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Laje - Bahia



Laje faz parte do estado da Bahia. Encontra-se a uma latitude 13º10′56" sul e a uma longitude 39º25′30" oeste, estando a uma altitude de 190 metros. A população avaliada em 2004 era de 20 259 habitantes. Possui uma área de 499,422km². Uma mesma família dominou a política por mais de cinqüenta anos no século vinte.

De acordo com a tradição popular, uma enchente, desviando o curso do rio Jiquiriçá, provocou uma enorme destruição de um povoamento localizado à margem direita. Após o fato, os habitantes do local edificaram uma capela em louvor a Nossa Senhora das Dores em um ponto à margem esquerda e abaixo da cachoeira do Estouro, ficando protegidos de surpresas e rigores das enchentes periódicas. Por conta da existência de enormes lajedos, nas proximidades, o povoado foi denominado de Nova Laje. Município criado com o território do distrito de Nova Laje, desmembrado de Aratuípe e recebendo a denominação de Vila de Laje, por Lei Estadual de 20.07.1905. A sede foi elevada à categoria de cidade através Decreto Lei Estadual de 30.03.1938. E seu primeiro prefeito foi o senhor Leonel de Caldas Brito. Jequiriçá fez parte do movimento colonizador do século XVII, 1668 quando os bandeirantes foram pelo Rio Jaguaripe em direção a Ilhéus. Na mesma data Paulo de Argollo estabeleceu-se com Bernardo Ribeiro obtendo a sesmaria. As matas de vinhático do Jequiriçá eram onhecidas por Senhor do Bonfim das Velhas, depois Velhas e citadas em várias Cartas Régias no Brasil Colonial. Suas terras foram descobertas e conquistadas pelo bandeirante Aguiar Banige, no século XVIII. (Dicionário Geográfico e Histórico da Bahia/ Borges de Barros). A reguesia de Santo Antonio do Jiquiriçá foi criada, ainda no século XVIII, conforme registrou o vigário Felix Gonçalves da Silva, em 1757. Estando a maior parte das terras cobertas por florestas que abrigavam várias aldeias de índios pertencentes aos grupos Tupiniquin e Tupinaé. Todo o Recôncavo é demarcado por rios perenes: Paraguaçu, Serigi, Jaguaripe, Da Dona, Jiquiriçá, Una... A importância desses rios é a fixação do homem, facilitando sua vida. Citando o Jiquiriça os povoados e vilas que ai se formaram não foi diferente do que aconteceu no Paraguaçu, Jaguaripe, dentre outros. As culturas da cana-de-açúcar, da mandioca e a utilização das matas foram o sustentáculo da alimentação e da riqueza no período colonial. Já se plantava cana-de-açúcar no primeiro quartel do século XIX, nas terras tipo salão, diferentes do massapé do restante Recôncavo Baiano. A Cidade de Laje situase a sudeste do Recôncavo Baiano. Mem de Sá o conquistador do Recôncavo (Wanderley Pinho, p.37). O povoamento dos colonos portugueses no Recôncavo foi lento devido a resistência dos índios sendo apenas vencida com o terceiro Governador-Geral Mem de Sá que derrubou esta resistência exterminando grandes aldeamentos. Assim é que os índios Paiaiás permaneceram hostis no Vale do Paraguaçu incendiando fazendas e engenhocas até a segunda metade do século XVII. Em 1854, já há registro do funcionamento de onze engenhos e engenhocas com produção considerável de arrobas de açúcar. 1° engenho pertencente a Francisco Chagas Guimarães que trabalhava com roda dágua e plantava 50 tarefas de terras. Possuía 16 escravos, 4 empregados livres e 2 cavalos. Produzia duas mil arrobas de açúcar. 2º engenho propriedade do Padre Antonio Porfiro de Barros, com roda dágua plantando 30 tarefas de terras e não possuía escravos; tinha 10 empregados livres, 6 cavalos, 8 bois. Produzia mil e duzentas arrobas de açúcar. 3° engenho propriedade de Cipriano Francisco de Oliveira, com água plantando 40 tarefas de terras e possuía 14 escravos, 4 libertos, 10 bois, 8 cavalos. O

A economia de Laje é basicamente agrícola, com produção expressiva de produtos derivados da mandioca. Sua pecuária diversificada, conta com criações de bovinos, suínos, asininos e muares. Sua rede hoteleira possui 44 leitos. No ano de 2001 o município registrou 3607 consumidores de energia elétrica com um consumo de 4806mwh. Segundo dados da SEI/IBGE, o PIB do município par 2003 foi de R$ 48.647.352,00 e a estrutura setorial está distribuída da seguinte forma: 36,03% para agropecuária, 5,26% para indústria e 58,71% para serviços.

História da cidade de Laje

Segundo antigos moradores da região, por volta de 1850, uma enchente que desviou o curso do rio Jiquiriçá provocou total destruição de um pequeno povoado que existia na sua margem direita.

Os moradores do local reuniram-se e construíram uma capela sob a invocação de Nossa Senhora das Dores, dando início, assim, a um novo povoado, na margem esquerda do rio, e um pouco abaixo da Cachoeira do Estouro.

Em virtude da existência de enormes lajedos nas proximidades, o povoado passou a denominar-se Nova Laje.

A povoação progrediu com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro de Nazaré, em 1901, ampliando-se bastante o número de habitação em torno da Estação Ferroviária ali edificada.

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Lage, pela Lei Provincial n.º 929, de 02-05-1864, subordinado ao município de Aratuípe.

Elevado à categoria de município com a denominação de Lage, pela Lei Estadual n.º 595, de 20-07-1905, desmembrado de Aratuípe. Sede na antiga povoação de Nova Lage. Constituído do distrito sede.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede.

Pelo Decreto Estadual n.º 8.296, de 07-02-1933, foram criados os distritos de Capão e Engenheiro Pontes e anexados ao município de Lage.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 3 distritos: Lage, Capão e Engenheiro Pontes.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, município aparece grafado Laje é constituído de 3 distritos: Laje (ex-Lage), Capão e Engenheiro Pontes.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município permanece constituído de 3 distritos: Laje, Capão e Engenheiro Pontes.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: Prefeitura Municipal

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Síntese das Informações
Área da unidade territorial - 2016: 449,834: km²
Estabelecimentos de Saúde SUS: 7: estabelecimentos
Matrícula - Ensino fundamental - 2015: 3.648: matrículas
Matrícula - Ensino médio - 2015: 815: matrículas
Número de unidades locais: 140: unidades
Pessoal ocupado total: 1.369: pessoas
PIB per capita a preços correntes - 2014: 7.487,62: reais
População residente : 22.201: pessoas
População residente - Homens: 11.286: pessoas
População residente - Mulheres: 10.915: pessoas
População residente alfabetizada: 14.958: pessoas
População residente que frequentava creche ou escola : 7.219: pessoas
População residente, religião católica apostólica romana: 16.640: pessoas
População residente, religião espírita: 25: pessoas
População residente, religião evangélicas: 3.741: pessoas
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Rural: 756,98: reais
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Urbana: 1.129,30: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Rural: 165,00: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Urbana: 266,67: reais
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - 2010 (IDHM 2010): 0,586:

Fonte:IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Laje: Imagens da cidade e Região

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Comentários (1)

  1. Samuel Carlos de Santana's avatarSamuel Carlos de Santana

    Boa Vista (RR), 15 de agosto de 2017.

    Meu pai, Gracindo José de Santana, filho de Apulcro José de Santana e Maria Eleutéria de Santana, nasceu em Laje. Ultimamente, tenho estudado e pesquisado sobre as minhas raízes.

    Eng° Agr° Samuel Carlos de Santana

    Boa Vista - Roraima

    #1 – 15/08/2017 - 17:05

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