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Mercês - Minas Gerais



Mercês faz parte do estado de Minas Gerais. A população avaliada em 2004 era de 10.054 habitantes.

Capelinha das Mercês era como se designava o local, a princípio. Era uma pequena capela coberta com folhas de palmito. Aí se formou a povoação designada, às vezes, por Mercês do Pomba, com gente oriunda principalmente de Barbacena. O padre Jacó Henrique Pereira Brandão foi o primeiro capelão e quem instituiu o patrimônio, conforme escritura de 10 de outubro de 1791. Em 1811 foi a capela ampliada e melhorada, por iniciativa do alferes José Gonçalves Jorge, José da Costa Batista, Narciso José Cristo e outros moradores. Um novo cemitério foi construído, então, mais próximo à nova igreja. Como a estrada que ligava Vila Rica ao Rio passava pelo povoado de Mercês do Pomba, novas construções foram surgindo ao longo da estrada, o que explica a extensão e mau alinhamento da rua principal. Em 7 de abril 1841 foi criada a freguesia como Nossa Senhora das Mercês. Em 1882 foi construída a Matriz, por iniciativa do vigário, padre Luís Carlos da Rocha. Em 30 de agosto de 1911 foi criado o município de Mercês do Pomba, desmembrado do de Rio Pomba. Em 7 de setembro de 1923 o município passou a ser denominado de Mercês.

Encontra-se na Mesorregião da Zona da Mata, a uma latitude 21º11′39" sul e a uma longitude 43º20′29" oeste. A sede dista por rodovia 228 km da capital Belo Horizonte. Possui uma área de 352,8 km².

Mercês

Os primitivos habitantes da região, até fins do século XVII, eram índios da tribo dos goitacases, senhores do Rio Paraíba e seus afluentes. Forçados pelo avanço da civilização ou por fatores outros, foram esses primitivos habitantes subindo em direção às nascentes do rio, dispersando-se em aldeamentos vários. Os primeiros desbravadores a travar conhecimento com esses indígenas denominaram-nos croatas, caiapós e pombas. Esse último nome coube às tribos que se adornavam com penas dessas aves e estendeu-se a toda a região, inclusive ao rio que, ainda hoje, é por ele conhecido.

´Região do Pomba´ foi, pois, a primeira denominação a abranger todo o extenso território onde surgiu o município de Pomba, do qual o povoado de Mercês veio a ser distrito, em 1841. Dos primeiros moradores brancos a se fixarem no distrito de Nossa Senhora das Mercês do Pomba, guardou a tradição o nome de um tal Vieira, aparentado com dois fundadores da cidade de Pomba, do mesmo sobrenome Vieira. Teria esse primeiro morador vindo à região atraído pela fama da existência de jazidas minerais; ao chegar, pernoitou à margem do rio Paciência, tendo sido então surpreendido pelos indígenas que lhe levaram toda a bagagem, inclusive a roupa do corpo, deixando-o qual novo Adão, naquele paraíso agreste. Mas, mesmo pelas contingências do momento, teve o branco de reagir às circunstâncias e o fez construindo a primeira morada, passando a integrar-se no sistema de vida do gentio, inclusive casando-se com algumas índias.

Foi ele o construtor da primeira capela, templo este, porém, destruído, posteriormente pelos próprios indígenas que julgaram a construção responsável por violenta epidemia que dizimava as tribos. Vieira reconstruiu a igrejinha e nela foi rezada missa pelo padre Manoel de Jesus Maria, cerca de cinqüenta anos depois.

Em 1767, o capitão-general Luís Diogo Lobo da Silva, governador da capitania, teve de conseguir um sacerdote que se encarregasse da catequese dos índios do rio Pomba, o que não foi de todo o fácil, dado o estado de ânimo sempre irritado daqueles gentios contra os invasores. A solução foi encontrada na pessoa do padre Manoel de Jesus Maria, brasileiro. Tendo recebido Alvará do Governo e Provisão da Cúria, que lhe davam autoridade civil e eclesiástica em todas as terras do índios Pomba, deixou Vila Rica em fins de novembro de 1767, acompanhado de um curador de índios e oito índios domésticos.

A pequena comitiva veio a cavalo até Guará-Piranga, onde deixaram os animais por não haver estradas. Daí ao termo da viagem, à taba central dos índios Pomba, conduziram a carga às costas, através da mata virgem. O jovem padre fundou então seu centro de catequese, de onde irradiou suas atividades por 44 anos, erigindo dezenas de aldeias, das quais algumas progrediram e tornaram-se, mais tarde, núcleo que deram origem às cidades de Pomba, Guarani, Rio Novo, Rio Branco, Ubá, Lima Duarte, São João Nepomuceno, São José do Além-Paraíba, Cataguases, Alto Rio Doce, e Mercês. Esse apóstolo morreu no dia 9 de dezembro de 1911. Padre Manoel de Jesus Maria, portanto, foi o primeiro a impulsionar, conscientemente, a fundação do município de Mercês.

Dos fatos mais característicos da história do município, há a registrar o de ter recebido a visita de um Presidente da Província que, ao despachar um ato de nomeação, mandou que o mesmo fosse iniciado com os dizeres, ´Palácio do Governo da Província de Minas Gerais, em Mercês do Pomba, aos sete de dezembro do ano da graça de 1856, etc.´, o que conferiu à vila o privilégio de capital da Província, por um dia, e prova a importância da povoação, já naqueles tempos. Outro episódio que demonstra essa importância foi a comemoração do centenário da primitiva capelinha local, no dia 24 de setembro de 1869, com a presença de vultos de importância na vida nacional, podendo ser citados os nomes de Mariano Procópio Ferreira Lages e Honório Ferreira Armond, mais tarde barão de Pitangui.

O povoado que, em 1801, era insignificante, foi elevado à freguesia em 1841. Com o advento da República, Mercês teve o seu primeiro Conselho distrital, eleito pelo povo, cabendo a presidência do mesmo ao Dr. Fernandes Teixeira de Souza Magalhães.

O município teve o seu serviço postal regular instalado em 1858; seu primeiro Grupo escolar data de 1917; um ramal de estrada de ferro, ligando o município a Palmira, em 1914; Telégrafo Nacional, água potável e iluminação elétrica em 1918.

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Mercês, pela Lei Provincial n°. 209, de 07-04-1841, e Lei Estadual n°. 2, de 14-09-1891, subordinado ao município de Pomba.

Elevado à categoria de vila com a denominação de Mercês, pela Lei Estadual n°. 556, de 30-08-1911, desmembrado de Pomba. Sede no antigo distrito de Mercês. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-06-1912.

Nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1-IX-1920, a vila é constituída distrito sede.

Elevado à condição de cidade com a denominação de Mercês, pela Lei Estadual n°. 893, de 10-09-1925.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: IBGE

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Síntese das Informações
Área da unidade territorial - 2016: 348,271: km²
Estabelecimentos de Saúde SUS: 11: estabelecimentos
Matrícula - Ensino fundamental - 2015: 1.339: matrículas
Matrícula - Ensino médio - 2015: 362: matrículas
Número de unidades locais: 211: unidades
Pessoal ocupado total: 1.168: pessoas
PIB per capita a preços correntes - 2014: 8.925,77: reais
População residente : 10.368: pessoas
População residente - Homens: 5.156: pessoas
População residente - Mulheres: 5.212: pessoas
População residente alfabetizada: 8.438: pessoas
População residente que frequentava creche ou escola : 2.548: pessoas
População residente, religião católica apostólica romana: 9.796: pessoas
População residente, religião espírita: 26: pessoas
População residente, religião evangélicas: 377: pessoas
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Rural: 1.059,34: reais
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Urbana: 2.053,74: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Rural: 255,00: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Urbana: 405,00: reais
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - 2010 (IDHM 2010): 0,664:

Fonte:IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

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