31-12-1936 e 31-12-1937, bem como no anexo ao Decreto-lei estadual numero 88, de 30 de março de 1938, tem sob sua jurisdição os termos judiciários de São gotardo de Rio Paranaiba, e o segundo, pelo de Tiros. A comarca foi instalada a 2 de abril de 1936. A mesma situação observa-se nas divisãoes territoriais judiciário-administrativas do Estado, em vig~encia nao s quinquenios 1939-1943 e 1944-1948, estabelecidas respectivamente, pelos decretos-leis estaduais numeros 148, de 17 de dezembro de 1938, e 1058, de 31 de dezembro de 1943 apenas com alteração na composição do termo de Tiros, que, no último quinquenios se compãoe dos municípios de Tiros e São Gonçalo do Abaeté. em 1948, foram criadas as comarcas de Tiros e Rio Paranaiba, sendo instalada a ultima em 23 de setembro de 1950. Assim, a comarca de São Gotardo ficou abrangendo aprnas o município do mesmo nome. E com o desmembramento do distrito de Matutina, que passou a constituir um novo município por efeito da Lei estadual numero 1039, de 12-12-1953, a comarca de São Gotardo ficou composta dos municípios de São Gotardo e Matutina. O município situa-se na Zona Oeste do Estado de Minas Gerais. O aspecto geral do seu território é semimontanhoso. Sua área é de 1156 quilômetros quadrados. A sede municipal a 1100 metros de altitude tem como coordenadas geográficas 19oº 20` de latitude sul e 46oº 03`de longitude W. Dista da capital do estado em linha reta, 233 quilômetros no rumo O.N.O.

Fonte: ENCICLOPÁDIA DOS MUNICÁPIOS BRASILEIROS - 29 DE MAIO DE 1959 - PLANEJADA E ORIENTADA POR JURANDIR PIRES FERREIRA - PRESIDENTE DO IBGE -

Autor do Histórico: HÁLIO SOARES PEREIRA

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Síntese das Informações
Área da unidade territorial - 2015: 866,087: km²
Estabelecimentos de Saúde SUS: 13: estabelecimentos
Matrícula - Ensino fundamental - 2015: 5.160: matrículas
Matrícula - Ensino médio - 2015: 1.349: matrículas
Número de unidades locais: 902: unidades
Pessoal ocupado total: 7.015: pessoas
PIB per capita a preços correntes - 2014: 16.691,49: reais
População residente : 31.819: pessoas
População residente - Homens: 16.096: pessoas
População residente - Mulheres: 15.723: pessoas
População residente alfabetizada: 27.082: pessoas
População residente que frequentava creche ou escola : 8.615: pessoas
População residente, religião católica apostólica romana: 24.400: pessoas
População residente, religião espírita: 381: pessoas
População residente, religião evangélicas: 4.465: pessoas
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Rural: 1.578,13: reais
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Urbana: 2.583,90: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Rural: 510,00: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Urbana: 512,00: reais
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - 2010 (IDHM 2010): 0,736:

Fonte:IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

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