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Irecê - Bahia



Irecê faz parte do estado da Bahia.

Irecê é um nome indígena, dado pelo Tupinólogo Teodoro Sampaio, em substituição ao nome Carahybas. Irecê significa “pela água, à tona d’água, à mercê da corrente.

O município de Irecê foi criado em 2 de agosto de 1926, pela lei 1896, assinada no Palácio do Governo por Francisco Marques de Góes Calmon, com a denominação de Vila de Irecê. No entanto, por não ter renda suficiente que o caracterizasse como município, foi anexado a Morro do Chapéu, em 8 de Julho de 1931, pelo decreto nº 7479, assinado no Palácio do Governo, por Arthur Neiva – Bernardino José de Souza.

História da cidade de IRECE

Irecê é um nome indígena, dado em substituição ao nome Carahybas e significa pela água, à tona dágua, à mercê da corrente.

Para sabermos um pouco mais da história de nossa cidade, é preciso voltarmos num tempo longínquo e conhecermos os primeiros donos destas terras.

No ano de 1624 a Bahia começou a ser invadida pelos holandeses. Naquela época um homem se destacou, porque lutou bravamente contra os invasores. Chamava-se Antônio de Brito Corrêa, pai de Antônio Guedes de Brito.

Antônio Guedes de Brito residia em Morro do Chapéu, desde o ano de 1663 e carregava no sangue a valentia do pai. Em sua época a região do Rio São Francisco vivia atormentada por bandidos, mamelucos e negros aquilombados.

Incumbido pelo rei de Portugal para pacificar a região do São Francisco, Antônio Guedes de Brito entrou em ação e em pouco tempo trouxe de volta a paz em toda a região. Como recompensa o rei lhe deu uma sesmaria remuneratória de 160 léguas de terras que abrangia a área de terras de Irecê e de diversas outras cidades da região, transformando-o no maior latifundiário de toda a Bahia.

Uma curiosidade: Antônio Guedes de Brito, primeiro proprietário dos férteis terrenos de Irecê, foi o ancestral da Casa da Ponte, denominação dada a uma das mais notáveis famílias tanto no Brasil quanto em Portugal. Desta família surgiu D. João Saldanha da Gama de Melo e Torres, sexto Conde da Ponte, que governou a Bahia durante o período de 1805 a 1810.

O Conde da Ponte, João de Saldanha da Gama Mello Torres Guedes de Brito e a Condessa da Ponte D. Maria Constança de Saldanha Oliveira e Souza, desmembraram, no dia 21 de fevereiro de 1807, a sesmaria remuneratória. Retiraram da grande sesmaria uma porção de terras que denominaram Barra de São Rafael e venderam para Filipe Alves Ferreira e Antônio Teixeira Alves, pela quantia de 1.200$000 (um conto e duzentos mil réis).

21 de fevereiro de 1807 foi um marco para nós, porque naquela data se comercializou pela primeira vez com os terrenos onde foi construída a atual Irecê.

Barra de São Rafael era um latifúndio gigantesco. Uma parte de suas terras, chamada de Lagoa Grande foi vendida a Joaquim Alves Ferreira, Joaquim Gomes Pereira e Domiciano Barbosa Pereira, os quais venderam para João José da Silva Dourado em 29 de Agosto de 1840.

Três décadas depois, ou seja, no ano de 1877, Antônio Alves de Andrade , Hermógenes José Santana, Sabino Badaró, Joaquim José de Sena, Deoclides José de Sena, José Alves de Andrade, Benigno Andrade, entre outros, chegaram a Caraíbas e encontraram abundantemente água, caça e terrenos férteis, requisitos básicos para a sobrevivência deles.

Estes moradores habitaram inicialmente embaixo duma quixabeira secular, que se encontra até os dias de hoje, na Av. Tertuliano Cambuí, no quintal de dona Nita. Depois construíram suas casinhas de enchimento, desmataram uma parte da área e começaram a desenvolver a agricultura e a pecuária.

Anos depois chegaram aqui os herdeiros dos terrenos, entre eles Martiniano Marques Dourado e Clemente Marques Dourado, descendentes de portugueses. Estes cidadãos e muitos outros promoveram o desenvolvimento de Irecê, produzindo milhares de arroubas de algodão, criando centenas de cabeças de gado e trazendo produtos de fora para serem vendidos entre os habitantes locais.

Emancipação política

31 de maio de 1933, decreto de nº 8.452, assinado pelo governador Juracy Magalhães Este decreto revogava todos os anteriores e tornava Irecê uma cidade independente de Morro do Chapéu.

Fonte: Fonte: IRECê - HISTóRIA, CASOS E LENDAS e IRECê - UM PEDAçO Histórico DA BAHIA, autor Jackson Rubem

Autor do Histórico: EDIL DA SILVA DOURADO

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Síntese das Informações
Área da unidade territorial - 2015: 319,028: km²
Estabelecimentos de Saúde SUS: 15: estabelecimentos
Matrícula - Ensino fundamental - 2015: 10.806: matrículas
Matrícula - Ensino médio - 2015: 5.674: matrículas
Número de unidades locais: 2.071: unidades
Pessoal ocupado total: 12.794: pessoas
PIB per capita a preços correntes - 2014: 12.387,59: reais
População residente : 66.181: pessoas
População residente - Homens: 32.018: pessoas
População residente - Mulheres: 34.163: pessoas
População residente alfabetizada: 52.216: pessoas
População residente que frequentava creche ou escola : 21.080: pessoas
População residente, religião católica apostólica romana: 42.877: pessoas
População residente, religião espírita: 1.193: pessoas
População residente, religião evangélicas: 10.858: pessoas
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Rural: 741,22: reais
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Urbana: 1.756,18: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Rural: 184,40: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Urbana: 303,33: reais
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - 2010 (IDHM 2010): 0,691:

Fonte:IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Irecê: Imagens da cidade e Região

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