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Conde - Bahia



Conde faz parte do estado da Bahia. Encontra-se a uma latitude 11º48′49" sul e a uma longitude 37º36′38" oeste, estando a uma altitude de 12 metros. A população avaliada em 2004 era de 22 620 habitantes. Possui uma área de 954,452 km².

Os selvagens índios da tribo Tupinambás foram os primeiros habitantes de Conde em terras que os jesuítas haviam adquirido através da concessão de Garcia D’ávila, em 1650. Colonos portugueses e outros, atraídos pela fertilidade das terras, fizeram residência no local onde se criava o então povoado de Itapicuru de Baixo. Em 1702, foi elevado à categoria de Freguesia com a construção da Igreja de Nossa Senhora do Monte de Itapicuru da Praia. Em 17 de dezembro de 1806, através de requerimento assinado pelo povo, foi elevada a Vila pelo ouvidor Navarro, com a denominação de Conde, em cumprimento à ordem do “Conde dos Arcos” de cujo título surgiu a denominação. Assim, o município da Vila do Conde teve os seus órgãos competentes criados e passou por diversas fases de desenvolvimento alcançando a República e aderindo a ela. Até 1912, a sede da Vila e município permaneceu no mesmo local de sua criação. Porém, uma enorme enchente do rio Itapicuru que corta até hoje a cidade, destruiu e devastou a sua economia. Em 10 de junho do mesmo ano, a sede do município, por força da Lei Estadual Nº 889 foi transferida para o Arraial de Esplanada. Passaram-se alguns anos e o povo do Conde tomou consciência do absurdo dessa submissão, visto que a frente econômica maior era do Conde e Esplanada usufruiu de todos os direitos. Depois de muita luta e até mesmo levante que resultou na morte do condense Minervino do Carmo, o município de Conde foi considerado como território desmembrado e livre de Esplanada. Quando o Conde era subordinado a Esplanada o seu primeiro Intendente foi o Coronel Joaquim Macêdo (Quimquim) ceceado em Esplanada. O Dr. Alcides Brito queria se reeleger mais não admitia a independência de Conde. O movimento emancipacionista cresceu através de figuras como o Sr. Lamberto Pinto que se incumbira de preparar o documento oficial. Outro líder importante foi o alfaiate Minervino do Carmo que junto a Rodolfo Lins, da histórica fazenda São Bento, Antônio Castro, Alímpio Costa, Euclides Valença, entre outros, conseguiram tornar o Conde livre. Na ocasião o governador da Bahia, Juraci Magalhães, por intermédio do jornalista e deputado Dr. Altamirando Requião, nomeou Hermógenes Gomes Nascimento como primeiro prefeito de Conde. Daí então o fato do Sr. Alcides Brito, contragosto, ter sido obrigado a confirmar a emancipação e com a morte de Minervino do Carmo, o Conde foi desmembrado de Esplanada em 10 de agosto de 1935. O município está localizado no Litoral Norte da Bahia e é banhado em toda a sua extensão pelo Oceano Atlântico. O Conde limita-se ao Norte com Jandaíra e Rio Real; ao Sul, com o Rio Inhambupe; ao Leste com o Oceano Atlântico e ao Oeste com Esplanada. A cidade tem uma distância de Salvador, em linha reta, de 151Km e pela BR-101 de 203Km. A população atual é de aproximadamente de 23.576 habitantes e sua base econômica principal é o turismo, a cultura do coco da Bahia e a pecuária.

És chama ardente que não se apaga E no litoral do norte da Bahia Despontas, Conde, como bela plaga, Sempre cortejada qual nobre rainha. Os tupinambás tribo bem antiga, Pelos jesuítas foram educados, Na terra de barões, de gente muito antiga, De povo alegre, destemido e enamorado. Rios e lagoas, belos coqueirais, Praias formosas, lindos recantos, Históricos lugares, vastos manguezais, São bases fortes de todos teus encantos. (bis) Lamberto pinto e outros batalharam, Lutando bravos pela emancipação De Minervino e sangue derramaram E o 10 de agosto marcou a redenção. De nomes importantes, Conde, és celeiro: Severino Vieira foi seu filho mais notável, Tornou-se um grande vulto brasileiro Fazendo do Conde uma terra memorável. Rios e lagoas, belos coqueirais, Praias formosas, lindos recantos, Históricos lugares, vastos manguezais, São bases fortes de todos teus encantos. (Bis) Letra: Jarbas carvalho de Oliveira

História da cidade de Conde

O território onde hoje está localizado o município de Conde era habitado primitivamente pelos aguerridos tupinambás.

No governo de Mem de Sá, os padres jesuítas, chefiados por Luís da Grã, ali chegaram em missão de catequese, ministrando os ensinamentos da doutrina cristã e pacificando com verdadeiro estoicismo e espírito de sacrifício os valentes índios tupinambás.

Os Jesuítas adquiriram, em 1621, vasta área de terras, por sesmaria e concessão de Garcia dAvila, as quais lhes foram definitivamente doadas, em testamento, no ano de 1650.

Nessas terras, doadas em testamento no ano de 1650, colonos portugueses, indígenas catequizados e escravos africanos dedicaram-se às culturas de cana-de-açúcar, fumo e criação de gado.

Com a colonização, foi criado o povoado, que recebeu o nome de Itapicuru de Baixo.

Em 1702 foi o povoado elevado à categoria de freguesia com a denominação de Nossa Senhora do Monte de Itapicuru da Praia.

Em 17 de dezembro de 1806, foi, a requerimento do povo, elevada à categoria de vila pelo Ouvidor Navarro, com a denominação de vila do Conde, sede do município de igual nome, nessa mesma data criado, em cumprimento das ordens do Conde dos Arcos de cujo título lhe veio a denominação.

Gentílico: condense

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Nossa Senhora do Monte de Itapicuru.da Praia, em 1702.

Elevado à categoria de vila com a denominação de Conde, em 17-12-1806. Sede na antiga vila de Conde.

Pela lei provincial nº 2359, de 01-08-1882, é criado o distrito de Palame e anexado ao município de Conde.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila é constituída de 3 distritos: Conde, Timbó e Palame.

Pela lei estadual nº 889, de 10-06-1912, transfere a sede da vila de Conde para o arraial de Esplanada. Conservando porém, o município o seu primitivo topônimo Conde.

Nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1-IX-1920, o Conde figura com simples distrito de Arraial de Esplanada.

Elevado à condição de cidade com a denominação de Conde, pela lei estadual nº 1525, de 19-08-1921.

Por força dos decretos estaduais números 7455, de 23-06-1931, e 7499, de 08-07-1931, o município é extinto, passando seu território a constituir o novo município de Esplanada.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, Conde figura como distrito de Esplanada.

Elevado novamente à categoria município com a denominação de Conde, pelo decreto estadual nº 9662, de 10-08-1935, desmembrado de Esplanada. Sede no antigo distrito de Conde. Constituído do distrito sede. Reinstalado em 30-08-1935.

Em divisão territorial 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: Confederação Nacional de Municípios; IBGE

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Síntese das Informações
Área da unidade territorial - 2016: 964,637: km²
Estabelecimentos de Saúde SUS: 12: estabelecimentos
Matrícula - Ensino fundamental - 2015: 5.169: matrículas
Matrícula - Ensino médio - 2015: 1.152: matrículas
Número de unidades locais: 217: unidades
Pessoal ocupado total: 1.914: pessoas
PIB per capita a preços correntes - 2014: 6.887,55: reais
População residente : 23.620: pessoas
População residente - Homens: 11.834: pessoas
População residente - Mulheres: 11.786: pessoas
População residente alfabetizada: 16.094: pessoas
População residente que frequentava creche ou escola : 9.870: pessoas
População residente, religião católica apostólica romana: 15.948: pessoas
População residente, religião espírita: 77: pessoas
População residente, religião evangélicas: 3.595: pessoas
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Rural: 592,01: reais
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Urbana: 1.352,53: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Rural: 100,00: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Urbana: 227,50: reais
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - 2010 (IDHM 2010): 0,560:

Fonte:IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística


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